RITUAL CISTERCIENSE

 

Conforme os Estatutos dos Capítulos Gerais

da O. Cist. e da O.C.S.O., e os

Decretos gerais e particulares da

Sagrada Congregação para o Culto Divino

e Disciplina dos Sacramentos,

emanados depois do Concílio Vaticano II

 

Prot. /1910/04L pela tradução portuguesa

2004

 

 

 

APRESENTAÇÃO

 

 

Os Fundadores de Cister, fiéis à Regra, buscaram com grande esforço, segundo os preceitos do Santo Pai, Abade Bento, a autenticidade na liturgia. Além dessa primeira determinação, os primeiros Abades da Ordem, reunidos em Capítulo Cisterciense, determinaram, como se lê na Carta da Caridade, que em todas as partes se possuíssem os mesmos livros necessários para o ofício divino e para a Missa. Essa liturgia, desenvolvida progressivamente no século XII, permaneceu quase sem mudança alguma até o Concílio de Trento.

Depois disso, a reforma dos livros litúrgicos da Igreja Romana não tinha a intenção de ser obrigatória para os ritos das Igrejas que tiveram ao menos uma vigência superior a dois séculos. Sem dúvida, essa reforma satisfazia aos desejos dos homens daquele tempo. Como conseqüência disso, ocorreu que, no século XVII, sendo abade de Cister Cláudio Vaussin, vieram à luz novos livros para uso da Ordem, especialmente o Ritual Cisterciense, que permaneceu como a norma e o autêntico cerimonial do rito cisterciense até o Concílio Vaticano II.

Depois da Constituição Sacrosanctum Concilium, promulgada por esse Concílio, dia a dia tornava-se mais evidente que a liturgia não era algo exclusivo dos clérigos, mas que era algo próprio de todos os batizados; não algo exclusivo dos monges e monjas, mas próprio também dos fiéis que freqüentam nossos mosteiros. Assim como depois do Concílio Tridentino, também agora ocorreu que os novos livros da liturgia romana, propondo o Ordinário da Missa e o eucológio mais ricos, e alguns Lecionários variados e mais abundantes, assim como a Liturgia das Horas e os ritos sacramentais, atendiam aos anseios dos monges e monjas.

Essa foi a causa pela qual as duas Ordens da Família Cisterciense (canonicamente distintas desde o ano de 1892), que antes trabalhavam conjuntamente nas matérias litúrgicas comuns, uniram novamente os próprios esforços sob a autoridade de seus Capítulos Gerais. E assim, com o correr dos anos, conseguiram da Sé Apostólica, especialmente um Calendário próprio (nos anos de 1972 e 1973) e também uma Instituição Geral da Liturgia das Horas, no ano de 1974. Finalmente, o desejo comum das duas Ordens, manifestado pelos dois Capítulos Gerais, conseguiu que no dia 19 de outubro de 1995 a Sé Apostólica nos concedesse as Variações no Ritual da Unção dos Enfermos, os Rituais de Recepção dos Irmãos e das Irmãs, e o Ritual de Exéquias.

Agora, depois de trinta anos de progressiva renovação litúrgica, pareceu-nos oportuno publicar em um só livro todos esses documentos, para que todas e cada uma das comunidades tenham à mão tudo o que para elas foi estabelecido pela autoridade competente. Assim, pois, neste livro, que tem o título de Próprio Cisterciense, além daquilo que para nós foi aprovado pela Sé Apostólica, encontram-se outras coisas promulgadas pelos respectivos Capítulos Gerais, como são os Sufrágios pelos Defuntos depois do Ritual de Exéquias e também o Rito para a eleição e confirmação do abade e da abadessa, assim como costumes particulares na bênção abacial, para que, dessa forma, apareça uma diversidade legítima, e nessa diversidade, a unidade fundamental da Família Cisterciense.

Ao cumprir-se neste ano o nono centenário da fundação do Novo Mosteiro Cisterciense, é uma alegria para nós e para todos os filhos dessa Igreja apresentar esta obra, como fruto de uma estreita colaboração entre as comissões e os especialistas em Sagrada Liturgia.

 

 

F. Bernardo Oliveira F. Mauro Esteva

Abade Geral da O.C.S.O. Abade Geral da O. Cist.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AO LEITOR

 

Neste opúsculo, os documentos aparecem por ordem histórica: o que foi aprovado primeiro, confirmado ou instituído, também aparece antes.

Tanto no Ritual da recepção dos Irmãos e das Irmãs como no Ritual de Exéquias, algumas vezes a matéria é comum, enquanto outras vezes é própria. Na parte inferior das páginas, aparece um tríplice aparato de notas: o que é comum está indicado por números; nos outros dois casos, seja para os monges, seja para as monjas, está indicado por letras.

 

 

 

 

PRIMEIRA PARTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O CALENDÁRIO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O CALENDÁRIO GERAL

 

Prot. 2325/71, do dia 21 de novembro de 1971: O. Cist.

Prot. 855/72, do dia 31 de julho de 1972: O.C.S.O.

Prot. 667/73, do dia 11 de julho de 1973: O. Cist.

Prot. 1074/82, do dia 27 de outubro de 1982: O. Cist.

Prot. 203/83, do dia 05 de fevereiro de 1983: O. Cist.

Prot. 330/83, do dia 05 de março de 1983: O. Cist.

Prot. 1403/92, do dia 11 de setembro de 1992: O.C.S.O.

 

 

* Quando não se indica o grau da celebração, faz-se memória ad libitum.

** Segundo as normas universais do ano litúrgico e do calendário, no 54, não há impedimento algum em que, em determinados lugares, algumas celebrações se realizem de modo mais solene que em toda a Diocese ou na família religiosa. Assim, por exemplo, entre as monjas da Ordem Cisterciense, Santa Inês, Santa Escolástica e Santa Gertrudes se celebram como festa.

JANEIRO

1 Oitava de Natal

SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS Solenidade

2 Ss. Basílio Magno e Gregório Nazianzeno,

bispos e doutores da Igreja Memória

3 Ss.mo Nome de Jesus

4

5

6 EPIFANIA DO SENHOR Solenidade

7 S. Raimundo de Penyafort, presbítero*

8

9

10 S. Gregório de Nissa, bispo

S. Guilherme de Bourges, bispo de Nossa Ordem

11

12 Sto. Elredo, abade de N.O. Memória

13 Sto. Hilário, bispo e doutor da Igreja

14

15 Ss. Mauro e Plácido, discípulos de N.P.S. Bento Memória

16

17 Sto. Antão, abade Memória

18

19

20 S. Fabiano, papa e mártir

S. Sebastião, mártir

B. Cipriano-Miguel Tansi, monge de O.C.S.O., prebítero

21 Sta. Inês, virgem e mártir** Memória

22 S. Vicente, diácono e mártir

23

24 S. Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja Memória

25 CONVERSÃO DE SÃO PAULO, APÓSTOLO Festa

26 SANTOS ABADES ROBERTO, ALBERICO E ESTÊVÃO,

ABADES DE CISTER Solenidade

Na O.C.S.O. Solenidade ou Festa

27 Ss. Timóteo e Tito, bispos

Sta. Ângela de Mérici, virgem

28 S. Tomás de Aquino, presbítero e doutor da Igreja Memória

29

30

31 S. João Bosco, presbítero Memória

Domingo depois do dia 06 de janeiro:

BATISMO DO SENHOR Festa

 

FEVEREIRO

1 Na O. Cist.: S. Raimundo, Abade de N.O.

2 APRESENTAÇÃO DO SENHOR Festa

Na O. Cist.: Solenidade ou Festa

3 Sto. Oscar, bispo

S. Brás, bispo e mártir

4

5 Sta. Águeda, virgem e mártir Memória

6 Ss. Paulo Miki e companheiros mártires Memória

7

8 S. Jerônimo Emiliano

Sta. Josefina Bakhita, virgem

9

10 Sta. Escolástica, virgem** Memória

11 Nossa Senhora de Lourdes

S. Bento de Aniano, abade

12 B. Humbelina, monja

13

14 Ss. Cirilo, monge, e Metódio, bispo Memória

15

16 Na O. Cist.: S. Pedro de Castelnau, monge de N.O. e mártir

17 Ss. Fundadores da Ordem dos Servos da B. Virgem Maria

18

19

20

21 S. Pedro Damiani, bispo e doutor da Igreja Memória

22 CÁTEDRA DO APÓSTOLO S. PEDRO Festa

23 S. Policarpo, bispo e mártir Memória

24

25

26

27

28

 

 

MARÇO

1

2

3

4 S. Casimiro

5

6

7 Stas. Perpétua e Felicidade, mártires Memória

8 S. João de Deus, religioso

S. Estevão de Obazina, abade de N.O.

9 Sta. Francisca Romana, religiosa

10

11

12

13

14

15

16

17 S. Patrício, bispo

18 S. Cirilo de Jerusalém, bispo e doutor da Igreja

19 S. JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA Solenidade

20

21 TRÂNSITO DE N.P.S. BENTO, ABADE Festa

Na O.C.S.O.: Memória

22

23 S. Turíbio de Mogrovejo, bispo

24

25 ANUNCIAÇÃO DO SENHOR Solenidade

26

27

28

29

30

31

 

 

ABRIL

1

2 S. Francisco de Paula, eremita

3

4 S. Isidoro, bispo e doutor da Igreja

5 S. Vicente Ferrer, presbítero

6

7 S. João Batista de la Salle, presbítero Memória

8

9

10

11 S. Estanislau, bispo e mártir Memória

12

13 S. Martinho I, papa e mártir

14

15

16

17

18

19

20

21 S. Anselmo, bispo e doutor da Igreja Memória

22 B. Maria Gabriela, monja de O.C.S.O.

23 S. Adalberto, bispo e mártir

S. Jorge, mártir

24 S. Fidélis de Sigmaringa, presbítero e mártir

Na O. Cist.: S. Franca, monja de N.O.

25 S. MARCOS EVANGELISTA Festa

26 B. Rafael, oblato de O.C.S.O.

27

28 S. Pedro Chanel, presbítero e mártir

S. Luís Maria Grignion de Montfort, presbítero

29 S. Catarina de Sena, virgem e doutora da Igreja Memória

30 S. Pio V, papa

 

 

MAIO

1 S. José Operário

2 S. Atanásio, bispo e doutor da Igreja Memória

3 Ss. FELIPE E TIAGO, APÓSTOLOS Festa

4

5

6

7

8

9

10

11 Ss. Odão, Maiolo, Odilom, Hugo e B. Pedro o Venerável,

abades cluniacenses Memória

12 Ss. Nereu e Aquiles, mártires

S. Pancrácio, mártir

13 Nossa Senhora de Fátima

14 S. MATEUS, APÓSTOLO Festa

15 S. Pacômio, abade Memória

16

17

18 S. João I, papa e mártir

19

20 S. Bernardino de Sena, presbítero

21 Ss. Cristóvão de Magalhães, presbítero,

e seus companheiros, mártires

22 Sta. Rita de Cássia, religiosa

23

24

25 S. Beda o Venerável, presbítero e doutor da Igreja Memória

26 S. Gregório VII, papa

Sta. Maria Madalena de Pazzi, virgem

S. Filipe Néri, presbítero

27 Sto. Agostinho de Cantuária, bispo

Na O.C.S.O.: Memória

28

29

30

31 VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA Festa

Na O. Cist.: Solenidade ou Festa

1o Domingo depois de Pentecostes:

SANTÍSSIMA TRINDADE Solenidade

Quinta-feira depois da Santíssima Trindade:

SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO Solenidade

 

 

JUNHO

1 S. Justino, mártir Memória

2 Ss. Marcelino e Pedro, mártires

3 Ss. Carlos Lwanga e companheiros, mártires Memória

4

5 S. Bonifácio, bispo e mártir Memória

6 S. Norberto, bispo

7

8

9 S. Efrén, diácono e doutor da Igreja

10

11 S. Barnabé, apóstolo Memória

12 Sta. Aleida, monja de N.O.

13 Sto. Antônio de Pádua, presbítero e doutor da Igreja Memória

14 B. Gerardo, monge de N.O.

15

16 Sta. Lutgarda, monja de N.O. Memória

17

18

19 S. Romualdo, abade

20

21 S. Luís Gonzaga, religioso Memória

22 S. Paulino de Nola, bispo

Ss. João Fisher, bispo e Tomás More, mártires

23

24 NATIVIDADE DE S. JOÃO BATISTA Solenidade

25

26

27 S. Cirilo de Alexandria, bispo e doutor da Igreja

28 S. Irineu, bispo e mártir Memória

29 Ss. PEDRO E PAULO, APÓSTOLOS Solenidade

30 Ss. Protomártires da Igreja Romana

Sexta-feira depois do 2o Domingo depois de Pentecostes:

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS Solenidade

Sábado depois do 2o Domingo depois de Pentecostes:

Imaculado Coração da Virgem Maria Memória

 

 

JULHO

1

2

3 S. TOMÉ, APÓSTOLO Festa

4 Sta. Isabel de Portugal

5 S. Antonio Maria Zaccaría, presbítero

6 Sta. Maria Goretti, virgem e mártir

7

8 B. Eugênio III, papa N.O. Memória

9 Ss. Agostinho Zhao Bong, presbítero,

e seus companheiros, mártires

10

11 NOSSO PAI SÃO BENTO, ABADE Solenidade

12 S. João Gualberto, abade

13 Sto. Henrique

14 S. Camilo de Lellis, presbítero

15 S. Boaventura, bispo e doutor da Igreja Memória

16 Nossa Senhora do Carmo

B. Virgens de Orange (entre essas Beatas encontram-se

as Irmãs de Justamont, monjas de N.O.)

17

18

19

20 S. Apolinário, bispo e mártir

21 S. Lourenço de Bríndisi, presbítero e doutor da Igreja

22 Sta. Maria Madalena Memória

23 Sta. Brígida, religiosa

24 S. Sabélio Makhlūf, presbítero

25 SÃO TIAGO, APÓSTOLO Festa

26 São Joaquim e Sant’Ana, pais de Nossa Senhora Memória

27

28

29 Ss. Marta, Maria e Lázaro, hospedeiros do Senhor Memória

30 S. Pedro Crisólogo, bispo e doutor da Igreja

31 S. Inácio de Loyola, presbítero Memória

 

 

AGOSTO

1 S. Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja Memória

2 Sto. Eusébio de Vercelli, bispo

S. Pedro Julião Eymard, presbítero

3

4 S. João Maria Vianney, presbítero Memória

5 Dedicação da basílica de Sta. Maria Maior

6 TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR Festa

7 Ss. Sixto II, papa, e seus companheiros mártires

S. Caetano, presbítero

8 Sto. Domingo, presbítero Memória

9 Sta. Teresa Benedita da Cruz, virgem e mártir

10 S. LOURENÇO, DIÁCONO E MÁRTIR Festa

11 Sta. Clara, virgem Memória

12 Sta. Joana Francisca de Chantal, religiosa

13 Ss. Pociano, papa, e Hipólito, presbítero, mártires

14 S. Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir Memória

15 ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA Solenidade

16 S. Estevão da Hungria

17

18 B. João Batista de Souzy, presbítero, e companheiros, mártires

(entre estes Beatos encontram-se Gervásio Brunel e Pablo Charles,

presbíteros, e Elias Desgardin, monges de N.O.)

S. João Eudes, presbítero

19 B. Guerrico, abade de N.O. Memória

20 S. BERNARDO, ABADE DE N.O. E DOUTOR DA IGREJA

Solenidade

Na O.C.S.O.: Solenidade ou Festa

21 S. Pio X, papa Memória

22 Nossa Senhora, Rainha Memória

23 Sta. Rosa de Lima, virgem

24 S. BARTOLOMEU, APÓSTOLO Festa

25 S. Luís de França

S. José Calazans, presbítero

26

27 Sta. Mônica Memória

28 Sto. Agostinho, bispo e doutor da Igreja Memória

29 Martírio de S. João Batista Memória

30 Ss. Guarino e Amadeu, bispos de N.O.,

ou Sto. Amadeu, bispo de N.O.

31

 

SETEMBRO

1

2

3 S. Gregório Magno, papa e doutor da Igreja Memória

4

5

6

7

8 NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA Festa

Na O. Cist.: Solenidade ou Festa

9 S. Pedro Claver, presbítero

10 B. Ogler, abade de N.O.

11

12 Santo Nome de Maria

S. Pedro de Tarentasia, bispo de N.O.

13 S. João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja Memória

14 EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ Festa

15 Nossa Senhora das Dores Memória

16 Ss. Cornélio, papa, e Cipriano, bispo, mártires Memória

17 S. Roberto Belarmino, bispo e doutor da Igreja

S. Martinho de Hinojosa, bispo

Na O. Cist.: Sta. Hildegarda, virgem

18 Na O. Cist.: COMEMORAÇÃO DOS IRMÃOS, PAIS,

FAMILIARES E BENFEITORES DE N.O. FALECIDOS

DURANTE O ANO.

19 S. Januário, bispo e mártir

20 Ss. Andrés Kim, presbítero, Pablo Chong e companheiros,

mártires Memória

21 S. MATEUS, APÓSTOLO E EVANGELISTA Festa

22

23

24

25

26 Ss. Cosme e Damião, mártires

27 S. Vicente de Paulo, presbítero Memória

28 S. Venceslau, mártir

Ss. Lourenço Ruiz e seus companheiros, mártires

29 S. MIGUEL E TODOS OS ANJOS Festa

30 S. Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja Memória

 

OUTUBRO

1 Sta. Teresa do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja Memória

2 Stos. Anjos da Guarda Memória

Na O. Cist.: Memória

3

4 S. Francisco de Assis Memória

5

6 S. Bruno, presbítero e eremita Memória

7 Nossa Senhora do Rosário Memória

8

9 Ss. Dionísio, bispo, e seus companheiros, mártires

S. João Leonardi, presbítero

Na O. Cist.: B. Vicente Kadlubek, bispo de N.O.

10

11

12

13

14 S. Calixto I, papa e mártir

15 Sta. Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja Memória

16 Sta. Edviges, religiosa de N.O.

Sta. Margarida Maria Alacoque, virgem

17 Sto. Inácio de Antioquia, bispo e mártir Memória

18 S. LUCAS, EVANGELISTA Festa

19 Ss. João de Brébeuf e Isaac Jogues, presbíteros,

e seus companheiros, mártires

S. Paulo da Cruz, presbítero

20

21

22

23 S. João de Capistrano, presbítero

24 Sto. Antônio Maria Claret, bispo

25 Na O. Cist.: S. Bernardo Calbó, bispo de N.O.

26

27

28 Ss. SIMÃO E JUDAS, APÓSTOLOS Festa

29

30

31

 

 

NOVEMBRO

1 TODOS OS SANTOS Solenidade

2 COMEMORAÇÃO DOS FIÉIS DEFUNTOS

3 S. Martinho de Porres, religioso

4 S. Carlos Borromeu, bispo Memória

5

6

7

8

9 DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE LATRÃO Festa

10 S. Leão Magno, papa e doutor da Igreja Memória

11 S. Martinho de Tours, bispo Festa

Na O.C.S.O.: Memória

12 S. Teodoro Studita, abade

S. Josafá, bispo e mártir

13 TODOS OS SANTOS QUE SERVIRAM A DEUS SEGUINDO

A REGRA DE N.P.S. BENTO Festa

14 Na O.Cist.: COMEMORAÇÃO DE TODOS OS DEFUNTOS

QUE SERVIRAM A DEUS SEGUINDO A REGRA DE

N.P.S. BENTO Festa

15 S. Alberto Magno, bispo e doutor da Igreja

16 Sta. Gertrudis, virgem e monja de N.O.** Memória

17 Sta. Margarida da Escócia

Sta. Isabel da Hungriam, religiosa

18 Dedicação das basílicas de S. Pedro e S. Paulo, apóstolos

19 Sta. Matilde, virgem e monja de N.O.

20

21 Apresentação de Nossa Senhora Memória

22 Sta. Cecília, virgem e mártir Memória

23 S. Clemente I, papa e mártir

S. Columbano, abade

24 Ss. André Dung-Lac, presbítero e seus companheiros,

mártires Memória

25 Sta. Catarina de Alexandria, virgem e mártir

26

27

28

29

30 S. ANDRÉ, APÓSTOLO

Último Domingo do Tempo Comum:

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO Solenidade

 

 

DEZEMBRO

1

2

3 S. Francisco Xavier, presbítero Memória

4 S. João Damasceno, presbítero e doutor da Igreja

5 S. Sabas, abade

6 S. Nicolau, bispo

7 S. Ambrósio, bispo e doutor da Igreja Memória

8 IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA Solenidade

9 Sto. João Diogo Cuauhtlatoatzin

10

11 S. Damaso I, Papa

Na O. Cist.: B. Davi, monge de N.O.

12 NOSSA SENHORA DE GUADALUPE Festa

13 Sta. Luzia, virgem e mártir Memória

14 S. João da Cruz, presbítero e doutor da Igreja Memória

15

16

17

18

19

20

21 S. Pedro Canísio, presbítero e doutor da Igreja

22

23 S. João Cântico, presbítero

25 NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO Solenidade

26 S. ESTÊVÃO, PROTOMÁRTIR Festa

27 S. JOÃO, APÓSTOLO E EVANGELISTA Festa

28 Ss. INOCENTES, MÁRTIRES Festa

29 S. Tomás Becket, bispo e mártir

30

31 S. Silvestre I, papa

No Domingo dentro da oitava de Natal, ou, se não há, no dia 30 de

Dezembro:

A SAGRADA FAMÍLIA: JESUS, MARIA E JOSÉ Festa

ELENCO

DE OUTROS SANTOS CISTERCIENSES

QUE FIGURAM NO

MARTIROLÓGIO

 

FEVEREIRO

3 B. Helinando de Froidmont, monge de N.O.

9 S. Conrado Bávaro, monge de N.O., eremita

13 S. Adolfo de Osnabrück, bispo de N.O.

19 S. Bonifácio de Bruxelas, bispo

 

ABRIL

1 B. Hugo de Boneval, abade de N.O.

5 Sta. Juliana de Monte Cornélio, virgem

13 Sta. Ida de Lovaina, monja de N.O.

18 B. Idesbaldo, abade de N.O.

26 S. João de Valência, bispo de N.O.

 

JUNHO

7 S. Roberto do Novo Mosteiro, abade de N.O.

17 Stas. Sancha, Mafalda e Teresa, monjas de N.O.

 

JULHO

7 S. Teobaldo, abade de N.O.

9 B. Alberto de Sestri, converso de N.O., eremita

10 B. Beltrão de Grandselve, abade de N.O.

24 S. Balduíno, abade de N.O.

 

AGOSTO

9 S. Famiano, monge de N.O., peregrino

16 Sta. Beatriz da Silva, virgem

 

SETEMBRO

2 Beatos Bernardo, monge de N.O., Maria e Graça, mártires

7 B. Otão de Freising, bispode N.O.

28 B. João de Montmirail, monge de N.O.

 

OUTUBRO

3 S. Adalgoto, bispo de N.O.

8 S. Martinho Cid, abade de N.O.

13 S. Maurício, abade de N.O.

20 B. Gilberto de Cister, abade

 

NOVEMBRO

3 S. Malaquias, bispo

15 S. Leopoldo, marquês da Áustria

20 S. Edmundo de Cantuária, bispo

S. Hugo de Noaria, abade de N.O.

 

DEZEMBRO

5 S. Galgano, eremita

9 S. Gerardo, abade de N.O.

 

 

 

 

SEGUNDA PARTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OFÍCIO DIVINO

OU

LITURGIA DAS HORAS

 

 

 

 

 

 

 

 

INSTRUÇÃO GERAL

SOBRE A LITURGIA DAS HORAS

PARA OS MOSTEIROS

DA ORDEM CISTERCIENSE

DA ESTRITA OBSERVÂNCIA

 

Prot. 1554/74, do dia 25 de junho de 1974

 

NORMAS GERAIS

 

1. Estas Normas Gerais, de nenhum modo pretendem oferecer um conjunto doutrinal sobre a Liturgia das Horas, nem mesmo sequer ressaltar sua importância na vida cristã; isso está amplamente desenvolvido na Regra de São Bento, nos documentos do Vaticano II e na Instrução Geral Sobre a Liturgia das Horas do rito romano (IGSLH).

Nossa finalidade aqui é assinalar especialmente aqueles pontos que requerem uma ulterior determinação, para que a Liturgia das Horas responda o melhor possível às circunstâncias concretas dos monges e monjas de nossa Ordem.

2. Ainda que as comunidades monásticas não sejam, em sentido próprio, "Igrejas particulares", nem se componham somente de clérigos, representam, sem dúvida, de um modo peculiar, a Igreja em oração; com efeito, oferecem de um modo mais perfeito a imagem da Igreja que louva a Deus sem interrupção com uma voz concorde, e cumprem o dever de cooperar, sobretudo, com a oração para a edificação e incremento de todo o Corpo Místico de Cristo e para o bem das Igrejas particulares.

3. A Igreja reconhece sua própria voz na Liturgia das Horas, organizada pelas comunidades monásticas, e vigia constantemente, mediante a autoridade hierárquica, para que essa mesma oração, uma vez que responde às exigências particulares de cada comunidade, conserve sempre a excelência de expressar o mistério cristão.

4. As disposições estabelecidas primeiramente pela Regra de S. Bento e posteriormente pelas normas eclesiásticas em relação com a Liturgia das Horas, dizem respeito à missão de celebrar essa Liturgia no coro, seja cantada ou recitada. Compete, sem dúvida, ao Abade a solicitude e a faculdade de determinar a maneira como cada um dos membros da comunidade venha a participar dela.

5. A Liturgia das Horas se organiza segundo as prescrições da Regra de S. Bento, que, durante séculos, alimentaram sempre a vida de oração dos monges e que ainda hoje podem estimulá-la. Não obstante, concede-se a faculdade de adaptar essas prescrições às circunstâncias de nossa época, que se apresentam e se percebem de maneira diversa nas distintas regiões.

6. Como a Liturgia das Horas tem por finalidade a santificação do dia e de toda a atividade humana, a comunidade monástica pretende alcançar essa finalidade mediante a celebração daquelas horas que nos legou a tradição dos Pais.

A Hora Prima pode ser supressa.

Ainda que se possa rezar as horas menores fora do coro, celebrem-se, não obstante, sempre em comum. Mas, onde especiais circunstâncias tornarem difícil o cumprimento dessa prescrição, o Abade Geral, com o consentimento de seu Conselho Permanente pode permitir que se suprimam uma ou duas Horas Menores.

Se alguma hora do ofício se une com outra hora, ou com a Missa, observem-se as normas que são prescritas na IGSLH do rito romano, nos 93-99.

7. A Liturgia das Horas se estruturará de forma que cada hora conste sempre de hino, salmodia, leitura breve ou mais prolongada da Sagrada Escritura e preces. Quanto ao modo de salmodiar, observe-se o prescrito na IGSLH, nos 121-125. O canto gregoriano, como próprio da Liturgia Romana, ocupa o primeiro lugar em igualdade de circunstâncias. Se a Liturgia das Horas é celebrada em língua vernácula, os elementos tradicionais e, em especial o canto, podem adaptar-se à peculiaridade da língua e à índole de cada comunidade.

8. Segundo a venerável tradição de toda a Igreja, as Laudes, como oração matutina, e as Vésperas, como oração vespertina, são o duplo eixo sobre o qual gira o ofício de cada dia; por isso devem ser consideradas as horas principais e como tal ser celebradas; o quanto seja possível, celebrem-nas cantadas.

As Vigílias, por sua vez, mantém o seu caráter próprio de louvor noturno, que precede a aurora.

9. Segundo a oportunidade e a discrição, pode-se deixar um tempo de silêncio logo após cada salmo, segundo o costume tradicional, sobretudo se depois do silêncio se acrescenta uma oração sálmica, ou logo após das leituras, tanto breve como longas.

10. A distribuição dos salmos pode ser: ou seguindo a ordem estabelecida na Regra de São Bento; ou seguindo algum dos esquemas propostos mais adiante, acrescentando adaptações segundo a oportunidade e a condição dos lugares; ou segundo outro esquema, com a condição de que todos os salmos sejam recitados dentro de duas semanas.

11. Se se crê oportuno, observe-se o curso bienal de leituras bíblicas estabelecido para a Liturgia das Horas segundo o rito romano (cf. IGSLH, nos 145-146).

12. Está em preparação um suplemento para uso dos mosteiros, que contém leituras dos Santos Pais e Escritores eclesiásticos, distintos do rito romano. Para o restante, o Abade, com o consentimento da comunidade, pode eleger outros textos, seguindo as normas emanadas para tal caso pela Santa Sé.

ORDEM A SEGUIR NA

LITURGIA DAS HORAS DE CADA DIA

 

VIGÍLIAS

a. Introdução à Hora:

V/ Abri os meus lábios, ó Senhor.

R/ E minha boca anunciará vosso louvor. Glória ao Pai.

b. Hino correspondente

c. Salmodia

d. Versículo de transição com R/

e. Leitura da Sagrada Escritura com seu responsório, intercalando um tempo em silêncio antes ou depois do responsório, se se crê oportuno

f. Salmodia

g. Versículo com Resposta

h. Leitura dos Padres e Escritores eclesiásticos, com seu responsório, como acima em "e"

i. Nos Domingos, solenidades e festas, acrescentam-se os elementos seguintes, segundo algum dos esquemas descritos na continuação; sem dúvida esta estrutura pode ser feita de forma mais simples nos dias em que há trabalho

Ou assim:

Ou assim:

Ou assim:

j. Nas memórias e férias: Kyrie, eleison... (Senhor, tende piedade...) ou uma breve litania, a saber, pelos Irmãos ausentes, pelos defuntos e outros

k. Oremos, (silêncio), oração conclusiva

l. Bendigamos ao Senhor e R/ Demos Graças a Deus.

LAUDES E VÉSPERAS

a. Introdução à Hora:

V/ Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R/ Socorrei-me, sem demora. Glória ao Pai.

b. Hino correspondente

c. Salmodia

d. Leitura da Sagrada Escritura, breve ou mais longa, com seu responsório breve

e. Cântico Evangélico, com sua antífona

f. Conclusão do Ofício:

HORAS MENORES

a. Introdução à Hora, como em Laudes

b. Hino próprio da Hora

c. Salmodia

d. Leitura breve da Sagrada Escritura

e. Versículo e sua resposta

f. Conclusão do Ofício:

COMPLETAS

a. Introdução à Hora, como em Laudes

b. Se se crê oportuno, faz-se o exame de consciência em silêncio, ou com as fórmulas do Missal para o ato penitencial

c. Hino correspondente

d. Salmodia

e. Leitura breve da Sagrada Escritura

f. Versículo Guardai-nos, Senhor... e sua Resposta Protegei-nos como a Pupila..., ou responsório breve Senhor, em vossas mãos...

g. Cântico de Simeão, com sua antífona

h. Conclusão da Hora e do dia:

ESQUEMA DE DISTRIBUIÇÃO DOS SALMOS

(Cf. NORMAS GERAIS, No 10)

 

Segundo a Regra de São Bento

Os salmos das Vigílias podem distribuir-se em duas semanas para serem cantados mais pausadamente. Para os que desejarem manter Prima, os salmos dessa Hora podem distribuir-se assim:

A. ENTRE OS SALMOS DAS VIGÍLIAS, ESPECIALMENTE NAS DO DOMINGO, (SEGUNDO A ANTIGA TRADIÇÃO

DO SEGUINTE MODO:

Domingo 1ª semana

Dom.

2ª sem.

Segunda-f.

Terça-f.

Quarta-f.

Quinta-f.

Sexta-f.

Sábado

Noct. I

3 + 94

1 e 2

6 e 7

9

Noct. II

13 e 14

15 e 16

17

Noct III/118/1-4

B. ENTRE OS SALMOS DAS HORAS MENORES,

DO SEGUINTE MODO:

 

Domingo

Segunda-f.

Terça-f.

Quarta-f.

Quinta-f.

Sexta-f.

Sábado

Tércia

118/1-4

118/11-13

118/20-22

8

9/2-13

14

15

17/2-16

119

120

121

Sexta

118/5-7

118/14-16

1

2

6

9/14-39

16

17/17-31

122

123

124

Nona

118/8-10

118/17-19

7

10

11

12

18

19

17/32-51

125

126

127

 

Outros esquemas

 

DISTRIBUIÇÃO NUMÉRICA PARA DUAS SEMANAS,

COM REPETIÇÃO DE ALGUNS SALMOS

ESQUEMA "A"

 

Domingo

Segunda-f.

Terça-f.

Quarta-f.

Quinta-f.

Sexta-f.

Sábado

Semana

3 + 94

133

133

133

133

133

133

20

21

22

23

26

27

28

29

1

7

9

11

16

18

19

25

2

8

10

12

14

15

17

24

30

32

33

34

38

40

36

 

39

43

44

45

46

47

48

49

51

52

54

55

57

58

59

60

61

65

67

70

68

73

71

74

76

78

79

72

83

 

77

 

 

80

82

88

84

85

93

95

96

81

86

92

97

98

99

102

100

103

 

106

 

108

102

104

 

105

 

66

62

117

Cant*

148/149/150

116

50

5 : 35

Ct1 : Ct2

148

116

6

41/2 : 56

Ct1 : Ct2

149/150

116

50

64 : 63

Ct1 : Ct2

148

116

31

87 : 89

Ct1 : Ct2

149/150

116

50

53 : 75

Ct1 : Ct2

148

116

37

91 : 142

Ct1 : Ct2

149/150

*Ct 1 = Os cânticos que se cantavam no inverno no Breviário Cisterciense

Ct 2 = Os cânticos que se cantavam no verão no Breviário Cisterciense

109

110

112

111

113

114

115

128

129

130

131

129

131

132

135

136

137

134

136

137

138

140

138

139

141

144

141

143

145

146

147

Cántico del N.T. como en la Liturgia de las Horas romana

Tércia

118/

1-4

118/

12/15

119

120 toda a semana

121

Sexta

118/

5-7

118/

16/18

122

123 toda a semana

124

Nona

118/

8-11

118/

19/20

125

126 toda a semana

127

4

90

90

90

90

90

90

90

Cântico de Simeão

 

 

 

DISTRIBUIÇÃO TEMÁTICA PARA DUAS SEMANAS

COM RECEPÇÃO DE ALGUNS SALMOS

ESQUEMA "B"

 

Domingo

Segunda-f.

Terça-f.

Quarta-f.

Quinta-f.

Sexta-f.

Sábado

Semana

94

133

133

133

133

133

133

17

 

24

26

27

28

29

30

33

65

13

34

53

14

105

36

51

10

104

43

61

76

138

55

69

70

74

81

93

77

 

11

41

42

106

60

73

80

57

58

59

9

143

25

48

78

82

141

144

3

7

15

88

12

16

54

108

139

1

71

79

84

86

102

8

18

44

45

47

84

66

50

117

116

49 : 102

5 : 35

116

72 : 38

83 : 56

116

101 : 85

63 : 64

116

100 : 31

87 : 89

116

6 : 62

75 : 91

116

37 : 39

142

Cântico do A.T. (como no antigo breviário cisterciense), ou leitura bíblica

150

110 : 115

111 : 145

112 : 146 113a : 147

113b : 148

114 : 149

*Nas solenidades e festas, em Laudes, tomam-se os salmos 66, 62, 144, Cânt., 150

109

2

18

47

19

20

67

103

145

134

135

143

136

140

32

40

21

68

44

137

22

71

Cântico do N.T. na Liturgia das Horas romana ou leitura do N.T.

46

95

96

97

98

92

99

23

Tércia

118/

1-4

118/

12/15

119

120 toda a semana

121

Sexta

118/

5-7

118/

16/18

122

123

124

128

129

130

122

123

124

128

129

130

122

123

124

128

129

130

Nona

118/

8-11

118/

19/22

127

125

126

131

132

127

125

126

131

132

127

125

126

131

132

Completas

4 + 90 + Cânt.

 

 

 

 

 

 

 

 

DISTRIBUIÇÃO TEMÁTICA PARA UMA SEMANA

SEM REPETIR NENHUM SALMO

ESQUEMA "C"

 

Domingo

Segunda-f.

Terça-f.

Quarta-f.

Quinta-f.

Sexta-f.

Sábado

Vigílias

[invt.] 94

2

20

29

44

71

75

97

1

106

111

48

104

70

45

3

17

10

73

105

43

46

11

9

93

81

88

82

80

38

36

40

49

67

65

66

12

21

25

87

68

58

95

8

103

102

76

77

Laudes

50

117

62

Cânt.

116

6

5

35

Cânt. A.T

145

101

42

56

Cânt. A.T

146

37

63

64

Cânt. A.T

147

31

99

89

Cânt. A.T

148

129

85

107

Cânt. A.T

149

142

91

100

Cânt. A.T

150

Vésperas

109

110

113A

114-115

113B

28

96

137

131

134

47

86

32

135

98

112

39

61

7

128

136

138

141

27

143

144

Tércia

118/1-4

118/5-7

118/8-10

118/11-13

118/14-16

118/17-19

118/20-22

Sexta

18

23

13

72

84

41

78

79

69

33

108

59

19

74

Nona

22

83

92

119

120

121

122

123

124

125

126

127

54

34

57

51

52

4

90

133

24

130

132

60

26

138

53

140

55

30

14

15

Cântico de Simeão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INSTRUÇÃO GERAL

SOBRE A LITURGIA DAS HORAS

PARA OS MOSTEIROS

DA ORDEM CISTERCIENSE

Prot. 2181/74, 27 de novembro de 1974

 

PRINCÍPIOS TEOLÓGICOS

1. Não se expõe aqui a doutrina completa acerca da Liturgia das Horas, mas somente se faz menção àqueles princípios que requerem uma ulterior elaboração e uma aplicação concreta, de tal forma que a liturgia se adapte às condições dos mosteiros da Ordem Cisterciense.

2. Os princípios teológicos para regular a Liturgia das Horas são tomados da Regra de São Bento, dos decretos dos Concílio Vaticano II, das Declarações do Capítulo Geral do ano de 1969 sobre os elementos principais da vida cisterciense hodierna, e da Instrução Geral Sobre a Liturgia das Horas, segundo o ritual romano.

3. A Liturgia das Horas tem como finalidade que, em união com a celebração da Eucaristia, santifique todo o dia e toda a atividade humana. Esta organização se faz, ordinariamente, segundo os preceitos da Regra de S. Bento, que durante séculos alimentaram e ainda hoje podem alimentar a vida de oração dos monges, não obstante façam-se adaptações onde as circunstâncias de nosso tempo e das diversas regiões as peçam.

4. As comunidades monásticas representam de um modo peculiar a Igreja em oração: com efeito, oferecem de um modo mais perfeito a imagem da Igreja que louva o Senhor sem interrupção, com voz concorde, e que cumprem o dever de "colaborar", de modo especial com a oração, para a "edificação e o progresso de todo o Corpo Místico de Cristo e no bem das Igrejas particulares" (IGSLH no 24).

5. A Igreja reconhece sua própria voz na Liturgia das Horas celebrada pelas comunidades monásticas, e vigia constantemente, mediante a autoridade hierárquica, para que conserve sempre a capacidade de expressar o mistério cristão, e ao mesmo tempo responda às exigências particulares de cada uma das comunidades.

6. Na organização do Ofício Divino, é conveniente que prestemos atenção "à unidade e à harmonia entre a liturgia e as outras faces da vida religiosa" (Declaração do Cap. Gen. O. Cist. sobre a Vida Cisterciense Hodierna, no 62). Portanto, em tudo aquilo que, segundo as normas acima indicadas, se estabelece em cada um dos mosteiros, levando em conta as circunstâncias próprias do lugar e da comunidade, como seleção dos textos, da língua a utilizar, da distribuição dos salmos a empregar, e outras coisas a serem usadas segundo a oportunidade, há que se pretender, acima de tudo, que "a estrutura e as formas da liturgia possam alimentar e vivificar a vida diária" (Cf. Ib.) e que a mente concorde mais facilmente com a nossa voz (Cf. Regra de São Bento, c. 19).

 

NORMAS GERAIS PARA A

CELEBRAÇÃO DO OFÍCIO DIVINO

7. A liturgia das horas na Ordem Cisterciense se realiza segundo as Horas transmitidas pela Regra de São Bento. Não Obstante, a Hora Prima pode ser omitida. As Horas menores e Completas também podem celebrar-se fora do coro; sem dúvida, sejam celebradas na comunidade. Por uma justa causa, pode eleger-se uma das Horas Menores para a celebração em comum, e procurando que seja a que melhor responda ao momento do dia em que esta hora se celebra; apesar disso as demais Horas Menores que não forem celebradas em comum devem ser recitadas privadamente.

8. Cada uma das Horas do Ofício constam de Hino, Salmodia, Leitura das Sagradas Escrituras e Preces.

9. Na celebração que se realiza em língua vernácula, os elementos do Ofício podem adaptar-se à peculiaridade da língua e à índole de cada comunidade.

10. As Laudes, como oração matutina, e as Vésperas, como oração vespertina, de acordo com a venerável tradição de toda a Igreja, são o duplo eixo sobre o qual gira o Ofício de cada dia, e como tal devem ser consideradas e celebradas.

11. A juízo do Abade com seu Conselho, pode-se guardar um espaço de silêncio meditativo, seja depois das leituras, seja depois dos salmos. Se se faz depois das leituras, pode ser antes ou depois do responsório, mas também pode ocupar o lugar do responsório.

12. A distribuição dos salmos pode ser feita segundo os esquemas propostos acima, acrescentadas as adaptações segundo as exigências dos lugares.

13. Cada um dos salmos ou de suas divisões geralmente devem vir acompanhados de sua antífona ou recitados de forma que se ressalte melhor o seu gênero literário.

14. Se parece oportuno, observe-se de forma estável o curso bienal das leituras bíblicas para a Liturgia das Horas do Rito Romano, além do suplemento da leitura dos Padres e escritores eclesiásticos preparado para o uso dos mosteiros. Afora isso, com o consentimento da comunidade, o Abade pode eleger outros textos, observando as normas promulgadas pela Santa Sé.

15. Quanto à maneira de unir, se se crê oportuno, as Horas do Ofício com a Missa, ou as Horas entre si, valem as disposições que se encontram mais adiante no Apêndice.

 

 

EXEMPLO DO ORDINÁRIO

DA LITURGIA DAS HORAS

PARA A ORDEM CISTERCIENSE

 

INTRODUÇÃO DO OFÍCIO

(Esta Introdução se faz na primeira hora do dia)

a. Introdução à Hora:

V/ Abri os meus lábios, ó Senhor.

R/ E minha boca anunciará vosso louvor. Glória ao Pai.

b. Invitatório: Salmo 94 ou outro, segundo o esquema que se empregue

VIGÍLIAS

a. Introdução à Hora (a não ser que seja a primeira Hora):

b. Hino correspondente

c. Salmodia

d. Versículo com sua resposta

e. Leitura da Sagrada Escritura com seu responsório

f. Salmodia

g. Versículo com sua resposta

h. Leitura de autores eclesiásticos com seu responsório

i. Nos Domingos, Solenidades ou festas, usa-se um dos seguintes esquemas:

Assim:

Ou assim:

j. Conclusão do Ofício:

Nas memórias e festas:

LAUDES

a. Introdução à Hora, como em Vigílias

b. Hino correspondente

c. Salmodia

d. Leitura da Sagrada Escritura mais longa ou mais breve, com responsório breve

e. Cântico evangélico com antífona

f. Conclusão do Ofício:

HORAS MENORES

a. Introdução à Hora, como em Vigílias

b. Hino da Hora

c. Salmodia

d. Leitura breve da Sagrada Escritura

e. Versículo com sua resposta

f. Conclusão do ofício: como em Vigílias feriais.

VÉSPERAS

Como em Laudes

COMPLETAS

a. Introdução à Hora, como em Vigílias

b. Se se crê oportuno, faz-se o exame de consciência, que pode ser feito em silêncio, ou com a fórmula penitencial do Missal.

c. Hino da Hora

d. Salmodia

e. Leitura breve da Sagrada Escritura

f. Versículo com sua resposta, ou responsório breve (Senhor, em vossas mãos...)

g. Se se crê oportuno, o cântico de Simeão com sua antífona

h. Conclusão da Hora e do dia:

Kyrie, eleison... (Senhor, tende piedade...), ou uma breve litania, como nas Horas Menores;

Oremos (silêncio);

Oração conclusiva da Hora

Bênção: Benedicat et custodiat..., ou O Senhor nos conceda uma noite tranqüila...

Salve Regina

ESQUEMAS DE DISTRIBUIÇÃO DOS SALMOS

SEGUNDO A REGRA DE SÃO BENTO COM PRIMA,

SEGUNDO A REGRA DE SÃO BENTO SEM PRIMA,

SEGUNDO ALGUMA DAS NOVAS DISTRIBUIÇÕES

DOS SALMOS

 

Esquema I: O Saltério inteiro distribuído em uma semana;

Esquema II: O Saltério distribuído em duas semanas segundo a ordem numérica;

Esquema III: O Saltério distribuído em duas semanas, sem seguir a ordem numérica;

Esquema IV: O Saltério da Liturgia das Horas, segundo o Rito Romano, adaptado ao curso monástico de duas semanas.

Ao esquema I pertencem:

Dom.

Segunda-f.

Terça-f.

Quarta-f.

Quinta-f.

Sexta-f.

Sábado

94

28

66

45

23

8

80

109

17

2

44

9

71

1

103

70

93

104

111

6

106

7

73

72

76

77a

77b

131

18

57

48

81

38

36

40

49

67

82

87

68

37

59

105

78

58

108

55

136

88

79

3Cant. AT

Laudes

92

3

29

Ct AT

2 à escolhar

146

147

99

62

100

Ct AT

134

97

89

64

Ct AT

116

96

35

56

Ct AT

149

46

75

5

Ct AT

148

95

50

63

Ct AT

145

98

142

91

Ct AT

150

Tércia

118

j-iv

118

v-vij

118

viij-x

118

xj-xiij

118

xiv-xvj

118

xvij-xix

118

xx-xxij

Sexta

117 a-b-c

 

24 a-b-c

41a-b 42

43 a-b-c

54 a-b-c

21 a-b-c

34 a-b-c

Nona

135 a-b-c

 

119-120-121

122-123-124

125-126-127

128-129-130

10-11-12

51-13-53

Vésperas

 

 

como LH

112

113a

113b

114-115

Ct. Ap.19

32

60

27

47

Ct. Ef.1

74

139

25

144

Ct. Ap.4

102

85

84

86

Ct. Cl.1

110

22

83

39

Ct. Ap.11

143

140

141

26

Ct. Ap.15

65

19

20

137

Ct. Fl.2

Completas

4-90-133

33 a-b-c

138 a-b-c

31-61-132

101 a-b-c

30 a-b-c

14-16-15

Ao esquema II pertencem:

Ao esquema III pertencem:

Dom.

Segunda-f.

Terça-f.

Quarta-f.

Quinta-f.

Sexta-f.

Sábado

1a

2a

1a

2a

1a

2a

1a

2a

1a

2a

1a

2a

1a

2a

94

28

66