RITUAL CISTERCIENSE
Conforme os Estatutos dos Capítulos Gerais
da O. Cist. e da O.C.S.O., e os
Decretos gerais e particulares da
Sagrada Congregação para o Culto Divino
e Disciplina dos Sacramentos,
emanados depois do Concílio Vaticano II
Prot. /1910/04L pela tradução portuguesa
2004

APRESENTAÇÃO
Os Fundadores de Cister, fiéis à Regra, buscaram com grande esforço, segundo os preceitos do Santo Pai, Abade Bento, a autenticidade na liturgia. Além dessa primeira determinação, os primeiros Abades da Ordem, reunidos em Capítulo Cisterciense, determinaram, como se lê na Carta da Caridade, que em todas as partes se possuíssem os mesmos livros necessários para o ofício divino e para a Missa. Essa liturgia, desenvolvida progressivamente no século XII, permaneceu quase sem mudança alguma até o Concílio de Trento.
Depois disso, a reforma dos livros litúrgicos da Igreja Romana não tinha a intenção de ser obrigatória para os ritos das Igrejas que tiveram ao menos uma vigência superior a dois séculos. Sem dúvida, essa reforma satisfazia aos desejos dos homens daquele tempo. Como conseqüência disso, ocorreu que, no século XVII, sendo abade de Cister Cláudio Vaussin, vieram à luz novos livros para uso da Ordem, especialmente o Ritual Cisterciense, que permaneceu como a norma e o autêntico cerimonial do rito cisterciense até o Concílio Vaticano II.
Depois da Constituição Sacrosanctum Concilium, promulgada por esse Concílio, dia a dia tornava-se mais evidente que a liturgia não era algo exclusivo dos clérigos, mas que era algo próprio de todos os batizados; não algo exclusivo dos monges e monjas, mas próprio também dos fiéis que freqüentam nossos mosteiros. Assim como depois do Concílio Tridentino, também agora ocorreu que os novos livros da liturgia romana, propondo o Ordinário da Missa e o eucológio mais ricos, e alguns Lecionários variados e mais abundantes, assim como a Liturgia das Horas e os ritos sacramentais, atendiam aos anseios dos monges e monjas.
Essa foi a causa pela qual as duas Ordens da Família Cisterciense (canonicamente distintas desde o ano de 1892), que antes trabalhavam conjuntamente nas matérias litúrgicas comuns, uniram novamente os próprios esforços sob a autoridade de seus Capítulos Gerais. E assim, com o correr dos anos, conseguiram da Sé Apostólica, especialmente um Calendário próprio (nos anos de 1972 e 1973) e também uma Instituição Geral da Liturgia das Horas, no ano de 1974. Finalmente, o desejo comum das duas Ordens, manifestado pelos dois Capítulos Gerais, conseguiu que no dia 19 de outubro de 1995 a Sé Apostólica nos concedesse as Variações no Ritual da Unção dos Enfermos, os Rituais de Recepção dos Irmãos e das Irmãs, e o Ritual de Exéquias.
Agora, depois de trinta anos de progressiva renovação litúrgica, pareceu-nos oportuno publicar em um só livro todos esses documentos, para que todas e cada uma das comunidades tenham à mão tudo o que para elas foi estabelecido pela autoridade competente. Assim, pois, neste livro, que tem o título de Próprio Cisterciense, além daquilo que para nós foi aprovado pela Sé Apostólica, encontram-se outras coisas promulgadas pelos respectivos Capítulos Gerais, como são os Sufrágios pelos Defuntos depois do Ritual de Exéquias e também o Rito para a eleição e confirmação do abade e da abadessa, assim como costumes particulares na bênção abacial, para que, dessa forma, apareça uma diversidade legítima, e nessa diversidade, a unidade fundamental da Família Cisterciense.
Ao cumprir-se neste ano o nono centenário da fundação do Novo Mosteiro Cisterciense, é uma alegria para nós e para todos os filhos dessa Igreja apresentar esta obra, como fruto de uma estreita colaboração entre as comissões e os especialistas em Sagrada Liturgia.
F. Bernardo Oliveira F. Mauro Esteva
Abade Geral da O.C.S.O. Abade Geral da O. Cist.
AO LEITOR
Neste opúsculo, os documentos aparecem por ordem histórica: o que foi aprovado primeiro, confirmado ou instituído, também aparece antes.
Tanto no Ritual da recepção dos Irmãos e das Irmãs como no Ritual de Exéquias, algumas vezes a matéria é comum, enquanto outras vezes é própria. Na parte inferior das páginas, aparece um tríplice aparato de notas: o que é comum está indicado por números; nos outros dois casos, seja para os monges, seja para as monjas, está indicado por letras.
PRIMEIRA PARTE
O CALENDÁRIO
O CALENDÁRIO GERAL
Prot. 2325/71, do dia 21 de novembro de 1971: O. Cist.
Prot. 855/72, do dia 31 de julho de 1972: O.C.S.O.
Prot. 667/73, do dia 11 de julho de 1973: O. Cist.
Prot. 1074/82, do dia 27 de outubro de 1982: O. Cist.
Prot. 203/83, do dia 05 de fevereiro de 1983: O. Cist.
Prot. 330/83, do dia 05 de março de 1983: O. Cist.
Prot. 1403/92, do dia 11 de setembro de 1992: O.C.S.O.
* Quando não se indica o grau da celebração, faz-se memória ad libitum.
** Segundo as normas universais do ano litúrgico e do calendário, no 54, não há impedimento algum em que, em determinados lugares, algumas celebrações se realizem de modo mais solene que em toda a Diocese ou na família religiosa. Assim, por exemplo, entre as monjas da Ordem Cisterciense, Santa Inês, Santa Escolástica e Santa Gertrudes se celebram como festa.
JANEIRO
1 Oitava de Natal
SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS Solenidade
2 Ss. Basílio Magno e Gregório Nazianzeno,
bispos e doutores da Igreja Memória
3 Ss.mo Nome de Jesus
4
5
6 EPIFANIA DO SENHOR Solenidade
7 S. Raimundo de Penyafort, presbítero*
8
9
10 S. Gregório de Nissa, bispo
S. Guilherme de Bourges, bispo de Nossa Ordem
11
12 Sto. Elredo, abade de N.O. Memória
13 Sto. Hilário, bispo e doutor da Igreja
14
15 Ss. Mauro e Plácido, discípulos de N.P.S. Bento Memória
16
17 Sto. Antão, abade Memória
18
19
20 S. Fabiano, papa e mártir
S. Sebastião, mártir
B. Cipriano-Miguel Tansi, monge de O.C.S.O., prebítero
21 Sta. Inês, virgem e mártir** Memória
22 S. Vicente, diácono e mártir
23
24 S. Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja Memória
25 CONVERSÃO DE SÃO PAULO, APÓSTOLO Festa
26 SANTOS ABADES ROBERTO, ALBERICO E ESTÊVÃO,
ABADES DE CISTER Solenidade
Na O.C.S.O. Solenidade ou Festa
27 Ss. Timóteo e Tito, bispos
Sta. Ângela de Mérici, virgem
28 S. Tomás de Aquino, presbítero e doutor da Igreja Memória
29
30
31 S. João Bosco, presbítero Memória
Domingo depois do dia 06 de janeiro:
BATISMO DO SENHOR Festa
FEVEREIRO
1 Na O. Cist.: S. Raimundo, Abade de N.O.
2 APRESENTAÇÃO DO SENHOR Festa
Na O. Cist.: Solenidade ou Festa
3 Sto. Oscar, bispo
S. Brás, bispo e mártir
4
5 Sta. Águeda, virgem e mártir Memória
6 Ss. Paulo Miki e companheiros mártires Memória
7
8 S. Jerônimo Emiliano
Sta. Josefina Bakhita, virgem
9
10 Sta. Escolástica, virgem** Memória
11 Nossa Senhora de Lourdes
S. Bento de Aniano, abade
12 B. Humbelina, monja
13
14 Ss. Cirilo, monge, e Metódio, bispo Memória
15
16 Na O. Cist.: S. Pedro de Castelnau, monge de N.O. e mártir
17 Ss. Fundadores da Ordem dos Servos da B. Virgem Maria
18
19
20
21 S. Pedro Damiani, bispo e doutor da Igreja Memória
22 CÁTEDRA DO APÓSTOLO S. PEDRO Festa
23 S. Policarpo, bispo e mártir Memória
24
25
26
27
28
MARÇO
1
2
3
4 S. Casimiro
5
6
7 Stas. Perpétua e Felicidade, mártires Memória
8 S. João de Deus, religioso
S. Estevão de Obazina, abade de N.O.
9 Sta. Francisca Romana, religiosa
10
11
12
13
14
15
16
17 S. Patrício, bispo
18 S. Cirilo de Jerusalém, bispo e doutor da Igreja
19 S. JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA Solenidade
20
21 TRÂNSITO DE N.P.S. BENTO, ABADE Festa
Na O.C.S.O.: Memória
22
23 S. Turíbio de Mogrovejo, bispo
24
25 ANUNCIAÇÃO DO SENHOR Solenidade
26
27
28
29
30
31
ABRIL
1
2 S. Francisco de Paula, eremita
3
4 S. Isidoro, bispo e doutor da Igreja
5 S. Vicente Ferrer, presbítero
6
7 S. João Batista de la Salle, presbítero Memória
8
9
10
11 S. Estanislau, bispo e mártir Memória
12
13 S. Martinho I, papa e mártir
14
15
16
17
18
19
20
21 S. Anselmo, bispo e doutor da Igreja Memória
22 B. Maria Gabriela, monja de O.C.S.O.
23 S. Adalberto, bispo e mártir
S. Jorge, mártir
24 S. Fidélis de Sigmaringa, presbítero e mártir
Na O. Cist.: S. Franca, monja de N.O.
25 S. MARCOS EVANGELISTA Festa
26 B. Rafael, oblato de O.C.S.O.
27
28 S. Pedro Chanel, presbítero e mártir
S. Luís Maria Grignion de Montfort, presbítero
29 S. Catarina de Sena, virgem e doutora da Igreja Memória
30 S. Pio V, papa
MAIO
1 S. José Operário
2 S. Atanásio, bispo e doutor da Igreja Memória
3 Ss. FELIPE E TIAGO, APÓSTOLOS Festa
4
5
6
7
8
9
10
11 Ss. Odão, Maiolo, Odilom, Hugo e B. Pedro o Venerável,
abades cluniacenses Memória
12 Ss. Nereu e Aquiles, mártires
S. Pancrácio, mártir
13 Nossa Senhora de Fátima
14 S. MATEUS, APÓSTOLO Festa
15 S. Pacômio, abade Memória
16
17
18 S. João I, papa e mártir
19
20 S. Bernardino de Sena, presbítero
21 Ss. Cristóvão de Magalhães, presbítero,
e seus companheiros, mártires
22 Sta. Rita de Cássia, religiosa
23
24
25 S. Beda o Venerável, presbítero e doutor da Igreja Memória
26 S. Gregório VII, papa
Sta. Maria Madalena de Pazzi, virgem
S. Filipe Néri, presbítero
27 Sto. Agostinho de Cantuária, bispo
Na O.C.S.O.: Memória
28
29
30
31 VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA Festa
Na O. Cist.: Solenidade ou Festa
1o Domingo depois de Pentecostes:
SANTÍSSIMA TRINDADE Solenidade
Quinta-feira depois da Santíssima Trindade:
SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO Solenidade
JUNHO
1 S. Justino, mártir Memória
2 Ss. Marcelino e Pedro, mártires
3 Ss. Carlos Lwanga e companheiros, mártires Memória
4
5 S. Bonifácio, bispo e mártir Memória
6 S. Norberto, bispo
7
8
9 S. Efrén, diácono e doutor da Igreja
10
11 S. Barnabé, apóstolo Memória
12 Sta. Aleida, monja de N.O.
13 Sto. Antônio de Pádua, presbítero e doutor da Igreja Memória
14 B. Gerardo, monge de N.O.
15
16 Sta. Lutgarda, monja de N.O. Memória
17
18
19 S. Romualdo, abade
20
21 S. Luís Gonzaga, religioso Memória
22 S. Paulino de Nola, bispo
Ss. João Fisher, bispo e Tomás More, mártires
23
24 NATIVIDADE DE S. JOÃO BATISTA Solenidade
25
26
27 S. Cirilo de Alexandria, bispo e doutor da Igreja
28 S. Irineu, bispo e mártir Memória
29 Ss. PEDRO E PAULO, APÓSTOLOS Solenidade
30 Ss. Protomártires da Igreja Romana
Sexta-feira depois do 2o Domingo depois de Pentecostes:
SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS Solenidade
Sábado depois do 2o Domingo depois de Pentecostes:
Imaculado Coração da Virgem Maria Memória
JULHO
1
2
3 S. TOMÉ, APÓSTOLO Festa
4 Sta. Isabel de Portugal
5 S. Antonio Maria Zaccaría, presbítero
6 Sta. Maria Goretti, virgem e mártir
7
8 B. Eugênio III, papa N.O. Memória
9 Ss. Agostinho Zhao Bong, presbítero,
e seus companheiros, mártires
10
11 NOSSO PAI SÃO BENTO, ABADE Solenidade
12 S. João Gualberto, abade
13 Sto. Henrique
14 S. Camilo de Lellis, presbítero
15 S. Boaventura, bispo e doutor da Igreja Memória
16 Nossa Senhora do Carmo
B. Virgens de Orange (entre essas Beatas encontram-se
as Irmãs de Justamont, monjas de N.O.)
17
18
19
20 S. Apolinário, bispo e mártir
21 S. Lourenço de Bríndisi, presbítero e doutor da Igreja
22 Sta. Maria Madalena Memória
23 Sta. Brígida, religiosa
24 S. Sabélio Makhl
ūf, presbítero25 SÃO TIAGO, APÓSTOLO Festa
26 São Joaquim e Sant’Ana, pais de Nossa Senhora Memória
27
28
29 Ss. Marta, Maria e Lázaro, hospedeiros do Senhor Memória
30 S. Pedro Crisólogo, bispo e doutor da Igreja
31 S. Inácio de Loyola, presbítero Memória
AGOSTO
1 S. Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja Memória
2 Sto. Eusébio de Vercelli, bispo
S. Pedro Julião Eymard, presbítero
3
4 S. João Maria Vianney, presbítero Memória
5 Dedicação da basílica de Sta. Maria Maior
6 TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR Festa
7 Ss. Sixto II, papa, e seus companheiros mártires
S. Caetano, presbítero
8 Sto. Domingo, presbítero Memória
9 Sta. Teresa Benedita da Cruz, virgem e mártir
10 S. LOURENÇO, DIÁCONO E MÁRTIR Festa
11 Sta. Clara, virgem Memória
12 Sta. Joana Francisca de Chantal, religiosa
13 Ss. Pociano, papa, e Hipólito, presbítero, mártires
14 S. Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir Memória
15 ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA Solenidade
16 S. Estevão da Hungria
17
18 B. João Batista de Souzy, presbítero, e companheiros, mártires
(entre estes Beatos encontram-se Gervásio Brunel e Pablo Charles,
presbíteros, e Elias Desgardin, monges de N.O.)
S. João Eudes, presbítero
19 B. Guerrico, abade de N.O. Memória
20 S. BERNARDO, ABADE DE N.O. E DOUTOR DA IGREJA
Solenidade
Na O.C.S.O.: Solenidade ou Festa
21 S. Pio X, papa Memória
22 Nossa Senhora, Rainha Memória
23 Sta. Rosa de Lima, virgem
24 S. BARTOLOMEU, APÓSTOLO Festa
25 S. Luís de França
S. José Calazans, presbítero
26
27 Sta. Mônica Memória
28 Sto. Agostinho, bispo e doutor da Igreja Memória
29 Martírio de S. João Batista Memória
30 Ss. Guarino e Amadeu, bispos de N.O.,
ou Sto. Amadeu, bispo de N.O.
31
SETEMBRO
1
2
3 S. Gregório Magno, papa e doutor da Igreja Memória
4
5
6
7
8 NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA Festa
Na O. Cist.: Solenidade ou Festa
9 S. Pedro Claver, presbítero
10 B. Ogler, abade de N.O.
11
12 Santo Nome de Maria
S. Pedro de Tarentasia, bispo de N.O.
13 S. João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja Memória
14 EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ Festa
15 Nossa Senhora das Dores Memória
16 Ss. Cornélio, papa, e Cipriano, bispo, mártires Memória
17 S. Roberto Belarmino, bispo e doutor da Igreja
S. Martinho de Hinojosa, bispo
Na O. Cist.: Sta. Hildegarda, virgem
18 Na O. Cist.: COMEMORAÇÃO DOS IRMÃOS, PAIS,
FAMILIARES E BENFEITORES DE N.O. FALECIDOS
DURANTE O ANO.
19 S. Januário, bispo e mártir
20 Ss. Andrés Kim, presbítero, Pablo Chong e companheiros,
mártires Memória
21 S. MATEUS, APÓSTOLO E EVANGELISTA Festa
22
23
24
25
26 Ss. Cosme e Damião, mártires
27 S. Vicente de Paulo, presbítero Memória
28 S. Venceslau, mártir
Ss. Lourenço Ruiz e seus companheiros, mártires
29 S. MIGUEL E TODOS OS ANJOS Festa
30 S. Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja Memória
OUTUBRO
1 Sta. Teresa do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja Memória
2 Stos. Anjos da Guarda Memória
Na O. Cist.: Memória
3
4 S. Francisco de Assis Memória
5
6 S. Bruno, presbítero e eremita Memória
7 Nossa Senhora do Rosário Memória
8
9 Ss. Dionísio, bispo, e seus companheiros, mártires
S. João Leonardi, presbítero
Na O. Cist.: B. Vicente Kadlubek, bispo de N.O.
10
11
12
13
14 S. Calixto I, papa e mártir
15 Sta. Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja Memória
16 Sta. Edviges, religiosa de N.O.
Sta. Margarida Maria Alacoque, virgem
17 Sto. Inácio de Antioquia, bispo e mártir Memória
18 S. LUCAS, EVANGELISTA Festa
19 Ss. João de Brébeuf e Isaac Jogues, presbíteros,
e seus companheiros, mártires
S. Paulo da Cruz, presbítero
20
21
22
23 S. João de Capistrano, presbítero
24 Sto. Antônio Maria Claret, bispo
25 Na O. Cist.: S. Bernardo Calbó, bispo de N.O.
26
27
28 Ss. SIMÃO E JUDAS, APÓSTOLOS Festa
29
30
31
NOVEMBRO
1 TODOS OS SANTOS Solenidade
2 COMEMORAÇÃO DOS FIÉIS DEFUNTOS
3 S. Martinho de Porres, religioso
4 S. Carlos Borromeu, bispo Memória
5
6
7
8
9 DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE LATRÃO Festa
10 S. Leão Magno, papa e doutor da Igreja Memória
11 S. Martinho de Tours, bispo Festa
Na O.C.S.O.: Memória
12 S. Teodoro Studita, abade
S. Josafá, bispo e mártir
13 TODOS OS SANTOS QUE SERVIRAM A DEUS SEGUINDO
A REGRA DE N.P.S. BENTO Festa
14 Na O.Cist.: COMEMORAÇÃO DE TODOS OS DEFUNTOS
QUE SERVIRAM A DEUS SEGUINDO A REGRA DE
N.P.S. BENTO Festa
15 S. Alberto Magno, bispo e doutor da Igreja
16 Sta. Gertrudis, virgem e monja de N.O.** Memória
17 Sta. Margarida da Escócia
Sta. Isabel da Hungriam, religiosa
18 Dedicação das basílicas de S. Pedro e S. Paulo, apóstolos
19 Sta. Matilde, virgem e monja de N.O.
20
21 Apresentação de Nossa Senhora Memória
22 Sta. Cecília, virgem e mártir Memória
23 S. Clemente I, papa e mártir
S. Columbano, abade
24 Ss. André Dung-Lac, presbítero e seus companheiros,
mártires Memória
25 Sta. Catarina de Alexandria, virgem e mártir
26
27
28
29
30 S. ANDRÉ, APÓSTOLO
Último Domingo do Tempo Comum:
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO Solenidade
DEZEMBRO
1
2
3 S. Francisco Xavier, presbítero Memória
4 S. João Damasceno, presbítero e doutor da Igreja
5 S. Sabas, abade
6 S. Nicolau, bispo
7 S. Ambrósio, bispo e doutor da Igreja Memória
8 IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA Solenidade
9 Sto. João Diogo Cuauhtlatoatzin
10
11 S. Damaso I, Papa
Na O. Cist.: B. Davi, monge de N.O.
12 NOSSA SENHORA DE GUADALUPE Festa
13 Sta. Luzia, virgem e mártir Memória
14 S. João da Cruz, presbítero e doutor da Igreja Memória
15
16
17
18
19
20
21 S. Pedro Canísio, presbítero e doutor da Igreja
22
23 S. João Cântico, presbítero
25 NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO Solenidade
26 S. ESTÊVÃO, PROTOMÁRTIR Festa
27 S. JOÃO, APÓSTOLO E EVANGELISTA Festa
28 Ss. INOCENTES, MÁRTIRES Festa
29 S. Tomás Becket, bispo e mártir
30
31 S. Silvestre I, papa
No Domingo dentro da oitava de Natal, ou, se não há, no dia 30 de
Dezembro:
A SAGRADA FAMÍLIA: JESUS, MARIA E JOSÉ Festa
ELENCO
DE OUTROS SANTOS CISTERCIENSES
QUE FIGURAM NO
MARTIROLÓGIO
FEVEREIRO
3 B. Helinando de Froidmont, monge de N.O.
9 S. Conrado Bávaro, monge de N.O., eremita
13 S. Adolfo de Osnabrück, bispo de N.O.
19 S. Bonifácio de Bruxelas, bispo
ABRIL
1 B. Hugo de Boneval, abade de N.O.
5 Sta. Juliana de Monte Cornélio, virgem
13 Sta. Ida de Lovaina, monja de N.O.
18 B. Idesbaldo, abade de N.O.
26 S. João de Valência, bispo de N.O.
JUNHO
7 S. Roberto do Novo Mosteiro, abade de N.O.
17 Stas. Sancha, Mafalda e Teresa, monjas de N.O.
JULHO
7 S. Teobaldo, abade de N.O.
9 B. Alberto de Sestri, converso de N.O., eremita
10 B. Beltrão de Grandselve, abade de N.O.
24 S. Balduíno, abade de N.O.
AGOSTO
9 S. Famiano, monge de N.O., peregrino
16 Sta. Beatriz da Silva, virgem
SETEMBRO
2 Beatos Bernardo, monge de N.O., Maria e Graça, mártires
7 B. Otão de Freising, bispode N.O.
28 B. João de Montmirail, monge de N.O.
OUTUBRO
3 S. Adalgoto, bispo de N.O.
8 S. Martinho Cid, abade de N.O.
13 S. Maurício, abade de N.O.
20 B. Gilberto de Cister, abade
NOVEMBRO
3 S. Malaquias, bispo
15 S. Leopoldo, marquês da Áustria
20 S. Edmundo de Cantuária, bispo
S. Hugo de Noaria, abade de N.O.
DEZEMBRO
5 S. Galgano, eremita
9 S. Gerardo, abade de N.O.
SEGUNDA PARTE
OFÍCIO DIVINO
OU
LITURGIA DAS HORAS
INSTRUÇÃO GERAL
SOBRE A LITURGIA DAS HORAS
PARA OS MOSTEIROS
DA ORDEM CISTERCIENSE
DA ESTRITA OBSERVÂNCIA
Prot. 1554/74, do dia 25 de junho de 1974
NORMAS GERAIS
1. Estas Normas Gerais, de nenhum modo pretendem oferecer um conjunto doutrinal sobre a Liturgia das Horas, nem mesmo sequer ressaltar sua importância na vida cristã; isso está amplamente desenvolvido na Regra de São Bento, nos documentos do Vaticano II e na Instrução Geral Sobre a Liturgia das Horas do rito romano (IGSLH).
Nossa finalidade aqui é assinalar especialmente aqueles pontos que requerem uma ulterior determinação, para que a Liturgia das Horas responda o melhor possível às circunstâncias concretas dos monges e monjas de nossa Ordem.
2. Ainda que as comunidades monásticas não sejam, em sentido próprio, "Igrejas particulares", nem se componham somente de clérigos, representam, sem dúvida, de um modo peculiar, a Igreja em oração; com efeito, oferecem de um modo mais perfeito a imagem da Igreja que louva a Deus sem interrupção com uma voz concorde, e cumprem o dever de cooperar, sobretudo, com a oração para a edificação e incremento de todo o Corpo Místico de Cristo e para o bem das Igrejas particulares.
3. A Igreja reconhece sua própria voz na Liturgia das Horas, organizada pelas comunidades monásticas, e vigia constantemente, mediante a autoridade hierárquica, para que essa mesma oração, uma vez que responde às exigências particulares de cada comunidade, conserve sempre a excelência de expressar o mistério cristão.
4. As disposições estabelecidas primeiramente pela Regra de S. Bento e posteriormente pelas normas eclesiásticas em relação com a Liturgia das Horas, dizem respeito à missão de celebrar essa Liturgia no coro, seja cantada ou recitada. Compete, sem dúvida, ao Abade a solicitude e a faculdade de determinar a maneira como cada um dos membros da comunidade venha a participar dela.
5. A Liturgia das Horas se organiza segundo as prescrições da Regra de S. Bento, que, durante séculos, alimentaram sempre a vida de oração dos monges e que ainda hoje podem estimulá-la. Não obstante, concede-se a faculdade de adaptar essas prescrições às circunstâncias de nossa época, que se apresentam e se percebem de maneira diversa nas distintas regiões.
6. Como a Liturgia das Horas tem por finalidade a santificação do dia e de toda a atividade humana, a comunidade monástica pretende alcançar essa finalidade mediante a celebração daquelas horas que nos legou a tradição dos Pais.
A Hora Prima pode ser supressa.
Ainda que se possa rezar as horas menores fora do coro, celebrem-se, não obstante, sempre em comum. Mas, onde especiais circunstâncias tornarem difícil o cumprimento dessa prescrição, o Abade Geral, com o consentimento de seu Conselho Permanente pode permitir que se suprimam uma ou duas Horas Menores.
Se alguma hora do ofício se une com outra hora, ou com a Missa, observem-se as normas que são prescritas na IGSLH do rito romano, nos 93-99.
7. A Liturgia das Horas se estruturará de forma que cada hora conste sempre de hino, salmodia, leitura breve ou mais prolongada da Sagrada Escritura e preces. Quanto ao modo de salmodiar, observe-se o prescrito na IGSLH, nos 121-125. O canto gregoriano, como próprio da Liturgia Romana, ocupa o primeiro lugar em igualdade de circunstâncias. Se a Liturgia das Horas é celebrada em língua vernácula, os elementos tradicionais e, em especial o canto, podem adaptar-se à peculiaridade da língua e à índole de cada comunidade.
8. Segundo a venerável tradição de toda a Igreja, as Laudes, como oração matutina, e as Vésperas, como oração vespertina, são o duplo eixo sobre o qual gira o ofício de cada dia; por isso devem ser consideradas as horas principais e como tal ser celebradas; o quanto seja possível, celebrem-nas cantadas.
As Vigílias, por sua vez, mantém o seu caráter próprio de louvor noturno, que precede a aurora.
9. Segundo a oportunidade e a discrição, pode-se deixar um tempo de silêncio logo após cada salmo, segundo o costume tradicional, sobretudo se depois do silêncio se acrescenta uma oração sálmica, ou logo após das leituras, tanto breve como longas.
10. A distribuição dos salmos pode ser: ou seguindo a ordem estabelecida na Regra de São Bento; ou seguindo algum dos esquemas propostos mais adiante, acrescentando adaptações segundo a oportunidade e a condição dos lugares; ou segundo outro esquema, com a condição de que todos os salmos sejam recitados dentro de duas semanas.
11. Se se crê oportuno, observe-se o curso bienal de leituras bíblicas estabelecido para a Liturgia das Horas segundo o rito romano (cf. IGSLH, nos 145-146).
12. Está em preparação um suplemento para uso dos mosteiros, que contém leituras dos Santos Pais e Escritores eclesiásticos, distintos do rito romano. Para o restante, o Abade, com o consentimento da comunidade, pode eleger outros textos, seguindo as normas emanadas para tal caso pela Santa Sé.
ORDEM A SEGUIR NA
LITURGIA DAS HORAS DE CADA DIA
VIGÍLIAS
a. Introdução à Hora:
V/ Abri os meus lábios, ó Senhor.
R/ E minha boca anunciará vosso louvor. Glória ao Pai.
Invitatório: Salmo 94 ou outro, segundo os diferentes esquemas, com sua antífona que se repete depois de cada estrofe.
b. Hino correspondente
c. Salmodia
d. Versículo de transição com R/
e. Leitura da Sagrada Escritura com seu responsório, intercalando um tempo em silêncio antes ou depois do responsório, se se crê oportuno
f. Salmodia
g. Versículo com Resposta
h. Leitura dos Padres e Escritores eclesiásticos, com seu responsório, como acima em "e"
i. Nos Domingos, solenidades e festas, acrescentam-se os elementos seguintes, segundo algum dos esquemas descritos na continuação; sem dúvida esta estrutura pode ser feita de forma mais simples nos dias em que há trabalho
Ou assim:
Um ou três cânticos com sua antífona correspondente;
Versículo de transição;
Homilia tomada do Lecionário Monástico ou feita pelo abade;
Responsório;
Hino Te Deum (cuja última parte pode omitir-se oportunamente);
Evangelho, que pode ser da Ressurreição, do Domingo (também de outro Ciclo), da Solenidade, ou da Festa;
Te decet Laus.
Ou assim:
·
Um ou três cânticos com sua correspondente antífona;·
Hino Te Deum;·
Evangelho, como se indica acima, e R/ Amém;·
Te decet Laus;·
Homilia tomada do Lecionário Monástico ou feita pelo abade;·
Responsório.Ou assim:
Um ou três cânticos com sua correspondente antífona;
Evangelho, como se indica acima, e R/ Amém;
Se se crê oportuno, leitura patrística ou homilia do abade
Hino Te Deum
O Hino Te Deum não se diz nos Domingos da Quaresma.
j. Nas memórias e férias: Kyrie, eleison... (Senhor, tende piedade...) ou uma breve litania, a saber, pelos Irmãos ausentes, pelos defuntos e outros
k. Oremos, (silêncio), oração conclusiva
l. Bendigamos ao Senhor e R/ Demos Graças a Deus.
LAUDES E VÉSPERAS
a. Introdução à Hora:
V/ Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R/ Socorrei-me, sem demora. Glória ao Pai.
b. Hino correspondente
c. Salmodia
d. Leitura da Sagrada Escritura, breve ou mais longa, com seu responsório breve
e. Cântico Evangélico, com sua antífona
f. Conclusão do Ofício:
Preces conclusivas semelhantes às que se encontram na Liturgia das Horas do rito romano;
Pai Nosso, recitado por todos, precedido de uma breve munição;
Oração Conclusiva (sem Oremos) ou do dia, ou da Hora, ou do santo, segundo as rubricas;
Bênção.
HORAS MENORES
a. Introdução à Hora, como em Laudes
b. Hino próprio da Hora
c. Salmodia
d. Leitura breve da Sagrada Escritura
e. Versículo e sua resposta
f. Conclusão do Ofício:
Kyrie, eleison... (Senhor, tende piedade...), ou uma breve litania; a saber, pelos Irmãos ausentes, pelos defuntos e outros;
Oremos, (silêncio), oração conclusiva;
Bendigamos ao Senhor e R/ Graças a Deus.
COMPLETAS
a. Introdução à Hora, como em Laudes
b. Se se crê oportuno, faz-se o exame de consciência em silêncio, ou com as fórmulas do Missal para o ato penitencial
c. Hino correspondente
d. Salmodia
e. Leitura breve da Sagrada Escritura
f. Versículo Guardai-nos, Senhor... e sua Resposta Protegei-nos como a Pupila..., ou responsório breve Senhor, em vossas mãos...
g. Cântico de Simeão, com sua antífona
h. Conclusão da Hora e do dia:
Kyrie, eleison... (Senhor, tende piedade...), ou breve litania, como nas Horas Menores;
Oremos, (silêncio), oração conclusiva da Hora;
Bênção: Que o Senhor nos conceda...;
Antífona: Salve Regina.
ESQUEMA DE DISTRIBUIÇÃO DOS SALMOS
(Cf. NORMAS GERAIS, No 10)
Segundo a Regra de São Bento
Os salmos das Vigílias podem distribuir-se em duas semanas para serem cantados mais pausadamente. Para os que desejarem manter Prima, os salmos dessa Hora podem distribuir-se assim:
A. ENTRE OS SALMOS DAS VIGÍLIAS, ESPECIALMENTE NAS DO DOMINGO, (SEGUNDO A ANTIGA TRADIÇÃO
DO SEGUINTE MODO:
|
Domingo 1ª semana |
Dom. 2ª sem. |
Segunda-f. |
Terça-f. |
Quarta-f. |
Quinta-f. |
Sexta-f. |
Sábado |
|
Noct. I 3 + 94 1 e 2 6 e 7 9 |
|||||||
|
Noct. II 13 e 14 15 e 16 17 |
|||||||
|
Noct III/118/1-4 |
B. ENTRE OS SALMOS DAS HORAS MENORES,
DO SEGUINTE MODO:
|
Domingo |
Segunda-f. |
Terça-f. |
Quarta-f. |
Quinta-f. |
Sexta-f. |
Sábado |
|
|
Tércia |
118/1-4 |
118/11-13 |
118/20-22 |
8 9/2-13 |
14 15 |
17/2-16 |
119 120 121 |
|
Sexta |
118/5-7 |
118/14-16 |
1 2 6 |
9/14-39 |
16 |
17/17-31 |
122 123 124 |
|
Nona |
118/8-10 |
118/17-19 |
7 |
10 11 12 |
18 19 |
17/32-51 |
125 126 127 |
Outros esquemas
DISTRIBUIÇÃO NUMÉRICA PARA DUAS SEMANAS,
COM REPETIÇÃO DE ALGUNS SALMOS
ESQUEMA "A"
|
Domingo |
Segunda-f. |
Terça-f. |
Quarta-f. |
Quinta-f. |
Sexta-f. |
Sábado |
|||||||||||||||||
|
Semana |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
|||||||||
|
3 + 94 |
133 |
133 |
133 |
133 |
133 |
133 |
|||||||||||||||||
|
20 21 22 23 26 27 28 29 |
1 7 9 11 16 18 19 25 |
2 8 10 12 14 15 17 24 |
30 32 33 34 38 40 |
36
39 43 44 45 46 |
47 48 49 51 52 54 55 57 |
58 59 60 61 65 67 70 |
68 73 71 74 76 78 79 |
72 83
77
|
80 82 88 84 85 93 95 96 |
81 86 92 97 98 99 102 |
100 103
106
108 |
102 104
105
|
|||||||||||
|
66 62 117 Cant* 148/149/150 |
116 50 5 : 35Ct1 : Ct2148 |
116 6 41/2 : 56Ct1 : Ct2149/150 |
116 50 64 : 63 Ct1 : Ct2148 |
116 31 87 : 89 Ct1 : Ct2 149/150 |
116 50 53 : 75 Ct1 : Ct2148 |
116 37 91 : 142 Ct1 : Ct2 149/150 |
|||||||||||||||||
|
* Ct 1 = Os cânticos que se cantavam no inverno no Breviário CistercienseCt 2 = Os cânticos que se cantavam no verão no Breviário Cisterciense |
|||||||||||||||||||||||
|
109 110 112 |
111 113 |
114 115 128 |
129 130 131 |
129 131 132 |
135 136 137 |
134 136 137 |
138 140 |
138 139 |
141 144 |
141 143 |
145 146 147 |
||||||||||||
|
Cántico del N.T. como en la Liturgia de las Horas romana |
|||||||||||||||||||||||
|
Tércia |
118/ 1-4 |
118/ 12/15 |
119 120 toda a semana 121 |
||||||||||||||||||||
|
Sexta |
118/ 5-7 |
118/ 16/18 |
122 123 toda a semana 124 |
||||||||||||||||||||
|
Nona |
118/ 8-11 |
118/ 19/20 |
125 126 toda a semana 127 |
||||||||||||||||||||
|
4 90 |
90 |
90 |
90 |
90 |
90 |
90 |
|||||||||||||||||
|
Cântico de Simeão |
|||||||||||||||||||||||
DISTRIBUIÇÃO TEMÁTICA PARA DUAS SEMANAS
COM RECEPÇÃO DE ALGUNS SALMOS
ESQUEMA "B"
|
Domingo |
Segunda-f. |
Terça-f. |
Quarta-f. |
Quinta-f. |
Sexta-f. |
Sábado |
|||||||||||||||
|
Semana |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
1ª |
2ª |
|||||||
|
94 |
133 |
133 |
133 |
133 |
133 |
133 |
|||||||||||||||
|
17
24 26 27 |
28 29 30 33 65 |
13 34 53 14 105 |
36 51 10 104 |
43 61 76 138 |
55 69 70 74 81 93 |
77
11 41 42 |
106 60 73 80 |
57 58 59 9 143 |
25 48 78 82 141 144 |
3 7 15 88 |
12 16 54 108 139 |
1 71 79 84 86 102 |
8 18 44 45 47 84 |
||||||||
|
66 50 117 |
116 49 : 1025 : 35 |
116 72 : 3883 : 56 |
116 101 : 8563 : 64 |
116 100 : 3187 : 89 |
116 6 : 6275 : 91 |
116 37 : 39 142 |
|||||||||||||||
|
Cântico do A.T. (como no antigo breviário cisterciense), ou leitura bíblica |
|||||||||||||||||||||
|
150 |
110 : 115 |
111 : 145 |
112 : 146 | 113a : 147 |
113b : 148 |
114 : 149 | |||||||||||||||
|
*Nas solenidades e festas, em Laudes, tomam-se os salmos 66, 62, 144, Cânt., 150 |
|||||||||||||||||||||
|
109 2 |
18 47 |
19 20 |
67 |
103 |
145 134 |
135 143 |
136 140 |
32 40 |
21 |
68 |
44 137 |
22 71 |
|||||||||
|
Cântico do N.T. na Liturgia das Horas romana ou leitura do N.T. |
|||||||||||||||||||||
|
46 |
95 |
96 |
97 |
98 |
92 |
99 |
23 |
||||||||||||||
|
Tércia |
118/ 1-4 |
118/ 12/15 |
119 120 toda a semana 121 |
||||||||||||||||||
|
Sexta |
118/ 5-7 |
118/ 16/18 |
122 123 124 |
128 129 130 |
122 123 124 |
128 129 130 |
122 123 124 |
128 129 130 |
|||||||||||||
|
Nona |
118/ 8-11 |
118/ 19/22 127 |
125 126 |
131 132 127 |
125 126 |
131 132 127 |
125 126 |
131 132 |
|||||||||||||
|
Completas |
4 + 90 + Cânt. |
||||||||||||||||||||
DISTRIBUIÇÃO TEMÁTICA PARA UMA SEMANA
SEM REPETIR NENHUM SALMO
ESQUEMA "C"
|
Domingo |
Segunda-f. |
Terça-f. |
Quarta-f. |
Quinta-f. |
Sexta-f. |
Sábado |
|
|
Vigílias |
[invt.] 94 2 20 29 44 71 75 |
97 1 106 111 48 104 70 |
45 3 17 10 73 105 43 |
46 11 9 93 81 88 82 |
80 38 36 40 49 67 65 |
66 12 21 25 87 68 58 |
95 8 103 102 76 77 |
|
Laudes |
50 117 62 Cânt. 116 |
6 5 35 Cânt. A.T 145 |
101 42 56 Cânt. A.T 146 |
37 63 64 Cânt. A.T 147 |
31 99 89 Cânt. A.T 148 |
129 85 107 Cânt. A.T 149 |
142 91 100 Cânt. A.T 150 |
|
Vésperas |
109 110 113A 114-115 |
113B 28 96 137 |
131 134 47 86 |
32 135 98 112 |
39 61 7 128 |
136 138 141 27 |
143 144 |
|
Tércia |
118/1-4 |
118/5-7 |
118/8-10 |
118/11-13 |
118/14-16 |
118/17-19 |
118/20-22 |
|
Sexta |
18 23 |
13 72 |
84 41 |
78 79 |
69 33 |
108 |
59 19 74 |
|
Nona |
22 83 92 |
119 120 121 |
122 123 124 |
125 126 127 |
54 |
34 |
57 51 52 |
|
4 90 133 |
24 130 132 |
60 26 |
138 |
53 140 55 |
30 |
14 15 |
|
|
Cântico de Simeão |
|||||||
INSTRUÇÃO GERAL
SOBRE A LITURGIA DAS HORAS
PARA OS MOSTEIROS
DA ORDEM CISTERCIENSE
Prot. 2181/74, 27 de novembro de 1974
PRINCÍPIOS TEOLÓGICOS
1. Não se expõe aqui a doutrina completa acerca da Liturgia das Horas, mas somente se faz menção àqueles princípios que requerem uma ulterior elaboração e uma aplicação concreta, de tal forma que a liturgia se adapte às condições dos mosteiros da Ordem Cisterciense.
2. Os princípios teológicos para regular a Liturgia das Horas são tomados da Regra de São Bento, dos decretos dos Concílio Vaticano II, das Declarações do Capítulo Geral do ano de 1969 sobre os elementos principais da vida cisterciense hodierna, e da Instrução Geral Sobre a Liturgia das Horas, segundo o ritual romano.
3. A Liturgia das Horas tem como finalidade que, em união com a celebração da Eucaristia, santifique todo o dia e toda a atividade humana. Esta organização se faz, ordinariamente, segundo os preceitos da Regra de S. Bento, que durante séculos alimentaram e ainda hoje podem alimentar a vida de oração dos monges, não obstante façam-se adaptações onde as circunstâncias de nosso tempo e das diversas regiões as peçam.
4. As comunidades monásticas representam de um modo peculiar a Igreja em oração: com efeito, oferecem de um modo mais perfeito a imagem da Igreja que louva o Senhor sem interrupção, com voz concorde, e que cumprem o dever de "colaborar", de modo especial com a oração, para a "edificação e o progresso de todo o Corpo Místico de Cristo e no bem das Igrejas particulares" (IGSLH no 24).
5. A Igreja reconhece sua própria voz na Liturgia das Horas celebrada pelas comunidades monásticas, e vigia constantemente, mediante a autoridade hierárquica, para que conserve sempre a capacidade de expressar o mistério cristão, e ao mesmo tempo responda às exigências particulares de cada uma das comunidades.
6. Na organização do Ofício Divino, é conveniente que prestemos atenção "à unidade e à harmonia entre a liturgia e as outras faces da vida religiosa" (Declaração do Cap. Gen. O. Cist. sobre a Vida Cisterciense Hodierna, no 62). Portanto, em tudo aquilo que, segundo as normas acima indicadas, se estabelece em cada um dos mosteiros, levando em conta as circunstâncias próprias do lugar e da comunidade, como seleção dos textos, da língua a utilizar, da distribuição dos salmos a empregar, e outras coisas a serem usadas segundo a oportunidade, há que se pretender, acima de tudo, que "a estrutura e as formas da liturgia possam alimentar e vivificar a vida diária" (Cf. Ib.) e que a mente concorde mais facilmente com a nossa voz (Cf. Regra de São Bento, c. 19).
NORMAS GERAIS PARA A
CELEBRAÇÃO DO OFÍCIO DIVINO
7. A liturgia das horas na Ordem Cisterciense se realiza segundo as Horas transmitidas pela Regra de São Bento. Não Obstante, a Hora Prima pode ser omitida. As Horas menores e Completas também podem celebrar-se fora do coro; sem dúvida, sejam celebradas na comunidade. Por uma justa causa, pode eleger-se uma das Horas Menores para a celebração em comum, e procurando que seja a que melhor responda ao momento do dia em que esta hora se celebra; apesar disso as demais Horas Menores que não forem celebradas em comum devem ser recitadas privadamente.
8. Cada uma das Horas do Ofício constam de Hino, Salmodia, Leitura das Sagradas Escrituras e Preces.
9. Na celebração que se realiza em língua vernácula, os elementos do Ofício podem adaptar-se à peculiaridade da língua e à índole de cada comunidade.
10. As Laudes, como oração matutina, e as Vésperas, como oração vespertina, de acordo com a venerável tradição de toda a Igreja, são o duplo eixo sobre o qual gira o Ofício de cada dia, e como tal devem ser consideradas e celebradas.
11. A juízo do Abade com seu Conselho, pode-se guardar um espaço de silêncio meditativo, seja depois das leituras, seja depois dos salmos. Se se faz depois das leituras, pode ser antes ou depois do responsório, mas também pode ocupar o lugar do responsório.
12. A distribuição dos salmos pode ser feita segundo os esquemas propostos acima, acrescentadas as adaptações segundo as exigências dos lugares.
13. Cada um dos salmos ou de suas divisões geralmente devem vir acompanhados de sua antífona ou recitados de forma que se ressalte melhor o seu gênero literário.
14. Se parece oportuno, observe-se de forma estável o curso bienal das leituras bíblicas para a Liturgia das Horas do Rito Romano, além do suplemento da leitura dos Padres e escritores eclesiásticos preparado para o uso dos mosteiros. Afora isso, com o consentimento da comunidade, o Abade pode eleger outros textos, observando as normas promulgadas pela Santa Sé.
15. Quanto à maneira de unir, se se crê oportuno, as Horas do Ofício com a Missa, ou as Horas entre si, valem as disposições que se encontram mais adiante no Apêndice.
EXEMPLO DO ORDINÁRIO
DA LITURGIA DAS HORAS
PARA A ORDEM CISTERCIENSE
Nota prévia: Está salvaguardado o direito daqueles que celebram o ofício segundo as normas estabelecidas na Regra de S. Bento (Capítulos 8-18).
INTRODUÇÃO DO OFÍCIO
(Esta Introdução se faz na primeira hora do dia)
a. Introdução à Hora:
V/ Abri os meus lábios, ó Senhor.
R/ E minha boca anunciará vosso louvor. Glória ao Pai.
b. Invitatório: Salmo 94 ou outro, segundo o esquema que se empregue
VIGÍLIAS
a. Introdução à Hora (a não ser que seja a primeira Hora):
V/ Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R/ Socorrei-me, sem demora. Glória ao Pai
b. Hino correspondente
c. Salmodia
d. Versículo com sua resposta
e. Leitura da Sagrada Escritura com seu responsório
f. Salmodia
g. Versículo com sua resposta
h. Leitura de autores eclesiásticos com seu responsório
i. Nos Domingos, Solenidades ou festas, usa-se um dos seguintes esquemas:
Assim:
Depois da segunda parte da salmodia (como em "f"), lê-se o Evangelho do Domingo, da Solenidade ou festa, ou da Ressurreição, como figura na Liturgia das Horas, segundo o Rito Romano. Se se considera oportuno, pode tomar-se o Evangelho de outro ciclo anual;
Depois segue a Homilia, que se toma do lecionário, ou é feita pelo abade ou outro sacerdote;
Hino Te Deum.
Ou assim:
Depois da leitura tomada dos escritores eclesiásticos (como em "h"), um ou três cânticos
Versículo com sua resposta;
Evangelho escolhido conforme o que se disse acima;
Hino Te Decet Laus;
Homilia conforme o que se disse acima;
Hino Te Deum.
j. Conclusão do Ofício:
Nas memórias e festas:
Kyrie, eleison... (Senhor, tende piedade...), ou uma breve litania, a saber, pelos Irmãos ausentes, pelos defuntos e outros;
Oremos (silêncio);
Oração conclusiva;
V/ Bendigamos ao Senhor. R/ Graças a Deus.
LAUDES
a. Introdução à Hora, como em Vigílias
b. Hino correspondente
c. Salmodia
d. Leitura da Sagrada Escritura mais longa ou mais breve, com responsório breve
e. Cântico evangélico com antífona
f. Conclusão do Ofício:
Preces ou litanias semelhantes às que se encontram na Liturgia das Horas do Rito Romano.
Pai-Nosso
Oração conclusiva (sem Oremos), seja do dia, da Hora, ou do Santo.
V/ Bendigamos ao Senhor. R/ Graças a Deus.
HORAS MENORES
a. Introdução à Hora, como em Vigílias
b. Hino da Hora
c. Salmodia
d. Leitura breve da Sagrada Escritura
e. Versículo com sua resposta
f. Conclusão do ofício: como em Vigílias feriais.
VÉSPERAS
Como em Laudes
COMPLETAS
a. Introdução à Hora, como em Vigílias
b. Se se crê oportuno, faz-se o exame de consciência, que pode ser feito em silêncio, ou com a fórmula penitencial do Missal.
c. Hino da Hora
d. Salmodia
e. Leitura breve da Sagrada Escritura
f. Versículo com sua resposta, ou responsório breve (Senhor, em vossas mãos...)
g. Se se crê oportuno, o cântico de Simeão com sua antífona
h. Conclusão da Hora e do dia:
Kyrie, eleison... (Senhor, tende piedade...), ou uma breve litania, como nas Horas Menores;
Oremos (silêncio);
Oração conclusiva da Hora
Bênção: Benedicat et custodiat..., ou O Senhor nos conceda uma noite tranqüila...
Salve Regina
ESQUEMAS DE DISTRIBUIÇÃO DOS SALMOS
SEGUNDO A REGRA DE SÃO BENTO COM PRIMA,
SEGUNDO A REGRA DE SÃO BENTO SEM PRIMA,
SEGUNDO ALGUMA DAS NOVAS DISTRIBUIÇÕES
DOS SALMOS
Esquema I: O Saltério inteiro distribuído em uma semana;
Esquema II: O Saltério distribuído em duas semanas segundo a ordem numérica;
Esquema III: O Saltério distribuído em duas semanas, sem seguir a ordem numérica;
Esquema IV: O Saltério da Liturgia das Horas, segundo o Rito Romano, adaptado ao curso monástico de duas semanas.
Nota: Permanece salvaguardado o direito dos que legitimamente possam seguir outra distribuição.
Nota para sua aplicação (Acta Curiæ Generalis Ordinis Cisterciensis. Commentarium officiale, nova series, no 23, dia 30 de novembro de 1974):
Ao esquema I pertencem:
A distribuição "C" O.C.S.O.
A distribuição dos Salmos proposta pelo Pe. Füglister:
|
Dom. |
Segunda-f. |
Terça-f. |
Quarta-f. |
Quinta-f. |
Sexta-f. |
Sábado |
|
|
94 |
28 |
66 |
45 |
23 |
8 |
80 |
|
|
109 17 2 44 9 71 |
1 103 70 93 104 111 |
6 106 7 73 72 76 |
77a 77b 131 18 57 48 81 |
38 36 40 49 67 82 |
87 68 37 59 105 78 |
58 108 55 136 88 79 |
|
|
3Cant. AT |
|||||||
|
Laudes |
92 3 29 Ct AT 2 à escolhar 146 147 |
99 62 100 Ct AT 134 |
97 89 64 Ct AT 116 |
96 35 56 Ct AT 149 |
46 75 5 Ct AT 148 |
95 50 63 Ct AT 145 |
98 142 91 Ct AT 150 |
|
Tércia |
118 j-iv |
118 v-vij |
118 viij-x |
118 xj-xiij |
118 xiv-xvj |
118 xvij-xix |
118 xx-xxij |
|
Sexta |
117 a-b-c
|
24 a-b-c |
41a-b 42 |
43 a-b-c |
54 a-b-c |
21 a-b-c |
34 a-b-c |
|
Nona |
135 a-b-c
|
119-120-121 |
122-123-124 |
125-126-127 |
128-129-130 |
10-11-12 |
51-13-53 |
|
Vésperas
como LH |
112 113a 113b 114-115 Ct. Ap.19 |
32 60 27 47 Ct. Ef.1 |
74 139 25 144 Ct. Ap.4 |
102 85 84 86 Ct. Cl.1 |
110 22 83 39 Ct. Ap.11 |
143 140 141 26 Ct. Ap.15 |
65 19 20 137 Ct. Fl.2 |
|
Completas |
4-90-133 |
33 a-b-c |
138 a-b-c |
31-61-132 |
101 a-b-c |
30 a-b-c |
14-16-15 |
Ao esquema II pertencem:
A distribuição "B" O.C.S.O.
A distribuição do Abade Heufelder
Ao esquema III pertencem:
A distribuição "A" O.C.S.O.
A distribuição do Pe. Notker Füglister, se os salmos de Vigílias se distribuírem em duas semanas (como pode ser feito v.g. no Breviário de Münsterschwarzach):
|
Dom. |
Segunda-f. |
Terça-f. |
Quarta-f. |
Quinta-f. |
Sexta-f. |
Sábado |
||||||||
|
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
|
|
94 |
28 |
66 |
45 |
23 |
8 |
80 |
||||||||
|
109 17 2
50a 50b 50c |
44 9 71
50a 50b 50c |
1 103 70
33a 33b 33c |
93 104 111
33a 33b 33c |
6 106 7
138a 138b 138c |
73 72 76
138a 138b 138c |
77a 77b 131
31 61 132 |
18 57 48 81 31 61 132 |
38 36 40
101a 101b 101c |
49 67 82
101a 101b 101c |
87 68 37
30a 30b 30c |
59 105 78
63a 63b 63c |
58 108 55
14 16 15 |
136 88 79
142a 142b 142c |
|
|
3 Cant. AT |
||||||||||||||
|
Laudes |
92 3 Ct. AT 146 147 |
92 29 Ct. AT 146 147 |
99 62 Ct. AT 134 |
99 100 Ct. AT 134 |
97 89 Ct. AT 116 |
97 64 Ct. AT 116 |
96 35 Ct. AT 149 |
96 56 Ct. AT 149 |
46 75 Ct. AT 148 |
46 5 Ct. AT 148 |
95 50 Ct. AT 145 |
95 50 Ct. AT 145 |
98 91 Ct. AT 150 |
98 91 Ct. AT 150 |
|
Tércia |
118 j-iv |
118 v-vij |
118 viij-x |
118 xj-xiij |
118 xiv-xvj |
118 xvij-xix |
118 xx-xxij |
|||||||
|
Sexta |
117 a-b-c |
24 a-b-c |
41a-b 42 |
43 a-b-c |
54 a-b-c |
21 a-b-c |
34 a-b-c |
|||||||
|
Nona |
135 a-b-c |
119-120-121 |
122-123- 124 |
125-126-127 |
128-129- 130 |
10-11-12 |
51-13-53 |
|||||||
|
Vésperas
|
112 113a 113b |
112 114 115 |
32 60 47 |
32 27 47 |
74 139 144 |
74 25 144 |
102 85 86 |
102 84 86 |
110 22 39 |
110 83 39 |
143 140 26 |
143 141 26 |
65 19 137 |
65 20 137 |
|
como LH |
Ct. Ap. 19,1-7 |
Ct. Ef. 1,3-10 |
Ct. Ap. 4,11… |
Ct. Cl. 1,12-20 |
Ct Ap. 11 |
Ct Ap.15 |
Ct. Fl 2,6-11 |
|||||||
|
Completas |
Sl. 4-90-133 |
|||||||||||||
A distribuição proposta pelo Pe. Guido Gibert, no dia 21 de março de 1974:
|
Dom. |
Segunda-f. |
Terça-f. |
Quarta-f. |
Quinta-f. |
Sexta-f. |
Sábado |
||||||||
|
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
|
|
94 ou 99, 66, 23 |
94 ou 99, 66, 23 |
94 ou 99, 66, 23 |
94 ou 99, 66, 23 |
94 ou 99, 66, 23 |
94 ou 99, 66, 23 |
94 ou 99, 66, 23 |
||||||||
|
1 2 3
103a 103b 103c |
19 20 44
22 23 27 |
9a 9b 9c
10 13 49 |
57 ou52 58 93 104a 104b 104c |
7 74 81
36a 36b 36c |
17a 17b 17c
78 76 69 |
77a 77b 77c
77d 77e 77f |
67a 67b 67c 82 ou53 43 86 |
51 52 48
25 70a 70b |
88a 88b 88c
38 39a 39b |
53 54 55
68a 68b 68c |
6 11 37
34a 34b 102 |
101a 101b 108
106a 106b 106c |
105a 105b 105c
73a 73b 59 |
|
|
3 Cant. |
||||||||||||||
|
Laudes |
92 62 Ct. Dn. 3,57-88.56 150 |
46 29 Ct. Dn. 3,52-57 148 |
96 5 Ct 1 Cr. 29 28 |
98 35 Ct. Eclo 36 95 |
41 42 Ct. Tb 13
32 |
18a 56 Ct. Is. 38
134 |
66 63 Ct. Jt.16
64 |
80 83 Ct. I Sm. 2
97 |
100 87 Ct Jr. 31
145 |
8 89 Ct. Is.12
147 |
84 50 Ct. Is.45
116 |
75 50 Ct. Hab3
99 |
107 142 Ct Ex. 15
146 |
91 79 Ct. Dt. 32
149 |
|
Tércia |
119-120-121 |
125-126-127 |
119-120-121 |
125-126-127 |
119-120-121 |
125-126-127 |
119-120-121 |
125-126-127 |
119-120-121 |
125-126-127 |
119-120-121 |
125-126-127 |
119-120-121 |
125-126-127 |
|
Sexta |
117 a-b-c |
135 a-b-c |
18b 16a-b |
118 x-xij |
24 a-b-c |
72 a-b-c |
118 j-iij |
118 xiij+xv-xvj |
118 iv-vj |
118 xvij-xix |
21 a-b-c |
30 a-b-c |
118 vij-ix |
118 xx-xxij |
|
Nona |
122-123-124 |
128-130-132 |
122-123-124 |
128-130-132 |
122-123-124 |
128-130-132 |
122-123-124 |
128-130-132 |
122-123-124 |
128-130-132 |
122-123-124 |
128-130-132 |
122-123-124 |
128-130-132 |
|
Vésperas
|
109 110 112 |
109 113a 113b |
118 xiv 85a 85b |
12 47 14 |
129 40 136 |
131 143a 143b |
71a 71b 60 |
26a 26b 139 |
33a 33b 31 |
138a 138b 45 |
114 115 61 |
111 144a 144b |
140 141 137 |
15 65a 65b |
|
como LH |
Ct. Ap. 19,1-7 |
Ct. Ef. 1,3-10 |
Ct. Ap. 4,11… |
Ct. Cl. 1,12-20 |
Ct Ap. 11 |
Ct Ap.15 |
Ct. Fl 2,6-11 |
|||||||
|
Compl. |
Sl. 4-90-133 |
|||||||||||||
Ao esquema IV pertencem:
A distribuição dos salmos proposta pela S. C. para o Culto Divino (Notitiæ, no 76, ano 1972, p.257):
|
Dom. |
Segunda-f. |
Terça-f. |
Quarta-f. |
Quinta-f. |
Sexta-f. |
Sábado |
||||||||
|
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
1a |
2a |
|
|
94 |
94 |
94 |
94 |
94 |
94 |
94 |
||||||||
|
1 2 3 103a 103b 103c |
19 20 44 22 23 27 |
9a 9b 9c 10 13 49c |
43 43 86 104 104 104 |
7 74 81 36 36 36 |
17 17 17 58 93 93 |
77a 77b 77c 77d 77e 77f |
67 67 67 78 76 69 |
51 52 48 25 70 70 |
88 88 88 38 39 39 |
53 54 55 68a 68b 68c |
6 11 37 34 34 92 |
101 101 108 106a 106b 106c |
105a 105b 105c 73 73 59 |
|
|
3 Cant. AT |
||||||||||||||
|
Laudes |
92 62 Ct. Dn. 3,57-88.56 150 |
46 29 Ct. Dn. 3,52-57 148 |
96 5 Ct 1 Cr. 29 28 |
98 35 Ct. Eclo 36 95 |
41 42 Ct. Tb 13
32 |
18a 56 Ct. Is. 38
134 |
66 63 Ct. Jt.16
64 |
80 83 Ct. I Sm. 2
97 |
100 87 Ct Jr. 31
145 |
8 89 Ct. Is.12
147 |
84 50 Ct. Is.45
116 |
75 50 Ct. Hab3
99 |
107 142 Ct Ex. 15
146 |
91 79 Ct. Dt. 32
149 |
|
Tércia |
119 120 121 |
125 126 127 |
119 120 121 |
125 126 127 |
119 120 121 |
125 126 127 |
119 120 121 |
125 126 127 |
119 120 121 |
125 126 127 |
119 120 121 |
125 126 127 |
119 120 121 |
125 126 127 |
|
Sexta |
117 a-b-c |
135 a-b-c |
18b 16a-b |
118 x-xij |
24 a-b-c |
72 a-b-c |
118 j-iij |
118 xiij+xv-xvj |
118 iv-vj |
118 xvij-xix |
21 a-b-c |
30 a-b-c |
118 vij-ix |
118 xx-xxij |
|
Nona |
122 123 124 |
128 130 132 |
122 123 124 |
128 130 132 |
122 123 124 |
128 130 132 |
122 123 124 |
128 130 132 |
122 123 124 |
128 130 132 |
122 123 124 |
128 130 132 |
122 123 124 |
128 130 132 |
|
Vésperas
|
109 110 112 |
109 113a 113b |
118 xiv 85a 85b |
12 47 14 |
129 40 136 |
131 143a 143b |
71a 71b 60 |
26a 26b 139 |
33a 33b 31 |
138a 138b 45 |
114 115 61 |
111 144a 144b |
140 141 137 |
15 65a 65b |
|
como LH |
Ct. Ap. 19,1-7 |
Ct. Ef. 1,3-10 |
Ct. Ap. 4,11… |
Ct. Cl. 1,12-20 |
Ct Ap. 11 |
Ct Ap.15 |
Ct. Fl 2,6-11 |
|||||||
|
Completas |
Sl. 4-90-133 |
|||||||||||||
APÊNDICE SOBRE O MODO DE UNIR AS HORAS DO OFÍCIO COM A MISSA, OU AS HORAS ENTRE SI, CASO SE CONSIDERE OPORTUNO
(Cfr. IGSLH DO RITO ROMANO, Nos 93-99)
1. Nos casos particulares, se as circunstâncias o requerem, na celebração pública ou comunitária, pode ser feita uma união mais estreita entre a Missa e uma Hora do Ofício, segundo as normas que seguem, sob a condição de que a Missa e a Hora sejam do mesmo e único Ofício. Há que se procurar, sem dúvida, que isso não aconteça em detrimento da utilidade pastoral, especialmente no Domingo.
2. Quando as Laudes, celebradas no coro ou comunitariamente, precedem imediatamente a Missa, a celebração pode começar pelo versículo introdutório e hino de Laudes, especialmente nos dias feriais, ou então pelo canto de entrada com procissão e saudação do celebrante, sobretudo nos dias festivos, omitindo em um e outro caso o rito inicial.
Logo segue a salmodia de Laudes, segundo costume, até a leitura breve exclusive. Depois da salmodia, omitido o ato penintencial e, se se crê oportuno, também o Kyrie. Diz-se o Glória segundo as rubricas e o celebrante recita a oração da Missa. Logo segue a Liturgia da Palavra como de costume.
A oração universal é feita no lugar e na forma habitual dentro da Missa. Contudo, nos dias feriais, na Missa matutina, pode-se dizer as preces de Laudes em lugar do formulário cotidiano da Oração Universal.
Depois da comunhão com seu próprio canto, canta-se o Benedictus com sua antífona de Laudes, e na continuação se diz a oração depois da comunhão e o restante como de costume.
3. Se Prima, Tércia, Sexta, ou Nona, segundo o pede a veracidade das horas, precede imediatamente a Missa celebrada publicamente, a celebração pode começar pelo versículo de introdução e hino da Hora, especialmente em dias feriais, ou pelo canto de entrada com procissão e saudação do celebrante, sobretudo nos dias festivos, omitido em ambos os casos o rito inicial.
Logo continua a salmodia da Hora como de costume até a leitura breve exclusive. Depois da salmodia, omitido o ato penitencial e, se se crê oportuno, também o Kyrie, diz-se segundo as rubricas o Glória, e o celebrante recita a oração da Missa.
4. As Vésperas se unem com a Missa à qual precedem imediatamente, da mesma forma que se unem com Laudes. Sem dúvida, as Primeiras Vésperas das solenidades ou dos Domingos ou das festas do Senhor que ocorrem no Domingo, só podem celebrar-se depois da Missa do dia precedente, ou do sábado.
5. Diversamente, quando Prima, Terça, Sexta, Nona, ou Vésperas seguem a Missa, então a Missa é celebrada como de costume, até a oração da comunhão, inclusive.
Dita a oração depois da comunhão, começa, sem demora, a salmodia própria da Hora. Uma vez terminada a salmodia de Prima, Terça, Sexta, ou Nona, omitida a leitura breve, se diz imediatamente a oração e se termina como na Missa. Em Vésperas, terminada a salmodia e omitida a leitura, se acrescenta imediatamente o Cântico do Magnificat com sua antífona e, omitidas as preces e a oração Dominical, diz-se a oração conclusiva e se abençoa o povo.
6. Exceto no caso da noite do Natal do Senhor, exclui-se, por costume, a união da Missa com as Vigílias, porque a Missa, por si só, já tem o seu percurso de leituras, que deve diferenciar-se de qualquer outro. Mas se em algum caso é conveniente fazê-lo, então, imediatamente depois da última leitura de Vigílias, com seu responsório, omitido todo o restante, começa a Missa com o hino do Glória, segundo as rubricas, ou com a oração.
7. Se as Vigílias são ditas imediatamente antes da Hora do ofício, então no princípio das Vigílias pode antepor-se o hino que corresponde a essa Hora; então, ao fim das Vigílias, omite-se o Kyrie, eleison no II Noturno, a oração e a conclusão, e na Hora seguinte se omitem o versículo de introdução com Glória ao Pai e o hino.
8. Se duas Horas menores se unem entre si, começa a celebração pelo versículo de introdução e o hino que corresponde ao momento do dia. Logo segue a salmodia da Hora primeira, a leitura breve com versículo e resposta, a continuação da salmodia da Hora seguinte, a leitura breve com seu versículo e resposta, e a habitual conclusão do ofício.
TERCEIRA PARTE
MISSAL
E
LECIONÁRIO DA MISSA
MISSAL A SER UTILIZADO
Prot. 525/70, do dia 8 de junho de 1971: O. Cist. e O.C.S.O.
Concede-se a faculdade de utilizar o novo Missal Romano, levando-se em conta o seguinte:
1. O Calendário Cisterciense
2. Certos elementos particulares tomados da tradição cisterciense, de livre eleição, e que se especificam a seguir:
2.1. Textos tomados do antigo Missal Cisterciense, que não se encontram no novo Missal Romano, devidamente revisados, se é necessário
2.2. Os seguintes ritos na ordem da Missa:
a. Inclinação profunda em lugar da genuflexão prescrita pelo rito romano;
b. Persignação (sinal-da-cruz) ampla quando da proclamação do Evangelho;
c. O antigo costume de preparar o vinho e a água no cálice, antes de levá-los ao altar.
RITO DA SEMANA SANTA
Prot. 396/73, do dia 31 de janeiro de 1973: O.C.S.O.
Prot. 83/75, do dia 11 de agosto de 1975: O.C.S.O.
(Para o lecionário)
DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR
1. Neste dia a Igreja recorda a entrada do Cristo em Jerusalém, para realizar o seu mistério pascal. Por isso, em todas as Missas comemora-se esta entrada do Senhor: com a procissão antes da Missa conventual ou com a entrada simples antes das outras Missas.
COMEMORAÇÃO DA ENTRADA DO SENHOR EM JERUSALÉM
PRIMEIRA FORMA: PROCISSÃO
2. Hoje se omite o ofício de Terça no coro; também não é recitado privadamente, a não ser por aqueles que não assistam à procissão.
3. À hora marcada, reúnem-se no capítulo, ou em outro lugar apto fora da igreja à qual se vai em procissão. A distribuição dos ramos se faz, ou no momento de reunir-se, ou imediatamente antes da proclamação do Evangelho.
4. O celebrante principal, os concelebrantes e ministros, com paramentos vermelhos para a Missa, aproximam-se do lugar onde o povo está reunido.
5. Enquanto se aproximam, canta-se a seguinte antífona ou outro canto apropriado:
Antífona Mt 21,9
Saudemos com hosanas
o Filho de Davi!
Bendito o que nos vem
em nome do Senhor!
Jesus, rei de Israel,
hosana nas alturas!
6. O sacerdote saúda o povo como de costume. Em seguida, por breve exortação, os fiéis são convidados a participar ativa e conscientemente da celebração deste dia, com estas palavras, ou outras semelhantes:
Meus irmãos e minhas irmãs:
durante as cinco semanas da Quaresma
preparamos os nossos corações
pela oração, pela penitência e pela caridade.
Hoje aqui nos reunimos
e vamos iniciar, com toda a Igreja,
a celebração da Páscoa de nosso Senhor.
Para realizar o mistério de sua morte e ressurreição,
Cristo entrou em Jerusalém,
sua cidade.
Celebrando com fé e piedade
a memória desta entrada,
sigamos os passos de nosso Salvador
para que, associados pela graça à sua cruz,
participemos também
de sua ressurreição e de sua vida.
7. O celebrante principal, de mãos unidas, diz uma das seguintes orações:
Oremos.
Onipotente e sempiterno Redentor,
que vos dignastes descer do céu à terra,
e entregar-vos voluntariamente à vossa paixão
para salvar com vosso precioso sangue o gênero humano,
atendei os desejos de vossa Igreja e nossas súplicas.
Vós, Senhor, sendo manso,
montado sobre um manso jumentinho,
vos entregastes livremente à paixão,
que mereceu nossa redenção;
uniu-se uma multidão de discípulos,
que disputava o caminho com ramos de árvores,
e uma grande multidão saiu ao vosso encontro
com palmas triunfais e gritos de louvor,
repetindo e aclamando:
"Hosana ao Filho de Davi;
bendito o que vem em nome do Senhor"!,
e assim forrou o caminho para vós
até o monte das oliveiras.
Se os Irmãos levam ramos de oliveira, pode dizer-se o que está entre parêntesis:
(Vós, em outro tempo, dirigistes Noé na arca
sobre as águas do Dilúvio,
e quisestes anunciar por meio da pomba,
portadora de um ramo de oliveira,
que a paz tinha voltado à Terra.
Também o patriarca Jacó,
erigindo uma pedra em honra de vossa Glória,
derramou, com um supremo louvor,
o óleo de bênção
procedente dos ramos dessa árvore,
com a qual ungistes os vossos reis e profetas.
Vós sois, pois, o Cristo, o Filho de Deus.
A vós corresponde o fruto da unção e da paz,
em cujo inefável louvor cantou o salmista, dizendo:
Ungiu-vos Deus, o vosso Deus, com óleo de júbilo,
mais que a todos os vossos companheiros.)
Por isso, Senhor, vos pedimos humildemente,
que abençoeis ( † ) estes ramos,
que recebem fielmente os vossos servos
em honra do vosso nome;
e assim como as multidões saíram em outro tempo
ao vosso encontro com ramos de árvores,
também nós possamos ir ao vosso encontro levando ramos,
e entrar convosco na alegria eterna.
Vós que viveis e reinais para sempre.
R/ Amém.
Ou então:
Oremos.
Deus eterno e todo-poderoso, abençoai ( † ) estes ramos,
para que, seguindo com alegria o Cristo, nosso Rei,
cheguemos por ele à eterna Jerusalém.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
Ou então:
Oremos.
Ó Deus de bondade, aumentai a fé dos que esperam em vós
e ouvi as nossas preces.
Apresentando hoje ao Cristo vencedor os nossos ramos,
possamos frutificar em boas obras.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
O celebrante principal, sem nada dizer, asperge os ramos com água benta.
8. O diácono ou, na falta dele, um concelebrante, proclama, conforme o costume, o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, segundo um dos quatro evangelistas.
Ano A:
( † ) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, escrito por Mateus
21,1-11
Naquele tempo,
Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém
e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras.
Então Jesus enviou dois discípulos,
dizendo-lhes: "Ide até o povoado que está ali na frente,
e logo encontrareis uma jumenta amarrada,
e com ela um jumentinho. Dessamarrai-a e trazei-os a mim!
Se alguém vos disser alguma coisa, direis:
"O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá".
Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta:
"Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti,
manso e montado num jumento,
num jumentinho, num potro de jumenta".
Então os discípulos foram
e fizeram como Jesus lhes havia mandado.
Trouxeram a jumenta e o jumentinho
e puseram sobre eles suas vestes,
e Jesus montou.
A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos de árvores,
e os espalhavam pelo caminho.
As multidões que iam na frente de Jesus
e os que o seguiam, gritavam:
"Hosana ao Filho de Davi!
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana no mais alto dos céus"!
Quando Jesus entrou em Jerusalém
a cidade inteira se agitou, e diziam:
"Quem é este homem"?
E as multidões respondiam:
"Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia".
Palavra da Salvação!
Ano B:
( † ) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, escrito por Marcos
11,1-10
Naquele tempo,
quando se aproximaram de Jerusalém
na altura de Betfagé e de Betânia,
junto ao monte das Oliveiras,
Jesus enviou dois discípulos,
dizendo: "Ide até o povoado que está em frente,
e logo que ali entrardes,
encontrareis amarrado um jumentinho
que nunca foi montado.
Desamarrai-o e trazei-o aqui!
Se alguém disser: ‘Por que fazeis isso’?,
dizei: ‘O Senhor precisa dele,
mas o mandará logo de volta’".
Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado
junto de uma porta, do lado de fora, na rua,
e o desamarraram.
Alguns dos que estavam ali disseram:
"O que estais fazendo,
desamarrando este jumentinho"?
Os discípulos responderam como Jesus havia dito,
e eles permitiram.
Trouxeram então o jumentinho a Jesus,
colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou.
Muitos estenderam seus mantos pelo caminho,
outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos.
Os que iam na frente e os que vinham atrás gritavam:
"Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!
Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi!
Hosana no mais alto dos céus"!
Palavra da Salvação!
Ou:
( † ) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, escrito por João
12,12-16
Naquele tempo,
a grande multidão que tinha subido para a festa
ouviu dizer que Jesus estava chegando a Jerusalém.
Apanharam ramos de palmeira
e saíram ao seu encontro gritando:
"Hosana! Bendito aquele que vem em nome do Senhor,
o rei de Israel"!
Jesus tinha encontrado um jumentinho
e estava sentado nele,
como está na Escritura:
"Não tenhas medo, filha de Sião,
eis que o teu rei vem montado num jumentinho"!
Naquele momento,
os discípulos não entenderam o que estava acontecendo.
Mas, quando Jesus foi glorificado,
então lembraram
que isso estava escrito a seu respeito
e que eles o realizaram.
Palavra da Salvação!
Ano C:
( † ) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, escrito por Lucas
19,28-40
Naquele tempo,
Jesus caminhava à frente dos discípulos,
subindo para Jerusalém.
Quando se aproximou de Betfagé e Betânia,
perto do monte chamado das Oliveiras,
enviou dois de seus discípulos, dizendo:
"Ide ao povoado ali na frente.
Logo na entrada encontrareis um jumentinho amarrado,
que nunca foi montado.
Desamarrai-o e trazei-o aqui.
Se alguém, por acaso, vos perguntar:
‘Por que desamarrais o jumentinho’?,
respondereis assim: ‘O Senhor precisa dele’ ".
Os enviados partiram e encontraram tudo
exatamente como Jesus lhes havia dito.
Quando desamarravam o jumentinho,
os donos perguntaram:
"Por que estais desamarrando o jumentinho"?
Eles responderam: "O Senhor precisa dele".
E levaram o jumentinho a Jesus.
Então puseram seus mantos sobre o animal
e ajudaram Jesus a montar.
E enquanto Jesus passava,
o povo ia estendendo suas roupas no caminho.
Quando chegou perto da descida do monte das Oliveiras,
a multidão dos discípulos, aos gritos e cheia de alegria,
começou a louvar a Deus
por todos os milagres que tinha visto.
Todos gritavam: "Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas"!
Do meio da multidão, alguns dos fariseus disseram a Jesus: "Mestre, repreende teus discípulos"!
Jesus, porém, respondeu: "Eu vos declaro:
se eles se calarem, as pedras gritarão".
Palavra da Salvação!
9. Após o Evangelho, poderá haver breve homilia. E começa a procissão até a igreja onde será celebrada a Missa.
Primeira forma de fazer a procissão
10. À frente, vai o turiferário, caso se julgue oportuno o uso do incenso; em seguida o cruciferário com a cruz ornamentada, entre dois acólitos com velas acesas; depois, o celebrante principal a encerrar o grupo dos ministros e concelebrantes, e por último os Irmãos e os fiéis que levam os ramos na mão.
Durante a procissão, os cantores, junto com o povo, entoam os seguintes cantos ou outros apropriados:
Antífona 1
Os filhos dos hebreus
com ramos de oliveira
correram ao encontro
do Cristo que chegava;
cantavam e aclamavam:
Hosana nas alturas!
A antífona pode ser repetida entre os versículos do salmo 23.
Salmo 23
- Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,*
o mundo inteiro com os seres que o povoam;
- porque ele a tornou firme sobre os mares,*
e sobre as águas a mantém inabalável.
- "Quem subirá até o monte do Senhor,*
quem ficará em sua santa habitação"?
= "Quem tem mãos puras e inocente o coração, †
quem não dirige sua mente para o crime,*
nem jura falso para o dano de seu próximo.
- Sobre este desce a bênção do Senhor*
e a recompensa de seu Deus e Salvador".
- "É assim a geração dos que o procuram,*
e do Deus de Israel buscam a face".
= "Ó portas, levantai vossos frontões! †
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,*
para que assim o Rei da glória possa entrar"!
= Dizei-nos: "Quem é este Rei da glória"? †
"É o Senhor, o valoroso, o onipotente,*
o Senhor, o poderoso nas batalhas"!
= "Ó portas, levantai vossos forntões! †
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,*
para que assim o Rei da glória possa entrar"!
= Dizei-nos: "Quem é este Rei da glória"? †
"O Rei da glória é o Senhor onipotente,*
o Rei da glória é o Senhor Deus do univeso"!
Antífona 2
Os filhos dos hebreus
no chão punham seus mantos.
Hosana, eles clamavam,
ao Filho de Davi!
Bendito o que nos vem
em nome do Senhor!
A antífona pode ser repetida entre os versículos do salmo 46.
Salmo 46
- Povos todos do universo, batei palmas,*
gritai a Deus aclamações de alegria!
- Porque sublime é o Senhor, o Deus altíssimo,*
o soberano que domina toda a terra.
- Os povos sujeitou ao nosso jugo*
e colocou muitas nações aos nossos pés.
- Foi ele que escolheu a nossa herança,*
a glória de Jacó, seu bem-amado.
- Por entre aclamações Deus se elevou,*
o Senhor subiu ao toque da trombeta.
- Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,*
salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!
- Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,*
ao som da harpa acompanhai os seus louvores!
- Deus reina sobre todas as nações,*
está sentado no seu trono glorioso.
- Os chefes das nações se reuniram*
com o povo do Deus santo de Abraão,
- pois só Deus é realmente o Altíssimo,*
e os poderosos desta terra lhe pertencem!
Hino a Cristo Rei
Coro:
Glória, louvor, honra a ti,
ó Cristo Rei, redentor.
Sobe a ti piedoso hosana,
dos pequenos o clamor!
Todos:
Glória, louvor, honra a ti,
ó Cristo Rei, redentor
Sobe a ti piedoso hosana,
dos pequenos o clamor!
Coro:
De Israel rei esperado:
de Davi ilustre filho;
o Senhor é que te envia,
ouve pois nosso estribilho.
Todos:
Glória, louvor, honra a ti,
ó Cristo rei, redentor!
Sobe a ti piedoso hosana,
dos pequenos o clamor!
Coro:
Todos juntos te celebram,
quer na terra ou nas alturas;
cantam todos teus louvores,
anjos, homens, criaturas.
Todos:
Glória, louvor, honra a ti,
ó Cristo Rei, redentor!
Sobe a ti piedoso hosana,
dos pequenos o clamor!
Coro:
Veio a ti o povo hebreu,
com seus ramos, suas palmas;
também hoje te trazemos
nossos hinos, nossas almas.
Todos:
Glória, louvor, honra a ti,
ó Cristo Rei, redentor!
Sobe a ti piedoso hosana,
dos pequenos o clamor!
Coro:
Festejam a tua entrada,
que ao Calvário conduzia;
mas agora que tu reinas
maior é nossa alegria.
Todos:
Glória, louvor, honra a ti,
ó Cristo Rei, redentor!
Sobe a ti piedoso hosana,
dos pequenos o clamor!
Coro:
Agradaram-te os seus hinos,
nossos hinos igualmente;
o que é bom tu sempre acolhes,
Rei bondoso, Rei clemente.
Todos:
Glória, louvor, honra a ti,
ó Cristo Rei, redentor!
Sobe a ti piedoso hosana,
dos pequenos o clamor!
Outra forma de fazer a procissão:
Procissão com Estação junto à cruz
11. Na hora estabelecida, a cruz processional (sem véu) é colocada no claustro, junto à porta ou em outro lugar apropriado.
Depois de uma homilia no capítulo, ordena-se a procissão sem cruz processional, indo à frente o celebrante principal precedido dos concelebrantes e ministros.
Antes de chegar à porta da igreja, faz-se uma estação junto à cruz. Todos põe-se de joelhos, e o cantor entoa a antífona Ave Rex noster, ou outro canto de aclamação apropriado, que todos seguem cantando até o final.
Ao entrar na igreja, a cruz vai à frente da procissão.
12. Quando a procissão entra na igreja, canta-se o responsório seguinte ou outro canto que fale da entrada do Senhor em Jerusalém:
R/ Ao entrar o Senhor na cidade santa,
os filhos dos hebreus
anunciavam a ressurreição da vida,
*proclamando com ramos de palmas
"Hosana nas alturas".
V/ Ouvindo o povo que Jesus chegava a Jerusalém,
saiu ao seu encontro.
*Proclamando com ramos.
13. Os sacerdotes concelebrantes, ao entrarem na igreja, vão à frente do celebrante principal.
14. Chegando ao altar, os concelebrantes e o celebrante principal o saúdam, dirigem-se às suas sedes e, omitindo os ritos iniciais, o celebrante principal diz a oração do dia da Missa, prosseguindo como de costume.
15. Onde não se pode fazer a procissão pelo claustro, ou fora da igreja, a entrada do Senhor será celebrada dentro da igreja, com entrada solene, antes da Missa conventual.
Os irmãos e o restante dos fiéis reúnem-se à porta da igreja, ou no seu interior, trazendo ramos nas mãos. O celebrante principal, os concelebrantes, os ministros e os fiéis dirigem-se para um ponto da igreja, fora do presbitério, de onde o rito possa ser visto pela maioria dos que o assistem.
Enquanto o celebrante principal e os demais se dirigem ao lugar determinado, canta-se a antífona Saudemos com Hosanas, ou outro canto apropriado. Realiza-se a bênção dos ramos e a proclamação do Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, como acima (nos 6-8). Depois do Evangelho, o celebrante principal com os concelebrantes, os ministros e o grupo de fiéis dirige-se processionalmente pela igreja até o presbitério, enquanto se canta o responsório Ao entrar o Senhor na cidade santa (no 12), ou outro canto apropriado.
O celebrante principal e os concelebrantres saúdam o altar, dirigem-se para às suas sedes e, omitindo os ritos iniciais, o celebrante principal diz a oração do dia da Missa, prosseguindo como de costume.
SEGUNDA FORMA: ENTRADA SIMPLES
16. Em todas as outras Missas deste Domingo, nas quais não haja entrada solene, faz-se a memória da entrada do Senhor em Jerusalém pela entrada simples.
17. Enquanto o sacerdote se dirige ao altar, canta-se a antífona de entrada com o salmo (no 18) ou outro canto com o mesmo tema. Chegando ao altar, o sacerdote o saúda, dirige-se à cadeira e cumprimenta o povo, prosseguindo a Missa como de costume.
Nas Missas sem povo e em outras Missas em que não se possa cantar a antífona da entrada, o celebrante saúda o altar, cumprimenta o povo e, após a recitação da antífina da entrada, prossegue a Missa como de costume.
18. Antífona de entrada:
Seis dias antes da solene Páscoa,
quando o Senhor veio a Jerusalém,
correram até ele os pequeninos.
Trazendo em suas mãos ramos e palmas,
em alta voz cantavam em sua honra:
Bendito és tu que vens com tanto amor!
Hosana nas alturas!
Salmo 23,9-10
="Ó portas, levantai vossos frontões!"†
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,*
para que assim o Rei da glória possa entrar"!
=Dizei-nos: "Quem é este Rei da glória"?†
"O Rei da Glória é o Senhor onipotente,*
o Rei da glória é o Senhor Deus do universo"!
- Bendito és tu, que vens com tanto amor!*
Hosana nas alturas
MISSA
19. Após a procissão, o celebrante principal começa a Missa com a oração do dia.
Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso,
para dar aos homens um exemplo de humildade,
quisestes que o nosso Salvador
se fizesse homem e morresse na cruz.
Concedei-nos aprender o ensinamento da sua paixão
e ressuscitar com ele em sua gória.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
21. O diácono, ou, na falta dele, um concelebrante ou o celebrante principal, lê a história da Paixão, sem velas, incenso, saudação ou sinal da cruz sobre o texto. Pode também ser lida por leigos, reservando-se a parte do Cristo para o sacerdote, se for possível.
Os diáconos, mas não outros leitores, pedem a bênção ao sacerdote, como habitualmente antes do Evangelho.
22. Após a história da Paixão, se for oportuno, haja uma breve homilia.
Diz-se o Creio.
Sobre as oferendas
Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo,
sejamos reconciliados convosco,
de modo que, ajudados pela vossa misericórdia,
alcancemos pelo sacrifício do vosso Filho
o perdão que não merecemos por nossas obras.
Por Cristo, nosso Senhor.
Prefácio: A paixão do Senhor
V/ O Senhor esteja convosco.
R/ Ele está no meio de nós.
V/ Corações ao alto.
R/ O nosso coração está em Deus.
V/ Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
R/ É nosso dever e nossa salvação.
Na verdade, é justo e necessário,
é nosso dever e salvação
dar-vos graças, sempre e em todo lugar,
Senhor, Pai Santo,
Deus eterno e todo-poderoso,
por Cristo, Senhor nosso.
Inocente,
Jesus quis sofrer pelos pecadores.
Santíssimo,
quis ser condenado a morrer pelos criminosos.
Sua morte apagou nossos pecados
e sua ressurreição nos trouxe vida nova.
Por ele, os anjos cantam vossa grandeza
e os santos proclamam vossa glória.
Concedei-nos também a nós
associar-nos a seus louvores,
cantando (dizendo) a uma só voz:
Santo, Santo, Santo...
Antífona da comunhão Mt 26,42
Ó Pai, se este cálice
não pode passar sem que eu o beba,
faça-se a tua vontade!
Depois da comunhão
Saciados pelo vosso sacramento,
nós vos pedimos, ó Deus:
como pela morte do vosso Filho
nos destes esperar o que cremos,
dai-nos pela sua ressurreição
alcançar o que buscamos.
Por Cristo, nosso Senhor.
SAGRADO TRÍDUO PASCAL
MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR
Segundo antiga tradição da Igreja, proíbe-se neste dia qualquer Missa sem povo.
Na hora mais oportuna da tarde, seja celebrada a Missa da Ceia do Senhor com plena participação de toda a comunidade local, desempenhando todos os sacerdotes e ministros suas respectivas funções.
A comunhão só pode ser dada aos fiéis na própria Missa, mas pode-se levá-la a qualquer hora aos doentes.
Ritos iniciais
e Liturgia da Palavra
1. O tabernáculo esteja totalmente vazio. Para a comunhão do clero e do povo, hoje e amanhã, consagre-se na própria Missa a quantidade de pão suficiente.
2. Antífona de entrada Cf. Gl 6,14
A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo
deve ser a nossa glória:
nele está nossa vida e ressurreição;
foi ele que nos salvou e libertou.
3. Diz-se o Glória. Durante o canto, tocam-se os sinos, que permanecerão depois silenciosos até a Vigília Pascal, a não ser que a Conferência Episcopal, ou o Ordinário do lugar determinem outra coisa.
4. Oração do dia
Ó Pai, estamos reunidos para a santa ceia,
na qual o vosso Filho único, ao entregar-se à morte,
deu à sua Igreja um novo e eterno sacrifício,
como banquete do seu amor.
Concedei-nos, por mistério tão excelso,
chegar à plenitude da caridade e da vida.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
5. Após o Evangelho e a homilia, na qual se focalizam os principais mistérios celebrados por esta Missa (a instituição da Sagrada Eucaristia e do sacerdócio, e o mandamento do Senhor sobre a caridade fraterna), procede-se ao lava-pés, a não ser que este tenha tido lugar fora da Missa, no claustro, ou no Capítulo.
Quando o lava-pés dos Irmãos se dá fora da Missa, e portanto já se proclamou a leitura de Jo 13,1-15, pode-se proclamar dentro da Missa o Evangelho de Lc 22,24-30.
Antífona (ou versículo) antes do Evangelho
Ave Rex noster:
tu solus nostros es miseratus errores.
(Salve, nosso Rei,
só tu tiveste misericórdia de nossos erros)
† Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 22,24-30
Naquele tempo,
houve uma discussão entre os apóstolos,
sobre qual deles deveria ser considerado o maior.
Jesus, porém, lhes disse:
"Os reis das nações dominam sobre elas,
e os que têm poder se fazem chamar benfeitores.
Entre vós, não deve ser assim.
Pelo contrário,
o maior entre vós seja como o mais novo,
e o que manda, como quem está servindo.
Afinal, que é o maior:
quem está sentado à mesa ou quem está servindo?
Não é quem está sentado à mesa?
Eu, porém, estou no meio de vós
como aquele que serve.
Vós ficastes comigo em minhas provações.
Por isso, assim como o meu Pai me confiou o Reino,
eu também vos confio o Reino.
Vós havereis de comer e beber
à minha mesa no meu Reino,
e sentar-vos em tronos
para julgar as doze tribos de Israel".
Palavra da salvação.
6. Esse rito se desenvolve segundo o costume do lugar. Durante o lava-pés, entoa-se um dos cantos que se costuma cantar para a ocasião (Mandato), ou outros apropriados.
7. Logo após o lava-pés ou, onde foi omitido, após a homilia, faz-se a oração dos fiéis. Omite-se o Credo.
Liturgia Eucarística
8. Sobre as oferendas
Concedei-nos, ó Deus, a graça
de participar dignamente da Eucaristia,
pois todas as vezes que celebramos este sacrifício
em memória do vosso Filho,
torna-se presente a nossa redenção.
Por Cristo, nosso Senhor.
9. Prefácio da Santíssima Eucaristia I
Quando de usa a Oração Eucarística I, dizem-se o Em comunhão, Recebei, ó Pai e Na noite em que ia ser entregue próprios:
Em comunhão com toda a Igreja,
celebramos este dia santo
em que Nosso Senhor Jesus Cristo
foi entregue por nós.
E veneramos a sempre Virgem Maria,
Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo;
e também São José, esposo de Maria,
os santos apóstolos e mártires:
Pedro e Paulo,
André (Tiago e João,
Bartolomeu e Mateus,
Simão e Tadeu,
Lino, Cleto, Clemente,
Sisto, Cornélio e Cipriano,
Lourenço e Crisólogo,
João e Paulo,
Cosme e Damião),
e todos os vossos santos.
(Por Cristo, Senhor nosso. Amém).
Continua, com os braços abertos:
Recebei, ó Pai, com bondade,
a oferenda dos vossos servos
e de toda a vossa família
em memória do dia em que nosso Senhor Jesus Cristo
entregou aos seus discípulos,
para que o celebrassem,
o mistério do seu Corpo e do seu Sangue.
Dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação
e acolhei-nos entre os vossos eleitos.
Une as mãos.
(Por Cristo, Senhor nosso. Amém).
Estendendo as mãos sobre as oferendas, diz:
Dignai-vos, ó Pai, aceitar e santificar estas oferendas,
a fim de que se tornem para nós
o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo,
vosso Filho e Senhor nosso.
Une as mãos.
Na noite em que ia ser entregue
para padecer pela salvação de todos,
isto é, hoje,
Toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:
ele tomou o pão em suas mãos,
Eleva os olhos.
elevou os olhos a vós, ó Pai,
deu graças e o partiu
e deu a seus discípulos,
dizendo:
Inclina-se levemente:
TOMAI, TODOS, E COMEI:
ISTO É O MEU CORPO,
QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.
Continua como na Oração Eucarística I.
10. Antífona da comunhão 1Cor 11,24.25
Este é o Corpo que será entregue por vós,
este é o cálice da nova aliança no meu Sangue,
diz o Senhor.
Todas as vezes que os receberdes
fazei-o em minha memória.
11. Distribuída a comunhão, a reserva eucarística para a comunhão do dia seguinte é deixada sobre o altar, e conclui-se a Missa com a oração depois da comunhão. Quer se faça o lava-pés dentro da Missa ou fora da Missa, no claustro, ou em outro lugar, depois de terminada a comunhão, estando todos sentados e escutando, pode-se ler algumas das palavras pronunciadas pelo Senhor depois da Última Ceia.
12. Depois da comunhão
Ó Deus todo-poderoso, que hoje nos renovastes
pela ceia do vosso Filho,
dai-nos ser eternamente saciados
na ceia do seu reino.
Por Cristo, nosso Senhor.
Trasladação do Santíssimo Sacramento
13. Terminada a oração, o sacerdote, de pé ante o altar, põe incenso no turíbulo e, ajoelhando-se, incensa três vezes o Santíssimo Sacramento. Recebendo o véu umeral, toma o cibório e o recobre com o véu.
14. Forma-se a procissão, precedida pelo cruciferário para conduzir o Santíssimo Sacramento, com tochas e incenso, pela igreja até o local da reposição, preparado numa capela devidamente ornada. Durante a procissão, canta-se Vamos todos – Pange língua – (exceto as duas últimas estrofes), ou outro canto eucarístico.
15. Quando a procissão chega ao local da reposição, o sacerdote deposita o cibório no tabernáculo. Colocando o incenso no turíbulo, ajoelha-se e incensa o Santíssimo Sacramento enquanto se canta Tão sublime sacramento – Tantum ergo. Em seguida, fecha-se o tabernáculo.
16. Após alguns momentos de adoração silenciosa, o sacerdote e os ministros fazem genuflexão e voltam à sacristia.
17. Retiram-se as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da igreja. Convém velar as que não possam ser retiradas.
18. Os que participarem da Missa vespertina não rezam as Vésperas.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR
Celebração da Paixão do Senhor
1. Hoje e amanhã, segundo antiqüíssima tradição, a Igreja não celebra os sacramentos.
2. O altar esteja totalmente despojado: sem cruz, castiçais ou toalha.
3. Na tarde da sexta-feira, pelas três horas, a não ser que razões pastorais aconselhem horas mais tardias, procede-se à celebração da Paixão do Senhor, que consta de três partes: Liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística.
Neste dia, a sagrada comunhão só pode ser distribuída aos fiéis durante a celebração da Paixão do Senhor, mas poderá ser levada a qualquer hora aos doentes que não possam participar da celebração.
4. O sacerdote e o diácono, de paramentos vermelhos como para a Missa, aproximam-se do altar, fazem-lhe reverência e prostram-se ou ajoelham-se. Todos rezam em silêncio por alguns instantes.
5. O sacerdote, com os ministros, dirige-se para a sua cadeira. Voltado para o povo e de mãos unidas, diz uma das seguintes orações.
Oração (não se diz Oremos)
Ó Deus, foi por nós que o Cristo, vosso Filho,
derramando o seu sangue, instituiu o mistério da Páscoa.
Lembrai-vos sempre de vossas misericórdias,
e santificai-nos pela vossa constante proteção.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
Ou:
Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo
destruístes a morte
que o primeiro pecado transmitiu a todos.
Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho
e, assim como trouxemos pela natureza
a imagem do homem terreno,
possamos trazer pela graça a imagem do homem novo.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
Primeira parte: Liturgia da Palavra
6. Estando todos sentados, faz-se a primeira leitura tirada do livro do Profeta Isaías (Is 52,13-53,12) com seu salmo.
7. Segue-se a segunda leitura tirada da Epístola aos Hebreus (Hb 4,14-16; 5,7-9) e o canto antes do Evangelho.
8. Em seguida, faz-se a leitura da história da Paixão do Senhor segundo João (Jo 18,1-19,42) como no Domingo de Ramos.
9. Após a leitura da Paixão, se for oportuno, faz-se breve homilia. Tendo-a terminado, o sacerdote poderá convidar os fiéis a se dedicarem por alguns momentos à oração.
Oração Univeral
10. A Liturgia da Palavra é encerrada com a oração universal, do seguinte modo: o diácono, de pé junto ao ambão, propõe a intenção especial; todos oram um momento em silêncio; em seguida o sacerdote, de pé junto à cadeira ou se for oportuno, no altar, de braços abertos, diz a oração. Durante todo o tempo das orações, os fiéis podem permanecer de joelhos, ou de pé.
11. As Conferências Episcopais podem propor aclamações do povo antes da oração do sacerdote, ou determinar que se mantenha o tradicional convite do diácono Ajoelhemo-nos / Lemantemo-nos, ajoelhando-se todos pra a oração em silêncio.
12. Em circunstâncias excepcionais, o Ordinário pode autorizar ou determinar uma intenção especial.
13. Entre as intenções e orações propostas, o sacerdote pode escolher as mais convenientes ao tempo e ao lugar, contanto que sejam conservadas as séries habituais da Oração dos fiéis (Cf. Instrução Geral Sobre o Missal Romano, no 70).
I. Pela Santa Igreja
Oremos, irmãos e irmãs caríssimos,
pela santa Igreja de Deus:
que o Senhor nosso Deus lhe dê a paz e a unidade,
que ele a proteja por toda a terra
e nos conceda uma vida calma e tranqüila,
para sua própria glória.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que em Cristo revelastes a vossa glória a todos os povos,
velai sobre a obra do vosso amor.
Que a vossa Igreja, espalhada por todo o mundo,
permaneça inabalável na fé
e proclame sempre o vosso nome.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
II. Pelo Papa
Oremos pelo nosso santo Padre, o Papa N.
O Senhor nosso Deus, que o escolheu para o Episcopado,
o conserve são e salvo à frente da sua Igreja,
governando o povo de Deus.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que dispusestes todas as coisas com sabedoria,
dignai-vos escutar nossos pedidos:
protegei com amor o Pontífice que escolhestes,
para que o povo cristão que governais por meio dele
possa crescer em sua fé.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
III. Por todas as ordens e categorias de fiéis*
Oremos pelo nosso Bispo N.,
por todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja
e por todo o povo fiel.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que santificais e governais pelo vosso Espírito
todo o corpo da Igreja,
escutai as súplicas que vos dirigimos
por todos os ministros do vosso povo.
Fazei que cada um, pelo dom da vossa graça,
vos sirva com fidelidade.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
IV. Pelos catecúmenos
Oremos pelos (nossos) catecúmenos:
que o Senhor nosso Deus abra os seus corações
e as portas da misericórdia,
para que, tendo recebido nas águas do batismo
o perdão de todos os seus pecados,
sejam incorporados no Cristo Jesus.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que por novos nascimentos tornais fecunda a vossa Igreja,
aumentai a fé e o entendimento dos (nossos) catecúmenos,
para que, renascidos pelo batismo,
sejam contados entre os vossos filhos adotivos.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
V. Pela unidade dos cristãos
Oremos por todos os nossos irmãos e irmãs que crêem no Cristo, para que o Senhor nosso Deus se digne reunir
e conservar na unidade da sua Igreja
todos os que vivem segundo a verdade.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que reunis o que está disperso
e conservais o que está unido,
velai sobre o rebanho do vosso Filho.
Que a integridade da fé e os laços da caridade
unam os que foram consagrados por um só batismo.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
VI. Pelos judeus
Oremos pelos judeus,
aos quais o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar,
a fim de que cresçam na fidelidade de sua aliança
e no amor de seu nome.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que fizestes vossas promessas
a Abraão e seus descendentes,
escutai as preces da vossa Igreja.
Que o povo da primitiva aliança mereça alcançar
a plenitude da vossa redenção.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
VII. Pelos que não crêem no Cristo
Oremos pelos que não crêem no Cristo,
para que, iluminados pelo Espírito Santo,
possam também ingressar no caminho da salvação.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
dai aos que não crêem no Cristo
e caminham sob o vosso olhar com sinceridade de coração,
chegar ao conhecimento da verdade.
E fazei que sejamos no mundo
testemunhas mais féis da vossa caridade,
amando-nos melhor uns aos outros
e participando com maior solicitude do mistério da vossa vida.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
VIII. Pelos que não crêem em Deus
Oremos pelos que não reconhecem a Deus,
para que, buscando lealmente o que é reto,
possam chegar ao Deus verdadeiro.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
vós criastes todos os seres humanos
e pusestes em seu coração o desejo de procurar-vos
para que, tendo-vos encontrado,
só em vós achassem repouso.
Concedei que, entre as dificuldades deste mundo,
discernindo os sinais da vossa bondade
e vendo o testemunho das boas obras
daqueles que crêem em Vós,
tenham a alegria de proclamar
que sois o único Deus verdadeiro
e Pai de todos os seres humanos.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
IX. Pelos poderes públicos
Oremos por todos os governantes:
que o nosso Deus e Senhor,
segundo sua vontade,
lhes dirija o espírito e o coração
para que todos possam gozar de verdadeira paz e liberdade.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que tendes na mão o coração dos seres humanos
e o direito dos povos
olhai com bondade aqueles que nos governam.
Que por vossa graça se consolidem por toda a terra
a segurança e a paz,
a prosperidade das nações
e a liberdade religiosa.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
X. Por todos os que sofrem provações
Oremos, irmãos e irmãs, a Deus Pai todo-poderoso,
para que livre o mundo de todo erro,
expulse as doenças e afugente a fome,
abra as prisões e liberte os cativos,
vele pela segurança dos viajantes e transeuntes,
repatrie os exilados,
dê saúde aos doentes
e a salvação aos que agonizam.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
sois a consolação dos aflitos
e a força dos que labutam.
Cheguem até vós as preces
dos que clamam em sua aflição,
sejam quais forem os seus sofrimentos,
para que se alegrem em suas provações
com o socorro da vossa misericórdia.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
Segunda parte: Adoração da Cruz
14. Terminada a oração universal, faz-se a solene adoração da santa Cruz, escolhendo-se das duas formas propostas, a mais conveniente segundo razões pastorais:
Primeira forma de apresentação da Santa Cruz
15. A cruz velada é levada ao altar, acompanhada por dois ministros com velas acesas. O sacerdote, de pé diante do altar, recebe a cruz, descobre-lhe a parte superior e a eleva um pouco, começando a antífona Eis o lenho da cruz, acompanhando-lhe o canto, se for necessário, a schola ou o cantor. Todos respondem: "Vinde adoremos"! Terminado o canto, ajoelham-se e permanecem um momento adorando em silêncio, enquanto o sacerdote continua de pé, com a cruz erguida.
Em seguida, o sacerdote descobre o braço direito da cruz, elevando-a de novo e começando a antífona Eis o lenho da cruz, tudo como acima. Enfim, descobre toda a cruz e, levantando-a, começa pela terceira vez a antífona Eis o lenho da cruz, prosseguindo como acima. Depois da última resposta todos se levantam.
Segunda forma de apresentação da Santa Cruz
16. Leva-se a cruz ao altar. O sacerdote de pé diante do altar, recebe a cruz, a descobre, se está coberta, e a eleva, começando a antífona Eis o lenho da cruz, acompanhando-lhe o canto, se for necessário, a schola, ou o cantor. Todos respondem: "Vinde adoremos"! Terminado o canto, ajoelham-se e permanecem um momento adorando em silêncio, enquanto o sacerdote continua de pé com a cruz erguida. Depois, levantam-se todos.
Se a cruz está descoberta, pode-se cantar os Impropérios antes de mostrar a cruz.
Exortação ao erguer a Cruz
Eis o lenho da cruz,
do qual pendeu a salvação do mundo.
R/ Vinde, adoremos!
Adoração da Santa Cruz
17. Tendo o celebrante a cruz descoberta, pode-se cantar os Impropérios, se se crê conveniente.
Um ou dois cantores:
Ó meu povo, o que te fiz? Em quê te contristei?
Da terra do Egito eu te retirei;
e preparaste uma Cruz ao teu Salvador.
Dois Irmãos, de pé, à entrada do presbitério, ou em outro lugar apropriado:
Agios o Theos. Todos se ajoelham, adorando a cruz, logo se levantam e seguem cantando:
Agios ischiros. Agios athanatos, eleison imas.
Em seguida, cantam todos:
Sanctus Deus. Todos se ajoelham, adorando a cruz, logo se levantam e seguem cantando:
Sanctus fortis. Sanctus immortalis, miserere nobis.
Um ou dois cantores:
Eu te guiei quarenta anos pelo deserto,
te alimentei como maná,
te introduzi em uma terra excelente,
e preparaste uma Cruz ao teu Salvador.
Dois Irmãos, como acima: Agios. Todos seguem: Sanctus.
Um ou dois cantores:
O que mais devia fazer por ti e não fiz?
Como minha vinha eu te plantei formosa.
E tu para mim te voltaste amarga!
Para minha sede deste vinagre,
e com a lança perfuraste o lado do teu Salvador.
Dois Irmãos, como acima: Agios. Todos seguem: Sanctus.
18. Acompanhado de dois ministros com velas acesas, o sacerdote leva a cruz à entrada do presbitério ou a outro lugar conveniente, onde a coloca ou entrega aos ministros, que a sustenham, depondo os castiçais à direita e à esquerda. Faz-se então a adoração da cruz: aproximam-se, como em procissão, o sacerdote, o clero e os fiéis, exprimindo a sua reverência pela genuflexão simples ou outro sinal apropriado, conforme o costume do mosteiro, por exemplo, beijando a cruz.
Durante a adoração cantam-se o hino Crux fidelis ou outros cantos apropriados, sentando-se todos aqueles que já fizeram a adoração.
19. Mostre-se apenas uma cruz para a adoração.
As partes do canto estão indicadas com os números 1 para o cantor ou a schola, e 2 para todos os fiéis. As partes recitadas ou cantadas por todos, estão indicadas pelos números 1 e 2 juntos.
1 e 2 Antífona
Crux fidelis inter omnes arbor uma nobilis:
Nulla silva talem profert, fronde, flore, germine!
Dulce lignum, dulces clavos, dulce pondus sustinet!
1 Hino
Pange, língua, gloriosi prœlium certaminis,
Et super crucis trophæo dic triumphum nobilem:
Qualiter Redemptor orbis immolatus vicerit.
2 Cux fidelis, inter omnes arbor uma nobilis,
Nulla silva talem profert, fronde, flore, germine!
1 De parentis protoplasti fraude Factor condolens,
Quando pomi noxialis morsu in mortem corruit,
Ipse lignum tunc notavit, damna ligni ut solveret.
2 Dulce lignum, dulces clavos, dulce pondus sustinet!
1 Hoc opus nostræ salutis ordo depoposcerat,
Multiformis proditoris ars ut artem falleret,
Et medelam ferret inde, hostis unde læserat.
2 Crux fidelis, inter omnes arbor una nobilis,
Nulla silva talem profert, fronde, flore, germine!
1 Quando venit ergo sacri plenitudo temporis,
Missus est ab arce Patris Natus, orbis Conditor,
Atque ventre Virginali caro factus prodiit.
2 Dulce lignum, dulces clavos, dulce pondus sustinet!
1 Vagit Infans inter arta conditus præsepia,
Membra pannis involuta Virgo Mater alligat,
Et manus pedesque et crura stricta cingit fascia.
2 Crux fidelis, inter omnes arbor una nobilis,
Nulla silva talem profert, fronde, flore, germine!
1 Lustris sex qui iam peractis, tempus implens corporis,
Se volente, natus ad hoc, passioni deditus,
Agnus in crucis levatur immolandus stipite.
2 Dulce lignum, dulces clavos, dulce pondus sustinet!
1 Hic acetum, fel, arundo, sputa, clavi, lancea;
Mite corpus perforatur, sanguis unde profluit;
Terra, pontus, astra, mundus quo levantur flumine!
2 Crux fidelis, inter omnes arbor una nobilis,
Nulla silva talem profert, fronde, flore germine!
1 Flecte ramos, arbor alta, tensa laxa viscera,
Et rigor lentescat ille, quem dedit nativitas,
Ut superni membra Regis miti tendas stipite.
2 Dulce lignum, dulce clavos, dulce pondus sustinet!
1 Sola digna tu fuisti ferre sæcli pretium
Atque portum præparare nauta mundo naufrago,
Quem sacer cruor perunxit fusus Agni corpore.
2 Crux fidelis, inter omnes arbor uma nobilis,
Nulla silva talem profert, fronde, flore, germine!
1 e 2 Gloria et honor Deo usquequaque altíssimo:
Uma Patri, Filioque, inclito Paraclito:
cui laus est, et potestas, per æterna sæcula. Amen.
20. Terminada a adoração, a cruz é levada para o altar, em seu lugar habitual. Os castiçais acesos são colocados perto do altar ou da cruz.
Enquanto a cruz é colocada no altar, canta-se, se for oportuno, a antífona Super omnia ligna, estando todos de joelho.
Antífona
Super omnia ligna cedrorum Crux sola excelsior,
in qua vita mundi pependit: in qua Christus triumphavit,
et mors mortem superávit.
Terceira parte: Comunhão
21. Sobre o altar estende-se a toalha e colocam-se o corporal e o livro. Pelo caminho mais curto, o diácono ou, na falta dele, o sacerdote traz o Santíssimo Sacramento do local da reposição, pelo trajeto mais curto e coloca-o sobre o altar, estando todos de pé e em silêncio. Um ou dois ministros com vela(s) acesa(s) acompanha(m) o Santíssimo Sacramento e coloca(m) o(s) castiçal (castiçais) perto do altar ou sobre ele.
22. Tendo o diácono colocado o Santíssimo Sacramento sobre o altar e descoberto o cibório, o sacerdote aproxima-se e, feita a genuflexão, sobe ao altar. Com voz clara, diz, de mãos unidas:
Rezemos, com amor e confiança,
a oração que o Senhor nos ensinou:
O sacerdote abre os braços, e prossegue com o povo:
Pai nosso, que estais nos céus,
santificado seja o vosso nome,
venha a nós o vosso reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.
O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Livrai-nos de todos os males, ó Pai,
e dai-nos hoje a vossa paz.
Ajudados pela vossa misericórdia,
sejamos sempre livres do pecado
e protegidos de todos os perigos,
enquanto, vivendo a esperança,
aguardamos a vinda do Cristo Salvador.
O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração, aclamando:
Vosso é o reino,
o poder e a glória para sempre!
23. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Senhor Jesus Cristo:
o vosso Corpo e o vosso Sangue,
que vou receber,
não se tornem causa de juízo e condenação;
mas, por vossa bondade,
sejam sustento e remédio para a minha vida.
24. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia e, elevando-a sobre o cibório, diz em voz alta, voltado para o povo:
Felizes os convidados para a ceia do Senhor!
Eis o Cordeiro de Deus,
que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Senhor, eu não sou digno(a)
de que entreis em minha morada,
mas dizei uma palavra e serei salvo(a).
25. O sacerdote comunga e dá a comunhão aos fiéis. Durante a comunhão pode-se entoar um canto apropriado.
26. Terminada a comunhão, o cibório é transportado por um ministro competente para um lugar preparado fora da igreja ou, se não for possível, para o próprio tabernáculo.
27. Se for oportuno, observa-se um momento de silêncio. E o sacerdote diz a seguinte oração:
Depois da comunhão:
Oremos.
Ó Deus, que nos renovastes
pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo,
conservai em nós a obra de vossa misericórdia,
para que, pela participação deste mistério,
vos consagremos sempre a nossa vida.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amén.
28. À despedida, o sacerdote estende as mãos sobre o povo diz:
Oração sobre o povo
Que a vossa bênção, ó Deus,
desça copiosa sobre o vosso povo,
que acaba de celebrar a morte do vosso Filho,
na esperança da sua ressurreição.
Venha o vosso perdão,
seja dado o vosso consolo;
cresça a fé verdadeira
e a redenção se confirme.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
Todos se retiram em silêncio. O altar é oportunamente desnudado.
29. Os que participaram da solene ação litúrgica vespertina não rezam as Vésperas.
SÁBADO SANTO
No sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua Paixão e Morte, e abstendo-se (desnudado o altar) do sacrifício da Missa até que, após a solene Vigília em que espera a Ressurreição, se entregue às alegrias da Páscoa, que transbordarão por cinqüenta dias.
Neste dia, a Sagrada Comunhão só pode ser dada como viático.
TEMPO PASCAL
DOMINGO DE PÁSCOA
NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR
NA NOITE SANTA: VIGÍLIA PASCAL
1. Segundo antiqüíssima tradição, esta noite é "uma vigília em honra do Senhor" (Ex 12,42). Assim os fiéis, segundo a advertência do Evangelho (Lc 12,35ss), tendo nas mãos lâmpadas acesas, sejam como os que esperam o Senhor, para que ao voltar os encontre vigilantes e os faça sentar à sua mesa.
2. Deste modo se realiza a vigília desta noite: após breve celebração da luz (primeira parte da vigília), medita a Igreja sobre as maravilhas que Deus realizou desde o início pelo seu povo, que confiou em sua palavra e sua promessa (segunda parte ou Liturgia da Palavra), até que, aproximando-se a manhã da ressurreição, seja convidado, com os membros que lhe nasceram pelo batismo (terceira parte), a participar da mesa que o Senhor lhe preparou por sua morte e ressurreição (quarta parte).
3. Toda a vigília pascal seja celebrada durante a noite, de modo que não comece antes do anoitecer e sempre termine antes da aurora de Domingo.
4. Mesmo celebrada antes da meia-noite, a Missa da vigília é a verdadeira Missa do Domingo de Páscoa.
Quem participa da Missa da noite pode comungar também na segunda Missa da Páscoa.
5. Quem celebra ou concelebra a Missa da noite pode também celebrar ou concelebrar a Missa da Páscoa.
6. O sacerdote e os ministros vestem paramentos brancos, como para a Missa. Preparem-se velas para todos os que participam da vigília.
Primeira Parte
Solene início da Vigília ou Celebração da Luz
Bênção do fogo e preparação do círio
7. Apagam-se as luzes da igreja.
Em lugar conveniente, fora da igreja, prepara-se a fogueira. Estando o povo reunido em volta, aproxima-se o sacerdote com os ministros, trazendo um deles o círio pascal.
Quando não se pode preparar o fogo fora da igreja, realiza-se o rito como adiante no no 13.
8. O sacerdote saúda como de costume o povo reunido e explica-lhe brevemente o sentido da Vigília, com estas palavras ou outras semelhantes:
Meus irmãos, e minhas irmãs.
Nesta noite santa,
em que nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à vida,
a Igreja convida os seus filhos dispersos por toda a terra
a se reunirem em vigília e oração.
Se comemorarmos a Páscoa do Senhor
ouvindo sua palavra e celebrando seus mistérios,
podemos ter a firme esperança
de participar do seu triunfo sobre a morte
e de sua vida em Deus.
9. Em seguida, abençoa o fogo.
Oremos.
Ó Deus, que pelo vosso Filho
trouxestes àqueles que crêem o clarão da vossa luz,
santificai (†) este novo fogo.
Concedei que a festa da Páscoa
acenda em nós tal desejo do céu,
que possamos chegar purificados
à festa da luz eterna.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
Acende-se o círio pascal com o fogo novo.
10. Se, considerando a sensibilidade do povo, parecer oportuno realçar por meio de alguns símbolos a dignidade e significação do círio pascal, pode-se proceder do seguinte modo:
Terminada a bênção do fogo novo, o acólito ou um dos ministros traz o círio pascal ao sacerdote, que grava no mesmo uma cruz com um estilete. Em seguida, traça no alto da cruz a letra grega Alfa, embaixo a letra Ômega, e, entre os braços da cruz, os quatro algarismos que designam o ano em curso, enquanto diz o seguinte:
Cristo ontem e hoje (faz a incisão da haste vertical);
Princípio e Fim (faz a incisão da haste horizontal);
Alfa (faz a incisão da letra Alfa no alto da haste vertical);
e Ômega (faz a incisão da letra Ômega embaixo da haste vertical);
A ele o tempo (faz a incisão do primeiro algarismo do ano em curso sobre o ângulo esquerdo superior da cruz);
e a eternidade (faz a incisão do segundo algarismo do ano em curso sobre o ângulo direito superior);
a glória e o poder (faz a incisão do terceiro algarismo do ano em curso no ângulo esquerdo inferior);
pelos séculos sem fim. Amém. (faz a incisão do quarto algarismo do ano em curso no ângulo direito inferior).

11. Feita a incisão da cruz e dos outros sinais, o sacerdote pode aplicar no círio cinco grãos de incenso, formando uma cruz e dizendo:
Por suas chagas,
suas chagas gloriosas
o Cristo Senhor
nos proteja
e nos guarde. Amém.

12. O sacerdote acende o círio pascal com fogo novo, dizendo:
A luz de Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e de nossa mente.
Segundo as circunstâncias pastorais, os elementos anteriores poderão ser usados todos ou parcialmente. As Conferências Episcopais podem também estabelecer outras formas, mais adaptadas à índole do povo.
13. Onde, por qualquer dificuldade, não se possa acender uma fogueira, a bênção do fogo seja adaptada às circunstâncias. Estando o povo reunido, como de costume, no interior da igreja, o sacerdote dirige-se à porta com os ministros, trazendo um deles o círio pascal. O povo, tanto quanto possível, volta-se para o sacerdote.
Depois da saudação e da exortação, como acima no no 8, abençoa-se o fogo (no 9) e, caso se prefira, pode-se preparar e acender o círio, como nos nos 10-12.
Procissão
14. O diácono (ou, na falta dele, o sacerdote) toma o círio e o ergue por algum tempo, cantando:
Eis a luz de Cristo!
E todos respondem:
Demos graça a Deus!
As conferências episcopais podem propor uma aclamação mais rica.
15. Todos se dirigem para a igreja, precedendo-lhes o círio pascal. Se for usado incenso, o turiferário com o turíbulo aceso vai à frente do diácono.
À porta da igreja, o diácono pára e, erguendo o círio, canta de novo:
Eis a luz de Cristo!
E todos respondem:
Demos graça a Deus!
Todos acendem suas velas no fogo do círio pascal e entram na igreja.
O diácono, ao chegar diante do altar, volta-se para o povo e canta pela terceira vez:
Eis a luz de Cristo!
E todos respondem:
Demos graça a Deus!
Acendem-se então todas as luzes da igreja.
Proclamação da Páscoa
16. Chegando ao altar, o sacerdote vai para a sua cadeira. O diácono coloca o círio pascal no candelabro no centro do presbitério ou junto ao ambão. Depois de colocado o incenso, se for o caso, o diácono, como para o Evangelho da Missa, pede a bênção ao sacerdote, que diz em voz baixa:
Que o Senhor esteja em teu coração e em teus lábios.,
para que possas proclamardignamente a sua Páscoa:
em nome do Pai e do Filho (†) e do Espírito Santo.
R/. Amém.
Omite-se esta bênção se as proclamação da Páscoa não for feita por um diácono.
17. O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, incensa, se for o caso, o livro e o círio. Faz a proclamação da Páscoa, do ambão, ou no púlpito, estando todos de pé e com as velas acesas.
Esta Proclamação, se necessário, poderá ser feita por um cantor que não seja diácono ou sacerdote; nesse caso, omitirá as palavras E vós, que estais aqui até o fim do convite, como também a saudação O senhor esteja convosco.
A Proclamação da Páscoa poderá ser cantada também em sua forma mais breve. As Conferências Episcopais poderão adaptar o texto da proclamação, acrescentando-lhe aclamações por parte do povo.
18. Forma longa do Proclamação da Páscoa (ou em português, com melodia adaptada):
Exsultet iam angelica turba cælorum:
exsultent divina mysteria:
et pro tanti Regis Victoria tuba insonet salutaris.
Gaudeat et tellus tantis irradiata fulgoribus:
et, æterni Regis splendore illustrata,
totius orbis se sentiat amisisse caliginem.
Lætetur et mater Ecclesia,
tanti luminis adornata fulgoribus:
et magnis populorum vocibus hæc aula resultet.
(Quapropter astantes vos, fratres carissimi,
ad tam miram huius sancti luminis claritatem,
una mecum, quæso,
Dei omnipotentis misericordiam invocate.
Ut, qui me non meis meritis
intra Levitarum numerum dignatus est aggregare,
luminis sui claritatem infundens,
cerei huius laudem implere perficiat).
(V/ Dominus vobiscum.
R/ Et cum spiritu tuo.)
V/ Sursum corda.
R/ Habemus ad Dominum.
V/ Gratias agamus Domino Deo nostro.
R/ Dignum et iustum est.
Vere dignum et iustum est,
invisibilem Deum Patrem omnipotentem
Filiumque eius unigenitum,
Dominum nostrum Iesum Christum,
toto cordis ac mentis affectu et vocis ministerio personare.
Qui pro nobis æterno Patri Adæ debitum solvit,
et veteris piaculi cautionem pio cruore detersit.
Hæc sunt enim festa paschalia,
in quibus verus ille Agnus occiditur,
cuius sanguine postes fidelium consecrantur.
Hæc nox est,
in qua primum patres nostros, filios Israel
eductos de Aegypto,
Mare Rubrum sicco vestigio transire fecisti.
Hæc igitur nox est,
quæ peccatorum tenebras columnæ illuminatione purgavit.
Hæc nox est,
quæ hodie per universum mundum in Christo credentes,
a vitiis sæculi et caligine peccatorum segregatos,
reddit gratiæ, sociat sanctitati.
Hæc nox est,
in qua, destructis vinculis mortis,
Christus ab inferis Victor ascendit.
Nihil enim nobis nasci profuit, nisi redimi profuisset.
O mira circa nos tuæ pietatis dignatio!
O inæstimabilis dilectio caritatis:
ut servum redimeres, Filium tradidisti!
O certe necessarium Adæ peccatum,
quod Christi morte deletum est!
O felix culpa,
quæ talem ac tantum meruit habere Redemptorem!
O vere beata nox,
quæ sola meruit scire tempus et horam,
in qua Christus ab inferis resurrexit!
Hæc nox est, de qua scriptum est:
Et nox sicut dies illuminabitur:
et nox illuminatio mea in deliciis meis.
Huius igitur sanctificatio noctis fugat scelera, culpas lavat:
et reddit innocentiam lapsis et mæstis lætitiam.
Fugat odia, concordiam parat et curvat imperia.
In huius igitur noctis gratia,
suscipe, sancte Pater, laudis huius sacrificium vespertinum,
quod tibi in hac cerei oblatione sollemni,
per ministrorum manus
de operibus apum, sacrosancta reddit Ecclesia.
Sed iam columnæ huius præconia novimus,
quam in honorem Dei rutilans ignis accendit.
Qui, licet sit divisus in partes,
mutuati tamen luminis detrimenta non novit.
Alitur enim liquantibus ceris,
quas in substantiam pretiosæ huius lampadis
apis mater eduxit.
O vere beata nox,
in qua terrenis cælestia, humanis divina iunguntur!
Oramus ergo te, Domine,
ut cereus iste in honorem tui nominis consecratus,
ad noctis huius caliginem destruendam,
indeficiens perseveret.
Et in odorem suavitatis acceptus,
supernis luminaribus misceatur.
Flammas eius lucifer matutinus inveniat:
Ille, inquam, lucifer, qui nescit occasum:
Christus Filius tuus,
qui, regressus ab inferis, humano generi serenus illuxit,
et vivit et regnat in sæcula sæculorum.
R/ Amen.
19. Forma breve da Proclamação da Páscoa (ou em português, com melodia adaptada):
Exsultet iam angelica turba cælorum:
exsultent divina mysteria:
et pro tanti Regis Victoria tuba insonet salutaris.
Gaudeat et tellus tantis irradiata fulgoribus:
et, æterni Regis splendore illustrata,
totius orbis se sentiat amisisse caliginem.
Lætetur et mater Ecclesia,
tanti luminis adornata fulgoribus:
et magnis populorum vocibus hæc aula resultet.
(V/ Dominus vobiscum.
R/ Et cum spiritu tuo.)
V/ Sursum corda.
R/ Habemus ad Dominum.
V/ Gratias agamus Domino Deo nostro.
R/ Dignum et iustum est.
Vere dignum et iustum est,
invisibilem Deum Patrem omnipotentem
Filiumque eius unigenitum,
Dominum nostrum Iesum Christum,
toto cordis ac mentis affectu et vocis ministerio personare.
Qui pro nobis æterno Patri Adæ debitum solvit,
et veteris piaculi cautionem pio cruore detersit.
Hæc sunt enim festa paschalia,
in quibus verus ille Agnus occiditur,
cuius sanguine postes fidelium consecrantur.
Hæc nox est,
in qua primum patres nostros, filios Israel
eductos de Aegypto,
Mare Rubrum sicco vestigio transire fecisti.
Hæc igitur nox est,
quæ peccatorum tenebras columnæ illuminatione purgavit.
Hæc nox est,
quæ hodie per universum mundum in Christo credentes,
a vitiis sæculi et caligine peccatorum segregatos,
reddit gratiæ, sociat sanctitati.
Hæc nox est,
in qua, destructis vinculis mortis,
Christus ab inferis Victor ascendit.
O mira circa nos tuæ pietatis dignatio!
O inæstimabilis dilectio caritatis:
ut servum redimeres, Filium tradidisti!
O certe necessarium Adæ peccatum,
quod Christi morte deletum est!
O felix culpa,
quæ talem ac tantum meruit habere Redemptorem!
Huius ergo sanctificatio noctis fugat scelera, culpas lavat:
et reddit innocentiam lapsis et mæstis lætitiam.
O vere beata nox,
in qua terrenis cælestia, humanis divina iunguntur!
In huius igitur noctis gratia,
suscipe, sancte Pater, laudis huius sacrificium vespertinum,
quod tibi in hac cerei oblatione sollemni,
per ministrorum manus
de operibus apum, sacrosancta reddit Ecclesia.
Oramus ergo te, Domine,
ut cereus iste in honorem tui nominis consecratus,
ad noctis huius caliginem destruendam,
indeficiens perseveret.
Et in odorem suavitatis acceptus,
supernis luminaribus misceatur.
Flammas eius lucifer matutinus inveniat:
Ille, inquam, lucifer, qui nescit occasum:
Christus Filius tuus,
qui, regressus ab inferis, humano generi serenus illuxit,
et vivit et regnat in sæcula sæculorum.
R/ Amen.
Segunda Parte
Liturgia da Palavra
20. Nesta vigília, mãe de todas as vigílias, propõem-se nove leituras: sete do Antigo Testamento e duas do Novo (Epístola e Evangelho).
21. Por razões de ordem pastoral, pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento, tendo-se porém em conta que a leitura da Palavra de Deus é o principal elemento desta vigília. Leiam-se pelo menos três leituras do Antigo Testamento ou, em casos especiais, ao menos duas. A leitura do Êxodo, cap. 14, nunca pode ser omitida.
22. Apagando as velas, sentam-se todos. E antes de começarem as leituras, o sacerdote dirige-se ao povo com estas palavras ou outras semelhantes:
Meus irmãos e minhas irmãs,
tendo iniciado solenemente esta vigília,
ouçamos no recolhimento desta noite a Palavra de Deus.
Vejamos como ele salvou outrora o seu povo
e nestes últimos tempos
enviou seu Filho como Redentor.
Peçamos que o nosso Deus leve à plenitude
a salvação inaugurada na Páscoa.
23. Seguem-se as leituras. O leitor dirige-se ao ambão, onde faz a primeira leitura. Em seguida, o salmista ou o cantor diz o salmo, ao qual o povo se associa pelo refrão. Depois todos se levantam e o sacerdote diz: Oremos. Após um momento de silêncio, diz a oração.
Pode-se também substituir o salmo responsorial por um certo tempo de silêncio: nesse caso, omite-se a pausa depois do Oremos.
Orações após as leituras
24. Depois da primeira leitura (A criação: Gn 1,1-2,2 ou 1,1.26-31a).
Oremos.
Deus eterno e todo-poderoso,
que dispondes de modo admirável todas as vossas obras,
dai aos que foram resgatados pelo vosso Filho
a graça de compreender
que o sacrifício do Cristo, nossa Páscoa,
na plenitude dos tempos,
ultrapassa em grandeza a criação do mundo
realizada no princípio.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
Ou (A criação do ser humano):
Oremos.
Ó Deus, admirável na criação do ser humano,
e mais ainda na sua redenção,
dai-nos a sabedoria de resistir ao pecado
e chegar à eterna alegria.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
25. Depois da segunda leitura (O sacrifício de Abraão: Gn 22,1-18 ou 22,1-2.9a.10-13.15-18).
Oremos.
Ó Deus, Pai de todos os fiéis,
vós multiplicais por toda a terra
os filhos da vossa promessa,
derramando sobre eles a graça da filiação
e, pelo mistério pascal,
tornais vosso servo Abraão pai de todos os povos,
como lhes tínheis prometido.
Concedei, portanto, a todos os povos
a graça de corresponder ao vosso chamado.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
26. Depois da terceira leitura (A passagem do mar Vermelho: Ex 14,15-15,1).
Oremos.
Ó Deus, vemos brilhar ainda em nossos dias
as vossas antigas maravilhas.
Como manifestastes outrora o vosso poder,
libertando um só povo da perseguição do Faraó,
realizais agora a salvação de todas as nações,
fazendo-as renascer nas águas do batismo.
Concedei a todos os seres humanos
tornarem-se filhos de Abraão
e membros do vosso povo eleito.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
Ou:
Oremos.
Ó Deus, à luz do Novo Testamento
nos fizestes compreender os prodígios de outrora,
prefigurando no mar Vermelho a fonte batismal
e, naqueles que libertastes da escravidão,
o povo que renasce do batismo.
Concedei a todos os povos
que, participando pela fé do privilégio do povo eleito,
renasçam pelo Espírito Santo.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
27. Depois da quarta leitura (A nova Jerusalém: Is 54,5-14)
Oremos.
Deus eterno e todo-poderoso,
para a glória do vosso nome,
multiplicai a posteridade que prometestes aos nossos pais,
aumentando o número dos vossos filhos adotivos.
Possa a Igreja reconhecer
que já se realizou em grande parte
a promessa feita a nossos pais,
da qual jamais duvidaram.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
Ou alguma das orações que se omitem após as seguintes leituras.
28. Depois da quinta leitura (A salvação oferecida a todos gratuitamente: Is 55,1-11).
Oremos.
Deus eterno e todo-poderoso,
única esperança do mundo,
anunciastes pela voz dos profetas
os mistérios que hoje se realizam.
Aumentai o fervor do vosso povo,
pois nenhum dos vosso filhos
conseguirá progredir na virtude
sem o auxílio da vossa graça.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
29. Depois da sexta leitura (A fonte da sabedoria: Br 3,9-15.31-4,4).
Oremos.
Ó Deus, que fazeis vossa Igreja crescer sempre mais
chamando todos os povos ao Evangelho,
guardai sob a vossa contínua proteção
os que purificais na água do batismo.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
30. Depois da sétima leitura (Um coração novo e um espírito novo: Ez 36,16-28).
Oremos.
Ó Deus, força imutável e luz inextinguível,
olhai com bondade o mistério de toda a vossa Igreja
e conduzi pelos caminhos da paz a obra da salvação
que concebestes desde toda a eternidade.
Que o mundo todo veja e reconheça
que se levanta o que estava caído,
que o velho se torna novo
e tudo volta à integridade primitiva
por aquele que é princípio de todas as coisas.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
Ou:
Oremos.
Ó Deus, para celebrarmos o mistério da Páscoa,
vós nos instruís com o Antigo e o Novo Testamento.
Fazei-nos compreender a vossa misericórdia,
para que, recebendo os bens que nos dais hoje,
esperemos firmemente os que hão de vir.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
Ou, se houver batizandos:
Ó Deus de bondade,
manifestai o vosso poder
nos sacramentos que revelam vosso amor.
Enviai o espírito de adoção
para criar um novo povo,
nascido para vós nas águas do batismo.
E assim possamos ser em nossa fraqueza
instrumentos do vosso poder.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
31. Após a oração e o responsório da última leitura do Antigo Testamento, acendem-se as velas do altar e o sacerdote entoa o hino Glória a Deus nas alturas, que todos cantam, enquanto se tocam os sinos, segundo o costume do lugar.
32. Terminado o hino, o sacerdote diz a oração do dia, como de costume.
Oremos.
Ó Deus, que iluminais esta noite santa
com a glória da ressurreição do Senhor,
despertai na vossa Igreja o espírito filial
para que, inteiramente renovados,
vos sirvamos de todo o coração.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
33. O leitor lê a epístola.
34. Terminada a epístola, todos se levantam e o sacerdote entoa solenemente o Aleluia, que todos repetem. Em seguida, o salmista ou cantor diz o salmo, ao qual o povo responde com o Aleluia. Se for necessário, o próprio salmista entoa o Aleluia.
35. Ao Evangelho não se levam velas, mas só incenso, quando se usar.
36. Após o Evangelho, faz-se a homilia e procede-se à liturgia batismal.
Terceira Parte
Liturgia Batismal / Renovação das Promessas do Batismo
Havendo batismos e bênção da água batismal, segue-se quanto estabelecido na parte correspondente do Missal Romano, nn. 37 e seguintes.
37. Se for oportuno, dois cantores entoam a ladainha, à qual todos respondem de pé (por ser tempo pascal).
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
Santos Anjos de Deus, rogai por nós.
São João Batista, rogai por nós.
São José, rogai por nós.
São Pedro e São Paulo, rogai por nós.
Santo André, rogai por nós.
São João, rogai por nós.
Santa Maria Madalena, rogai por nós.
Santo Estêvão, rogai por nós.
Santo Inácio de Antioquia, rogai por nós.
São Lourenço, rogai por nós.
Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós.
Santa Inês, rogai por nós.
São Gregório, rogai por nós.
Santo Agostinho, rogai por nós.
Santo Atanásio, rogai por nós.
São Basílio, rogai por nós.
São Martinho, rogai por nós.
São Bento, rogai por nós.
Santos Roberto, Alberico e Estêvão rogai por nós.
São Bernardo, rogai por nós.
São Francisco e São Domingos, rogai por nós.
São Francisco Xavier, rogai por nós.
São João Maria Vianney, rogai por nós.
Santa Lutgarda, rogai por nós.
Santa Catarina de Sena, rogai por nós.
Santa Teresa de Ávila, rogai por nós.
Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós.
Sede-nos propício, ouvi-nos, Senhor.
Para que nos livreis de todo mal, ouvi-nos, Senhor.
Para que nos livreis de todo pecado, ouvi-nos, Senhor.
Para que nos livreis da morte eterna, ouvi-nos, Senhor.
Pela vossa encarnação, ouvi-nos, Senhor.
Pela vossa morte e ressurreição, ouvi-nos, Senhor.
Pela efusão do Espírito Santo, ouvi-nos, Senhor.
Apesar de nossos pecados, ouvi-nos, Senhor.
Se houver batismo:
Para que vos digneis dar a nova vida
aos que chamastes ao batismo, ouvi-nos, Senhor.
Se não houver batismo:
Para que santifiqueis com a vossa graça
esta água, onde renascerão
os vossos filhos, ouvi-nos, Senhor.
Jesus, Filho do Deus vivo, ouvi-nos, Senhor.
Cristo, ouvi-nos.
Cristo, ouvi-nos.
Cristo, atendei-nos.
Cristo, atendei-nos.
38. Se não houver batismo nem bênção de água batismal, o sacerdote abençoa a água para a aspersão do povo com a seguinte oração:
Meus irmãos e minhas irmãs,
invoquemos o Senhor nosso Deus
para que se digne abençoar esta água,
que vai ser aspergida sobre nós,
recordando o nosso batismo.
Que ele se digne renovar-nos,
para que permaneçamos fiéis
ao Espírito que recebemos.
E, após um momento de silêncio, prossegue de mãos unidas:
Senhor, nosso Deus, velai sobre o vosso povo
e nesta noite santa
em que celebramos a maravilha da nossa criação
e a maravilha ainda maior da nossa redenção,
dignai-vos abençoar esta água.
Fostes vós que a criastes para fecundar a terra,
para lavar nossos corpos e refazer nossas forças.
Também a fizestes instrumento da vossa misericórdia:
por ela libertastes o vosso povo do cativeiro
e aplacastes no deserto a sua sede;
por ela os profetas anunciaram a vossa aliança
que era vosso desejo concluir com a humanidade;
por ela finalmente,
consagrada pelo Cristo no Jordão,
renovastes, pelo banho do novo nascimento,
a nossa natureza pecadora.
Que esta água seja para nós
uma recordação do nosso batismo
e nos faça participar da alegria
dos que foram batizados na Páscoa.
Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Amém.
39. Após o rito do batismo (e confirmação), ou, se não houver batismo, após a bênção da água, todos, de pé, com as velas acesas, renovam as promessas do batismo.
O sacerdote dirige aos fiéis estas palavras ou outras semelhantes:
Meus irmãos e minhas irmãs,
pelo mistério pascal
fomos no batismo sepultados com Cristo
para vivermos com ele uma vida nova.
Por isso, terminados os exercícios da Quaresma,
renovemos as promessas do nosso batismo,
pelas quais já renunciamos a Satanás e suas obras,
e prometemos servir a Deus na Santa Igreja Católica.
Portanto:
Celeb.: Renunciais ao demônio?
Todos: Renuncio.
Celeb.: E a todas as suas obras?
Todos: Renuncio.
Celeb.: E a todas as suas seduções?
Todos: Renuncio.
Ou:
Celeb.: Para viver na liberdade dos filhos de Deus,
renunciais ao pecado?
Todos: Renuncio.
Celeb.: Para viver como irmãos e irmãs, renunciais
a tudo que vos possa desunir, para que o pecado
não domine sobre vós?
Todos: Renuncio.
Celeb.: Para seguir Jesus Cristo, renunciais ao demônio,
autor e princípio do pecado?
Todos: Renuncio.
Conforme as circunstâncias, esta fórmula poderá ser adaptada pelas Conferências Episcopais.
Em seguida, o sacerdote prossegue:
Celeb.: Credes em Deu, Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra?
Todos: Creio.
Celeb.: Credes em Jesus Cristo,
seu único Filho, nosso Senhor,
que nasceu da Virgem Maria,
padeceu e foi sepultado,
ressuscitou dos mortos e subiu ao céu?
Todos: Creio.
Celeb.: Credes no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica,
na comunhão dos Santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição dos mortos
e na vida eterna?
Todos: Creio.
O sacerdote conclui:
O Deus todo-poderoso,
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
que nos fez renascer pela água e pelo Espírito Santo
e nos concedeu o perdão de todo pecado,
guarde-nos em sua graça para a vida eterna,
no Cristo Jesus, nosso Senhor.
Todos: Amém.
40. O sacerdote asperge o povo com a água benta, enquanto todos cantam:
Vidi aquam egredientem de templo, a latere dextro, alleluia; et omnes, ad quos pervenit aqua ista, salvi facti sunt et dicent: alleluia, alleluia.
Ou outro canto referente ao batismo.
41. Terminada a aspersão, o sacerdote volta à cadeira, onde, omitido o Creio, preside a oração dos fiéis.
Quarta Parte
Liturgia Eucarística
42. O sacerdote vai ao altar e começa a liturgia eucarística, como de costume.
43. Sobre as oferendas
Acolhei, ó Deus, com estas oferendas
as preces do vosso povo, para que a nova vida,
que brota do mistério pascal, seja por vossa graça
penhor da eternidade.
Por Cristo, nosso Senhor.
44. Prefácio da Pásqua I, Nesta noite.
Quando se usa a Oração Eucarística I, dizem-se Em Comunhão e Recebei, ó Pai, com bondade próprios.
45. Antífona da comunhão 1 Cor 5, 7-8
O Cristo, nossa Páscoa, foi imolado;
celebremos a festa com o pão sem fermento,
o pão da retidão e da verdade, aleluia!
46. Depois da comunhão
Ó Deus, derramai em nós
o vosso espírito de caridade,
para que, saciados pelos sacramentos pascais,
permaneçamos unidos no vosso amor.
Por Cristo, nosso Senhor.
47. À despedida, o diácono, ou o próprio sacerdote diz:
Ide em paz,e o Senhor vos acompanhe, aleluia, aleleuia!
Todos: Graças a Deus, aleluia, aleluia!
PRÓPRIO DOS SANTOS
Prot. 83/75, do dia 16 de setembro de 1975: O.C.S.O.
Prot. 452/77, do dia 09 de maio de 1977: O. Cist.
Estes textos encontram-se na edição que tem por título
Missas próprias para uso da Ordem Cisterciense, Roma, 1983.
ÚLTIMOS ACRÉSCIMOS
Prot. 203/83, do dia 05 de fevereiro de 1983: O. Cist.
Prot. 330/83, do dia 05 de março de 1983: O.C.S.O.
Prot. 1403/92, do dia 11 de setembro de 1992: O.C.S.O
Prot. 587/95/L, do dia 19 de outubro de 1995: O. Cist.
Prot. 629/95/L, do dia 19 de outubro de 1995: O.C.S.O.
Dia 20 de janeiro
B. Cipriano-Miguel Tansi, monge presbítero de O.C.S.O.
Oração do dia
Ó Deus,
que no Bem-aventurado Cipriano Miguel, presbítero,
unistes o zelo apostólico do pastor
com a vida de conversão do monge,
concedei-nos, por sua intercessão,
que, perseverando na oração,
busquemos sem desanimar
o advento do vosso Reino.
Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Dia 02 de fevereiro
Na Apresentação do Senhor
Pode-se escolher esta oração para a bênção das velas:
Oremos.
Deus de infinito poder, cujo Unigênito
foi apresentado hoje no templo pela Virgem Mãe,
dignai-vos abençoar (†) estas velas
consagradas em honra de vosso nome,
e concedei, por intercessão de Santa Maria sempre Virgem,
que todos os que tiverem em suas mãos
estas luzes em honra de vosso Filho, nosso Senhor,
gozem da saúde do corpo,
e que, em todo lugar em que for acesa
a chama destas velas,
seja repelida a falsidade dos espíritos imundos,
e ali todos mereçam gozar da alegria temporal,
até que, caminhando ao encontro do Esposo,
refulgentes com a luz das lâmpadas,
mereçam entrar alegres para as núpcias do Esposo.
Por Cristo nosso Senhor.
Dia 22 de abril
B. Maria Gabriela Sagheddu, monja de O.C.S.O.
Oração do dia
Ó Deus, Pastor eterno,
que suscitastes na Bem-aventurada Maria Gabriela, virgem,
o desejo de oferecer a própria vida
pela unidade de todos os cristãos,
concedei-nos, por sua intercessão,
que se apresse o dia em que todos os crentes
vos glorifiquem ao redor da mesa da Palavra e do Pão,
com um só coração e uma só voz.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Dia 26 de abril
B. Rafael Arnáiz, oblato de O.C.S.O.
Oração do dia
Ó Deus, que fizestes do Bem-aventurado Rafael
um discípulo preclaro na ciência da Cruz,
concedei-nos que, por sua intercessão,
vos amemos sobre todas as coisas,
e, seguindo o caminho da Cruz
com o coração dilatado,
consigamos participar do gozo pascal,
Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Dia 18 de agosto
Bem-aventurados João Batista Souzy, presbítero,
e companheiros mártires
Oração do dia
Senhor nosso Deus,
que concedestes a graça da fidelidade e do perdão
aos bem-aventurados João Batista Souzy
e seus companheiros, mártires,
quando se encontravam em situação tão dolorosa,
concedei-nos, por sua intercessão,
que sejamos sempre fiéis à Igreja,
e estejamos dispostos em todo momento
a reconciliar-nos com os irmãos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Outra oração à Santíssima Virgem Maria
Oração do dia
Deus, onipotente e eterno,
que, com a cooperação do Espírito Santo,
preparastes o corpo e a alma
da gloriosa Virgem Mãe Maria
para que merecesse uma digna morada de vosso Filho,
concedei que os que nos alegramos com sua comemoração
sejamos libertos por sua piedosa intercessão
dos perigos presentes e da morte eterna.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Para acrescentar às Missas por alguma necessidade
Pela paz na Congregação
Oração do dia
Deus onipotente e eterno,
construtor e guardião
da cidade eterna de Jerusalém,
construí e guardai nossas casas
e os que nelas vivem,
para que sejam moradas
de tranqüilidade e paz.
Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas
Santificai, Senhor, por vossa bondade,
estas oferendas,
para que, nós,
que pedimos a absolvição de nossos pecados,
não sejamos governados pelo alheio,
mas estejamos livres de toda adversidade.
Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão
Nós vos rogamos, Senhor,
que governeis em contínua solicitude
a nossa família,
à qual saciastes com o único pão celestial,
para que na prosperidade tenhamos prudência
e, na adversidade, fortaleza.
Por Cristo, nosso Senhor.
QUARTA PARTE
RITUAL
Prot. XXXXXXXX, do dia 20 de junho de 1974: O.C.S.O.
Prot. 578/95/L, do dia 19 de outubro de 1995: O. Cist.
Prot. 629/95/L, do dia 19 de outubro de 1995: O.C.S.O.
A instância do Reverendo Padre Gregório Battista, Abade Procurador Geral da Ordem Cisterciense e do reverendo Padre Armando Veilleux, Abade Procurador Geral da Ordem Cisterciense da Estrita Observância, por meio dos escritos com data do dia 27 de fevereiro de 1995, em vigor das faculdades outorgadas pelo Sumo Pontífice JOÃO PAULO II, com satisfação aprovamos o texto latino do novo Ritual Cisterciense, que tem por título Proprio Cisterciense, tal como se encontra no exemplar que está em nosso poder.
Ao imprimir o texto, inclua-se integramente este decreto, pelo qual se concede a aprovação solicitada da Sé Apostólica. Envie-se, além disso, dois exemplares do texto impresso a esta Congregação.
Sem que nada obste em contrário,
Das oficinas da Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, no dia 19 de outubro de 1995.
† Antonio M. Card. Javierre
Prefecto
† Gerardo M. Angelo
Arcebispo, Secretário
VARIAÇÕES DO RITUAL ROMANO
NO RITO DA RECONCILIAÇÃO
OU PENITÊNCIA
No no 70, o sacerdote pode dizer, se lhe parece oportuno:
O senhor esteja em teu coração e em teus lábios,
para que, com integridade, verdade e humildade
confesses todos os teus pecados,
em nome do Pai e do Filho † e do Espírito Santo.
Amém.
Ao final dessas palavras, o sacerdote faz sobre si o Sinal da Cruz, a não ser que já o tenha feito no princípio do diálogo, como indica o Ritual Romano, no 42.
No no 99, o sacerdote pode dizer, se lhe parece oportuno:
Vá em paz, e não peques mais.
O penitente responde:
O Senhor te conceda a vida eterna.
VARIAÇÕES DO RITUAL ROMANO
NO RITO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS
E DE SEU CUIDADO PASTORAL
39. Em lugar da rubrica deste número, escreva-se esta:
Onde exista um Ritual particular adaptado às necessidades de uma região, está permitido ao sacerdote introduzir nesse Ritual fórmulas próprias do rito cisterciense, e no Ritual cisterciense fórmulas do dito Ritual particular.
52. O sacerdote conclui, usando, se lhe parece oportuno, uma das fórmulas seguintes:
Deus todo-poderoso tenha misericórdia de nós
e perdoe todos os nossos pecados,
nos livre de todo mal,
nos conserve e confirme em toda boa obra
e nos leve à vida eterna.
Ou:
O Senhor onipotente e misericordioso
nos conceda, pela graça do Espírito Santo,
o perdão e a remissão de todos os nossos pecados.
62. Acrescenta-se a seguinte rubrica:
Nos mosteiros nos quais se transmite aos enfermos a Missa conventual com ajuda de meios radiofônicos, e quando é levada a eles a sagrada Comunhão depois da referida Missa, é suficiente que o ministro diga, a cada um dos que vão comungar, o que é de costume: o Corpo de Cristo, ou o Sangue de Cristo.
66. Entre as duas rubricas deste número, ponha-se esta outra:
É conveniente, o quanto seja possível, que todos os membros da comunidade estejam presentes à Unção do Irmão enfermo (da Irmã enferma). Assim pois, dado o sinal como de costume, reúnem-se todos na enfermaria ou em seu oratório, ou também na igreja, ou outro lugar apropriado. Pode fazer-se uma procissão com água benta, cruz, os Irmãos (Irmãs) com vestes monásticas e por ordem, o sacristão levando o santo Óleo, o Superior (o sacerdote capelão) vestido com estola sobre a alva ou, ao menos, sobre a cogula e, se é abade, com o báculo.
70. Além da oração do no 239, pode dizer-se a seguinte oração:
Deus todo-poderoso e eterno,
que, por meio de vosso Apóstolo São Tiago,
mandastes que os presbíteros da Igreja
atendessem e ungissem os enfermos,
concedei-nos, vos pedimos,
que, por meio de nossas mãos,
vos digneis ungir e abençoar
com este óleo santo
a este vosso servo enfermo (a esta vossa serva enferma),
e o que vos apresentamos externamente com fé,
realize-o interiormente,
e de maneira invisível, o vosso poder.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho
na unidade do Espírito Santo.
71. Se lhe parecer oportuno, o sacerdote conclui com as fórmulas indicadas no no 52.
73. Além das fórmulas indicadas nos nos 240-241, pode-se usar a seguinte:
Oremos, irmãos, a nosso Senhor Jesus Cristo,
e roguemos com toda insistência,
que se digne visitar, alegrar e confortar
a este servo seu (a esta serva sua).
O Senhor se compadeça de tuas iniqüidades
e cure todas as tuas doenças
R/ Senhor, tende piedade.
O Senhor livre tua vida da morte
e atenda abundantemente todos os teus desejos.
R/ Cristo, tende piedade.
O Senhor te conceda a saúde da alma e do corpo,
para que sempre lhe dês graças.
R/ Senhor, tende piedade.
80-82. Inserem-se aqui, com título, as rubricas para que a Unção possa ser celebrada também dentro de alguma Hora do Ofício Divino.
RITO DA UNÇÃO DENTRO DA MISSA
OU DENTRO DE ALGUMA HORA DO OFÍCIO DIVINO
80. Quando o estado do enfermo o permite, especialmente quando vai receber a sagrada Comunhão, a Unção pode celebrar-se dentro da Missa ou dentro de alguma Hora do Ofício Divino, seja na igreja, ou em outro lugar previsto.
82.bis. Dentro de alguma Hora do Ofício Divino, a Unção se realiza da seguinte maneira:
Em lugar do hino do dia e da Hora, pode-se cantar outro hino apropriado;
Depois de uma leitura selecionada e mais longa, o sacerdote, na homilia, partindo do texto sagrado, exponha...
A celebração da Unção começa com a imposição das mãos (no 74). Depois, segue...
Em continuação, em Laudes e Vésperas, diz-se o cântico Evangélico, diz-se a ladainha (no 73) e depois do Pai-nosso conclui-se a celebração com a oração (nos 77, 243-246) e com a bênção (no 79). Mas nas Horas menores, depois da Unção, diz-se a ladainha (no 73), que se conclui com a oração depois da Unção e com a bênção, como se indica anteriormente.
101. Em primeiro lugar, insere-se a seguinte rubrica:
Quando o enfermo que se encontra em perigo de morte vai receber a Comunhão como Viático, e há tempo suficiente para que, como é conveniente, seja-lhe administrado solenemente o Sacramento, chama-se a comunidade como de costume e se reúnem todos no Coro. O Abade (o sacerdote capelão) veste-se com alva e estola de cor branca, vai até o lugar da reserva e toma dali o Corpo do Senhor.
Então forma-se uma procissão até a enfermaria: vão à frente os que levam as velas, a cruz e a água benta; segue-lhes o Abade (o sacerdote capelão, ou, se não há sacerdote, a Abadessa) com o Sacramento coberto com o véu umeral, que levará sobre os ombros, seguindo-lhes os Irmãos (as Irmãs) em ordem e cantando salmos e hinos.
105. O sacerdote, se crê conveniente, pode concluir com uma das fórmulas próprias, tal como se indica no no 52.
106. Outra fórmula de livre eleição:
Nosso Senhor Jesus Cristo, que disse aos seus discípulos:
"Tudo o que ligardes na terra
será ligado no céu,
e tudo o que desligardes na terra
será desligado no céu",
e que a nós, ainda que indignos,
quis contar no número de seus discípulos,
te absolva, por nosso ministério,
de todos os pecados que por negligência cometeste,
tanto de pensamento, como de palavra,
de ato ou de omissão,
e, livre dos vínculos dos teus pecados,
se digne conduzir-te ao reino dos céus.
Ele, que vive e reina pelos séculos dos séculos.
122. Veja-se outras fórmulas mais acima, no no 106.
145. Guiados pela caridade fraterna que os monges devem demonstrar uns aos outros, com amor casto, por Cristo que os chamou e os conduz à vida eterna, é muito conveniente que, se o Irmão moribundo é capaz de suportar uma oração mais longa, imediatamente depois do indicado, chamados os Irmãos com o sinal costumeiro, venham rapidamente todos os que naquele momento possam fazê-lo.
Todos reunidos, e aceso o Círio Pascal, o Abade, depois de uma saudação, pode aspergir o enfermo e a todos os que se encontram ali, e entre uma breve munição ou oração (por exemplo, nos 244 ou 246), se crê conveniente, pode mostrar ao moribundo um crucifixo para que o beije, ou fazer-lhe o sinal da cruz à sua frente antes de conceder-lhe (se ainda não recebeu esta graça, no momento do Viático) a indulgência plenária in articulo mortis (no 106).
Antes de tudo, recitem todos a Ladainha de todos os Santos, ou ao menos uma parte, respondendo rogai por ele, fazendo uma menção especial do santo e dos santos patronos do moribundo. Podem recitar-se ou cantar-se algumas das preces costumeiras, principalmente:
O Símbolo dos Apóstolos, Creio em um só Deus e a oração dominical, que também foi recitada no batismo do Irmão.
O verso com o qual, em outro tempo, o Irmão encomendou ao Senhor sua profissão monástica: Recebei-me, Senhor.
A antífona que todos os dias dirigimos à Santíssima Virgem Maria: Salve, Regina.
Quando se nota que se aproxima o momento da morte, o Abade (ou se não está o Abade, um dos Irmãos) pode recitar algumas das orações seguintes.
Nos mosteiros de monjas, a Abadessa faz tudo o que compete ao Abade quando se trata dos monges.
145. bis. Se por diversas razões ou necessidades os Irmãos não podem reunir-se junto ao Irmão moribundo, é muito conveniente que, em um lugar e em uma hora apropriados, reúnam-se para orar por ele. Então, além da Ladainha de todos os Santos e da oração de encomendação dirigida a Deus, como se indica mais acima, pode-se cantar alguns Salmos e escutar algumas leituras da Palavra de Deus, tal como se propõe no no 144. Isso pode ser feito também na celebração de alguma Hora do Ofício Divino, nesta ordem: em lugar da leitura breve, se escolhe uma leitura mais larga, e se continua com um convite às preces litúrgicas, o Creio e a oração dominical, a oração de encomendação e a antífona em honra da Santíssima Virgem Maria.
RITUAL DA RECEPÇÃO
DOS IRMÃOS E DAS IRMÃS
FONTES PRINCIPAIS E SIGLAS
Coll. Collectaneum, de Cister, exarado depois do ano de 1175: MS. DIJON 114,
Biblioteca Pública Municipal.
E.O. Ecclesiastica Officia, ed. D. CHOISSELET e P. VERNET, segundo as ed. dos manuscritos 114 da Biblioteca Pública de Dijon, por PH. GUIGNARD, Les monuments primitifs de la Règle cistercienne, Dijon 1878, bem como 31 da Biblioteca Labencense por C. NOSCHITZKA em Analecta S.O.Cist. 6, 1950, pgs. 1-124, e 1711 da Biblioteca Comunal Tridentina por B. GRIESSER em Analecta S.O.Cist. 12, 1956, pgs. 153 - 288.
R.P.R. Ritual da Profissão religiosa
R.B. Regra de São Bento, ed. S.C. 181 - 182.
R.C. Ritual Cisterciense, 1689, ed. Lérins 1892 e Westmalle 1949.
Há duplo aparato na parte inferior das páginas: as notas comuns são assinaladas por números; quanto às notas particulares, quer para os monges, quer para as monjas, remete-se o leitor às letras minúsculas.
PRELIMINARES
Natureza e valor da Profissão Religiosa
1. Pelos votos religiosos, muitos fiéis, chamados por Deus, se consagram ao serviço do Senhor e ao bem dos homens, e se esforçam por seguir mais de perto a Jesus Cristo, observando os conselhos evangélicos. Com isso a graça do batismo produz neles frutos mais abundantes.
2. A santa Mãe Igreja sempre teve em grande honra a vida religiosa que, guiada pelo Espírito Santo, tomou várias formas no decurso dos séculos; elevou-a à dignidade de estado canônico; aprovou grande número de famílias religiosas, entre as quais se enumeram as Ordens monásticas, e protegeu-as com sábias leis.
A própria Igreja recebe os votos dos professos; pede para eles, em sua oração pública, o auxílio e a graça de Deus, recomenda-os a Deus e lhes dá a bênção espiritual, associando sua oblação ao Sacrifício eucarístico.
Dos Ritos que acompanham
As etapas da vida monástica cisterciense
3. Segundo o preceito da Regra de São Bento, quando um recém-vindo se apresentar para se converter, após a dificuldade do ingresso, seja provado na cela dos noviços com toda paciência. Depois de dois meses, mais uma vez após seis meses e ainda depois de quatro meses, o Irmão noviço renova sua petição, mas só da última vez é recebido como monge no mosteiro.
Atualmente a provação se realiza nos períodos determinados pelas Constituições, de tal sorte que o postulado precede o noviciado por algum tempo, em seguida vem a profissão temporária, antes que o Irmão seja admitido à profissão solene.
4. De outro lado, conforme se lê na Regra de nosso Pai São Bento: "Logo, portanto, no oratório, tire as próprias vestes e seja revestido das vestes do mosteiro", a troca de hábito no próprio ato da profissão seja tido como certa desapropriação. No entanto, já nos primórdios da vida monástica cristã a troca de hábito tem muitas vezes o sentido de mudança de vida ou de nova conversatio. Pois, como no batismo o catecúmeno primeiro tira as vestes e despido desce à fonte para ser logo revestido da veste branca, assim o noviço que se torna monge deve tirar as vestes próprias e ser revestido do hábito monacal. Assim o Collectaneum Cistercii descreve o ato: "Quando o noviço despe a veste secular, diz-se: ‘O Senhor te despoje do homem velho com seus atos. Amém.’ Quando é revestido do hábito monacal, diz-se: ‘O Senhor te revista do homem novo, que segundo Deus foi criado na justiça e na santidade da verdade. Amém.’". Embora no decurso dos séculos, tenha havido certa antecipação de tal rito de forma que o recém-vindo à conversão antes de começar o noviciado receba uma espécie de hábito religioso, no entanto o escapulário preto e a cogula branca são reservados aos que professam. Note-se também não ser sem motivo que nos rituais subseqüentes, seja no ingresso no noviciado, seja na profissão temporária, bem como na profissão solene, o pedido da graça divina precede a mudança de hábito. Deste modo a prece da Igreja e a benção pessoal adquirem maior importância do que a vestição.
5. O noviciado, pelo qual a vida no Instituto principia, é um tempo de experiência, não só para o noviço como para a sua família religiosa. No início do noviciado convém realizar-se um rito pedindo a graça de Deus para alcançar a sua finalidade própria. Esse rito, por sua natureza, deve ser sóbrio e breve, reservado à comunidade dos religiosos. Deve também ser realizado fora da Missa.
6. Segue-se a primeira profissão, na qual o noviço promete pelos votos temporários, perante Deus e a Igreja, seguir os conselhos evangélicos, segundo a Regra de São Bento. A emissão dos votos temporários faça-se no capítulo; se as circunstâncias o pedirem, pode realizar-se em alguma Hora do Ofício divino ou mesmo durante a Missa, mas sem nenhuma solenidade especial.
Se alguma vez, por justa causa e de acordo com as Constituições, houver renovação da profissão temporária, realize-se diante de todos no capítulo, ou ao menos diante do Superior e algumas testemunhas.
7. Terminado o período de tempo estabelecido, o monge emite a profissão solene, pela qual se entrega para sempre ao serviço de Deus e da Igreja. Pela profissão perpétua è figurada a união indissolúvel de Cristo com a Igreja, sua Esposa.
O rito da profissão perpétua, com a devida solenidade e assistência da comunidade dos religiosos e do povo, realiza-se muito a propósito na missa. Consta das seguintes partes:
a. A chamada ou petição do professando, que nunca se omite.
b. A homilia ou alocução, expondo ao povo e ao professando o bam da vida monástica cisterciense.
c. O interrogatório, mais simples ou mais longo, pelo qual o Abade pergunta ao professando se está preparado para se consagrar a Deus e procurar a perfeição da caridade, segundo a Regra de São Bento e as Constituições da Ordem.
d. A oração silenciosa dos presentes ou sob a forma de ladainha, rogando a Deus Pai e pedindo a intercessão da Virgem Maria e de todos os Santos.
e. A emissão dos votos, que é feita perante a Igreja, o Abade, os Irmãos e os fiéis, seguida da deposição da cédula sobre o altar, e da proclamação do versículo Recebei-me, Senhor..
f. A bênção solene ou consagração dos professo, com a qual a Mãe Igreja confirma a profissão religiosa por uma consagração litúrgica, rogando ao Pai do céu que derrame com abundância sobre o professo os dons do Espírito Santo, a qual também pode começar com o pedido de orações do professo a cada um dos Irmãos.
g. A entrega da cogula, o hábito monacal, pela qual se manifesta exteriormente a consagração perpétua a Deus.
De acordo com as Constituições, entre os monges, o Abade do mosteiro preside o rito da profissão perpétua durante a Missa; entre as monjas, porém, o Padre Abade Imediato. Se alguma vez acontecer que o Bispo diocesano (por delegação do Abade do mosteiro ou do Padre Imediato) presida a profissão perpétua no mosteiro, depois da homilia faz aos professandos as perguntas propostas neste Ritual, embora depois a profissão seja emitida diante do Abade ou Abadessa que a recebe.
Da Missa no Rito da Profissão Religiosa
8. Sempre que a profissão solene e a profissão temporária se realizam na Missa, convém celebrar uma das Missas rituais "Na profissão religiosa", com leituras próprias. Na ocorrência de uma solenidade ou de um domingo do Advento, da Quaresma ou da Páscoa, celebra-se a Missa do dia, conservando, se for oportuno, as fórmulas próprias na oração eucarística e na bênção final.
9. Como a Liturgia da Palavra própria para a celebração da profissão é de grande eficácia para demonstrar a natureza e os benefícios da vida religiosa, quando a Missa da profissão religiosa não é permitida, pode-se tomar uma das leituras contante do lecionário próprio, exceto no Tríduo sacro, nas solenidades do Natal, da Epifania, da Ascensão, de Pentecostes e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, ou em outras solenidades de preceito.
10. Na Missa ritual da profissão religiosa usam-se paramentos brancos.
As adaptações que competem a cada mosteiro
11. Cada vez que se encontrar neste Ritual a rubrica: "ou palavras semelhantes" ou outras equivalentes, é lícito usar as fórmulas do Ritual romano para tal função.
RITO DA RECEPÇÃO DE NOVIÇOS
1. No dia em que começa o noviciado canônico convém realizar-se um rito para impetrar a graça de Deus, que ilustre a natureza da vida monástica e a índole de nossa Ordem; seja simples, sóbrio, reservado exclusivamente à comunidade dos Irmãos e por conseguinte é melhor escolher para isso a sala capitular; não é permitido realizá-lo durante a Missa.
Embora sejam da competência de cada comunidade os particulares do rito, este aqui vai descrito com os elementos recebidos de nossa tradição ou propostos pela Igreja romana depois do concílio Vaticano II.
2. Deve-se evitar nos textos do rito tudo que pareça limitar a liberdade dos noviços ou encobrir o verdadeiro sentido do noviciado como tempo de experiência.
Onde for costume, pode-se colocar o báculo junto do trono abacial.
3. Reunidos os Irmãos na sala capitular e dito o versículo: "Divinum auxilium maneat semper nobiscum", ou "O auxílio divino permaneça sempre conosco", ou um outro, todos se sentam. O postulante vai ao meio da sala e prostra-se, ou ajoelha-se, ou inclina-se profundamente. Em seguida, põe-se de pé diante do Abade que o interroga com estas palavras ou outras semelhantes:
O que pedes?
O postulante responde:
A misericórdia de Deus e da Ordem.
Ou palavras semelhantes, por exemplo:
A fim de experimentar vosso estilo de vida monástica,
seja provado,
e mereça ser admitido nesta família cisterciense
ao perfeito seguimento de Cristo.
Ou, se aprouver, omitida a interrogação, o postulante volta-se para o Abade e a comunidade, e diz:
Desejo experimentar
o modo de vida da vossa comunidade monástica,
para que me ajudeis a ver se minha vocação é autêntica
e possa ser recebido nesta família cisterciense
a fim de seguir o Cristo mais de perto.
Ou profere palavras semelhantes, espontaneamente.
O Abade responde com estas palavras ou outras equivalentes:
O Senhor te auxilie.
4. Lê-se então o texto escolhido da Regra de nosso Pai S. Bento (do Prólogo ou um outro); o próprio Abade expõe ao postulante a natureza e índole de nossa vida e no fim o interroga sobre seu propósito, por exemplo:
Estás disposto a seguir mais perfeitamente a Cristo,
guiado pelo Evangelho,
e de acordo com o caminho que mostra a santa Regra?
Ou:
Estás disposto a militar no mosteiro com os Irmãos
sob a Regra e o Abade, a fim de que, no seguimento de Cristo, possas alcançar a perfeição da fé,
da esperança e da caridade?
O postulante responde com estas palavras ou outras semelhantes:
Com o auxílio da graça de Deus, espero e desejo
militar nas fileiras de Cristo Senhor, verdadeiro Rei.
O Abade diz, então, por exemplo:
Deus leve à perfeição o que em ti começou.
Ou:
O Senhor Deus, cheio de misericórdia,
te favoreça com sua graça
e o Mestre divino te conceda sua luz.
Todos:
Amém.
O noviço então diante do Abade, ajoelha-se no meio e, onde houver o costume, o Abade pode dar-lhe o nome novo, explicando as razões de tal mudança.
5. Os Irmãos se levantam e o abade diz, por exemplo:
Irmãos, São Bento nos exorta em sua Regra
a que "ao se iniciar qualquer boa obra
se ore com instantíssima prece que ele a termine".
Todos juntos peçamos
que, em sua bondade, ele conceda a nosso irmão N.
o que à natureza parecer menos fácil.
Todos brevemente rezam em silêncio e o Abade acrescenta a coleta, na qual profere o nome recebido no batismo ou, onde for costume, o nome novo.
Assisti, Senhor, as nossas preces,
em favor de vosso servo N. , que recebemos em vosso nome:
a fim de que, por vosso dom, mereça perseverar com devotamento em vossa Igreja
e alcançar a vida eterna.
Por Cristo nosso Senhor.
Ou:
Ó Deus, fonte de toda vocação,
acolhei com bondade as preces de vosso servo N..
Que este irmão,
experimentando a nossa vida,
conheça a vossa vontade
e sejamos todos
confirmados no vosso serviçoa.
Todos:
Amém.
6. O Abade entrega ao noviço o hábito próprio, segundo as Constituições, como sinal da conversão, enquanto a comunidade canta um salmo ou cântico de louvor adequado ou um hino ou responso.
Finalmente o Abade conclui o rito, dizendo, por exemplo:
V/ O nosso auxílio está no nome do Senhor.
R/ Que fez o céu e a terra.
Ou:
V/ Bendigamos o Senhor.
R/ Graças a Deus.
Ou:
O Senhor conduza nossos corações e nossos corpos
na caridade de Deus e na paciência de Cristo.
R/ Amém.
Ou:
Ao Rei dos séculos, único Deus, imortal e invisível,
honra e glória pelos séculos dos séculos.
R/ Amém.
RITO DA PROFISÃO TEMPORÁRIA
7. O rito da profissão temporária realiza-se habitualmente na sala capitular; por motivo razoável, pode se realizar na igreja, numa Hora do Ofício divino ou durante a Missa.
8. Reunidos os irmãos na sala capitular e dito o versículo O auxílio divino permaneça sempre conosco ou um outro, todos se sentam. O professando vai ao meio, prostra-se ou ajoelha-se ou inclina-se profundamente diante do Abade que o interroga com estas palavras ou outras semelhantes:
O que pedes?
Responde:
A misericórdia de Deus e da Ordem.
Ou com palavras semelhantes, por exemplo:
Eu, Irmão N., meu Pai, humildemente suplico,
possa consagrar-me a Deus e ao seu reino,
emitindo a santa profissão nesta família N.,
(ou da Congregação N. ) da Ordem Cisterciense
(ou da Estrita Observância).
O Abade e os Irmãos respondem:
Graças a Deus
Ou de outra forma adequada.
9. Após a leitura escolhida da santa Regra e da exortação, o Abade interroga o professando sobre seu propósito. Para tal fim, pode interrogá-lo mais estritamente com estas palavras ou outras semelhantes:
Caríssimo Irmão,
já foste consagrado a Deus
pela água e o Espírito Santo;
queres agora unir-te mais intimamente a ele
pelo novo título da profissão religiosa?
O professando responde:
Quero.
E prossegue:
Irmão, queres, para seguir perfeitamente a Cristo,
prometer obediência, estabilidade na comunidade
e conversão dos costumes?
O professando responde:
Quero.
E de novo:
Queres constante e firmemente tender,
pelo caminho estreito e apertado que a Regra mostra,
àquela caridade para com Deus e o próximo,
que, sendo perfeita, expulsa o temor,
e é derramada em nossos corações pelo Espírito?
O professando responde:
Quero.
Nos mosteiros de vida inteiramente contemplativa, é conveniente que o Abade acrescente:
Queres verdadeiramente procurar a Deus
na solidão e no silêncio,
pelo caminho da oração,
em humilde trabalho e na "lectio divina",
em ardorosa penitência e comunhão fraterna?
O professando responde:
Sim, Pai,
com o auxílio da graça de Deus e de vossas orações.
E o Abade:
Deus leve à perfeição o que em ti começou.
Todos os outros respondem:
Amém.
10. Em seguida, o noviço emite a profissão, num dos seguintes modos:
Ou lê a carta que escreveu, segundo a fórmula das Constituições da Ordem ou da Congregação ou do Mosteiro, onde no devido lugar se diz até a morte ou por três anos ou por um ano, e depois a assina e entrega ao Abade.
Ou ajoelha-se diante do Abade e (colocadas as mãos juntas nas mãos dele) diz:
Meu Pai,
eu vos prometo obediência
segundo a Regra de São Bento
e as normas das Constituições
(ou por três anos ou por um ano).
Em ambos os casos, o Abade diz:
Deus te conceda a perseverança.
E todos:
Amém.
Por fim, o Abade dá o ósculo da paz ao Irmão recém-professo.
11. O Abade de pé diz:
Oremos
O professo ajoelha-se no meio.
Após uma oração em silêncio por breve espaço de tempo, o Abade prossegue:
Ó Deus, que a vosso servo N.
que renunciou à vaidade do século
inflamais no desejo da recompensa do chamado do alto,
incuti e infundi em seu coração
a graça da perseverança,
para cumprir com o auxílio de vossa graça
o que prometeu por vosso dom,
e praticando os deveres de sua profissão,
alcance o que vos dignastes prometer
aos que apoiados por vós perseveram.
Por Cristo nosso Senhor.
Ou:
Nós vos suplicamos, Senhor, olhai propício
vosso servo N.
que hoje quer professar a vida monástica,
sob a Regra de São Bento,
fazendo-vos a doação de sua vida.
Concedei, em vossa misericórdia,
que o seu modo de viver
glorifique o vosso nome
e manifeste o mistério da Redenção.
Por Cristo nosso Senhor.
Ou:
Atendei, Senhor, às nossas preces,
e pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria,
Mãe da Igreja,
derramai abundantemente o Espírito divino
sobre vosso servo N.
que chamastes benignamente
ao perfeito seguimento de Cristo,
e o que prometeu por tempo determinado
seja confirmado por uma perpétua consagração.
Por Cristo nosso Senhor.
Todos:
Amém.
12. Concluída a oração, todos se sentam. O professo ajoelha-se aos pés do Abade. Com a ajuda do mestre, o Abade reveste o Irmão recém-professo com o hábito próprio da Ordem, sem nada dizer. No intervalo, se oportuno, canta-se a antífona
Ou:
Ele receberá a bênção do Senhor
e a misericórdia de Deus, seu salvador,
porque esta é a geração dos que buscam o Senhorb.
Ou:
Esta é a geração dos que buscam o Senhor
dos que procuram a face do Deus de Jacóc.
com o Salmo 23, ou outro canto adequado.
13. Terminado o canto, onde for costume, o Abade entrega ao Irmão recém-professo o livro da santa Regra, com estas palavras ou outras semelhantes:
Recebe, Irmão, a Regra de nosso santo Pai São Bento
a fim de que observando-a fielmente atinjas a caridade perfeita.
O professo responde Amém e, tendo recebido o livro, volta ao seu lugar, onde fica de pé entre os Irmãos.
14. Finalmente o abade conclui o rito, dizendo, por exemplo:
V/ O nosso auxílio está no nome do Senhor
R/ Que fez o céu e a terra.
Ou:
V/ Bendigamos o Senhor.
R/ Graças a Deus.
Ou:
O Senhor conduza os nossos corações e nossos corpos
na caridade de Deus e na paciência de Cristo.
R/ Amém.
Ou:
Ao Rei dos séculos, único Deus, imortal e invisível
honra e glória nos séculos dos séculos.
R/ Amém.
15. Se a profissão temporária, cujo lugar próprio é o capítulo, alguma vez se realizar numa Hora do Ofício divino, ou durante a Missa, o rito assim se desenvolve.
Em Laudes ou Vésperas faz-se uma leitura mais longa da Escritura, escolhida dentre as propostas para a Missa no dia da profissão temporária. Depois desta leitura ou na Missa depois do Evangelho, o professando faz a petição como acima, n. 8, e senta-se durante a alocução ou homilia. Terminado o sermão,o professando levanta-se e inicia-se o diálogo entre ele e o Abade. Em seguida, lê a profissão e tudo se faz como supramencionado, nos 9-13, ficando a bênção para o fim da celebração.
Tenha-se o maior cuidado para que nos ritos não haja confusão alguma com a profissão solene, que logo vai ser descrita.
16. Depois da celebração, seja qual for o modo empregado, registra-se a profissão num livro especial onde se anotam diligentemente o dia, o mês e o ano, e assinam em primeiro lugar o abade, depois o professo, e em terceiro lugar duas testemunhas.
RITO DA PROFISSÃO SOLENE
E BÊNÇÃO OU CONSAGRAÇÃO DE UM MONGE
17. Para a realização do rito da profissão, pela qual o Irmão solenemente se entrega para sempre a Deus, é aconselhável escolher um domingo ou uma festa do Senhor, de nossa Senhora ou dos santos que se distinguiram na vida monástica.
18. Celebra-se o rito da profissão solene separado dos outros ritos de profissão.
19. Onde for costume, feita da forma habitual a petição no capítulo, depois da alocução do Abade, o professando, de joelhos diante dele, pronuncia a assim chamada profissão regular de obediência, da seguinte maneira:
O professando, ou se prostra, ou ajoelha-se ou inclina-se profundamente. Em seguida, fica de pé diante do Abade, que o interroga:
O que pedes?
Responde:
A misericórdia de Deus e da Ordem.
Após a exortação, interroga-o novamente o Abade, sobre seu propósito. O professando responde que quer observar tudo e logo ajoelha-se diante do Abade e (colocando as mãos juntas nas mãos dele) diz:
Meu Pai,
prometo a vós e a todos os vossos sucessores legítimos
obediência segundo a Regra de São Bento
até a morte.
O Abade responde:
E Deus te dê a vida eterna.
E todos:
Amém.
No final, o Abade lhe dá o ósculo da paz.
20. A profissão solene com a bênção ou consagração do monge realiza-se durante a Missa, para mostrar que a profissão monástica tem caráter público na Igreja. O celebrante é o Abade do mosteiro.
Como exige a natureza do rito, toda a ação litúrgica deve ser celebrada com a conveniente solenidade, conservada, porém, a bela sobriedade que convém à humildade e simplicidade da nossa Ordem.
21. É conveniente celebrar-se a Missa ritual do dia da profissão perpétua, com paramentos brancos. Na ocorrência de uma solenidade ou de um domingo do Advento, da Quaresma ou da Páscoa, celebra-se a Missa do dia, conservando, se for oportuno, as fórmulas próprias na oração eucarística e na bênção final.
22. Disponha-se tudo de tal sorte que toda a ação litúrgica possa ser seguida por todos. O rito da profissão realiza-se junto do trono ou diante do altar ou nos degraus do presbitério.
Além do necessário para a Missa, preparem-se:
este Ritual de profissão,
a cogula a ser entregue ao novo monge.
Petição
23. Lido o Evangelho, estando todos sentados, o professando é conduzido para diante do Abade que está sentado, com (mitra) e báculo, e ali, de pé, faz a petição.
O Abade o interroga com estas palavras ou outras semelhantes:
O que pedes?
Responde com estas palavras ou outras semelhantes:
A misericórdia de Deus e da Ordem.
Ou:
Pelo Espírito chamado a seguir o Cristo na vida monástica,
em vosso meio aprendi
como se procura verdadeiramente a Deus
tanto na comunidade fraterna quanto na oração.
Hoje, após longa deliberação,
desejando abraçar a vossa vida,
peço-vos humildemente, meu Pai,
permitir-me emitir a profissão perpétua
para o louvor de Deus e o serviço à Igreja.
O Abade acrescenta:
Deus, que começou em ti a boa obra,
a complete até o dia de Cristo Jesus.
Todos:
Amém.
Então o professando ocupa o seu lugar e o Abade, a não ser que se prefira de outro modo, sentado, com (mitra e) báculo, faz a homilia, na qual oportunamente expõe as leituras bíblicas, ou o dom e o ofício da profissão religiosa monástica.
Interrogações
24. Após a homilia, o Abade pode interrogar o professando de modo mais simples, dizendo:
Queres, Irmão, seguir a Cristo, guiado pelo Evangelho,
pelo caminho estreito e apertado
que a tradição da Ordem mostra,
prometendo estabilidade, conversão dos costumes
e obediência segundo a Regra de nosso Pai São Bento?
O professando responde:
Sim, meu Pai,
com a graça de Deus e o auxílio de vossas preces.
Ou também o Abade pode interrogá-lo deste modo mais longo:
Irmão caríssimo,
pelo batismo morreste para o pecado
e foste consagrado ao Senhor,
queres agora, pela profissão perpétua,
ser consagrado mais intimamente a Deus?
O professando responde:
Quero.
O Abade:
Queres, Irmão, seguir a Cristo, guiado pelo Evangelho,
pelo caminho estreito e apertado
que a tradição da Ordem mostra,
prometendo estabilidade, conversão dos costumes
e obediência segundo a Regra de nosso Pai São Bento?
O professando responde:
Quero.
O Abade:
Queres, com o socorro propiciado
pelo dom do Espírito Santo
constante e firmemente tender
àquela caridade para com Deus e o próximo
que, sendo perfeita, expulsa o temor?
O professando responde:
Quero.
Nos mosteiros de vida inteiramente contemplativa convém que o Abade acrescente:
Queres viver somente para Deus
na solidão e no silêncio,
na constância da oração e em ardorosa penitência,
na humildade do trabalho e na prática das boas obras?
O professando responde:
Sim, meu Pai,
com a graça de Deus e o auxílio de vossas orações.
Preces dos fiéis
Em seguida o Abade convida que se façam as preces:
Meus Irmãos,
oremos para que o Pai todo-poderoso,
derrame suas bênçãos
sobre este seu servo, nosso irmão N..
Ele o chamou para seguir a Cristo mais de perto.
que em sua bondade
o confirme no santo propósitod.
Dito isso, todos oram em silêncio ou cantam-se as Ladainhas subseqüentes.
26. Se forem cantadas as Ladainhas, à advertência do diácono Ajoelhemo-nos , imediatamente todos se ajoelham. No tempo pascal, porém, e nos domingos, omitida a advertência do diácono, o professando se ajoelha, enquanto os demais ficam de pé.
Os cantores entoam as Ladainhas do rito de profissão religiosa, a que todos respondem. Nas Ladainhas, pode-se omitir uma das súplicas assinaladas com a mesma letra. No lugar conveniente podem-se inserir invocações de santos venerados pelo próprio mosteiro, bem como o patrono do professando. Escolhem-se livremente as petições finais e é permitido acrescentar outras.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
Santos Anjos de Deus, rogai por nós.
São João Batista, rogai por nós.
São José rogai por nós.
São Pedro e São Paulo, rogai por nós.
São João, rogai por nós.
Santa Maria Madalena, rogai por nós.
Santo Estêvão e Lourenço, rogai por nós.
Santa Inês, rogai por nós.
São Basílio, rogai por nós.
Santo Agostinho, rogai por nós.
Santo Antão, rogai por nós.
São Pacômio, rogai por nós.
Nosso Pai São Bento, rogai por nós.
Santos Roberto, Alberico e Estêvão, rogai por nós.
São Bernardo, rogai por nós.
São Francisco e Domingos, rogai por nós.
Santo Inácio de Loyola, rogai por nós.
São Vicente de Paulo rogai por nós.
São João Bosco, rogai por nós.
Santa Escolástica, rogai por nós.
Santa Lutgarda, rogai por nós.
Santa Catarina de Sena, rogai por nós.
Santa Teresa de Jesus, rogai por nós.
Beata Maria Gabriela, rogai por nós.
Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós.
Sede-nos propício, ouvi-nos, Senhor.
Para que nos livreis de todo mal, ouvi-nos, Senhor.
Para que nos livreis de todo pecado, ouvi-nos, Senhor.
Para que nos livreis da morte eterna, ouvi-nos, Senhor.
Pela vossa encarnação, ouvi-nos, Senhor.
Pela vossa morte e ressurreição, ouvi-nos, Senhor.
Pela efusão do Espírito Santo, ouvi-nos, Senhor.
Apesar de nossos pecados, ouvi-nos, Senhor.
a. Para que vos digneis enriquecer
a vida da Igreja
com a oblação e o apostolado
desse vosso servo, ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que vos digneis aumentar
os dons do Espírito Santo
em vosso servo o Papa N.
e nos outros Bispos, ouvi-nos, Senhor.
ouvi-nos, Senhor.
b. Para que vos digneis fazer que a vida
e a ação dos religiosos
concorram para o progresso
da família humana, ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que vos digneis levar
todos os homens
à plenitude da vida cristã, ouvi-nos, Senhor.
c. Para que vos digneis conservar
e aumentar a caridade de Cristo
e o espírito dos fundadores
em todas as famílias religiosas, ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que vos digneis associar
mais plenamente à obra da Redenção
os que abraçaram os conselhos evangélicos,
ouvi-nos, Senhor.
d. Para que vos digneis visitar e consolar
nossas casas e todos os que nelas habitam,
ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que nos digneis instruir-nos
na disciplina regular,
ouvi-nos, Senhor.
e. Para que vos digneis abençoar
os pais que vos ofereceram
este seu filho, vosso servo
ouvi-nos, Senhor.
f. Para que vos digneis fazer este vosso servo
cada vez mais conforme ao Cristo,
primogênito de muitos irmãos, ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que vos digneis conceder a este vosso servo
a virtude da perseverança, ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que vos digneis abençoar e santificar
este vosso servo, nosso Irmão,
nesta escola de vosso serviço, ouvi-nos, Senhor.
Jesus, Filho do Deus vivo, ouvi-nos, Senhor
Cristo, ouvi-nos.
Cristo ouvi-nos.
Cristo, atendei-nos.
Cristo, atendei-nos.
27. Após a oração silenciosa ou após as Ladainhas, o Abade de pé, com as mãos estendidas, diz:
Atendei, ó Deus, as preces do vosso povo
e preparai pela vossa graça
o coração deste vosso servo, nosso Irmão N.,
que vos será consagrado.
Que o Espírito Santo o purifique
e acenda nele o vosso amor.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amém.
Exceto no domingo e no tempo pascal, o diácono diz Levantai-vos e todos se levantam.
Profissão
28. O Abade senta-se e recebe a (mitra e) o báculoe. O professando fica de pé no degrau diante do Abade e lê a carta que escreveu segundo a fórmula das Constituições ou da Ordem, ou da Congregação, ou do Mosteirof.
Em seguida vai ao altar, onde depõe a carta de profissão e assina-a no próprio altar. Beija-o e volta ao meio. Então levanta-se o Abade (sem mitra) e todos igualmente se levantam.
29. O professo de pé, como antes, diante dos degraus, canta por três vezes o versículo:
Recebei-me, Senhor,
segundo a vossa palavra e terei a vida.
Não seja confundida a minha esperança.
O professo faz uma vênia, com as mãos e os joelhos no chão, cada vez que o terminar.
A comunidade repete por três vezes o versículo, acrescentando no fim da última repetição o Glória ao Pai.
Bênção Solene, ou Consagração do Professo
30. Então o professo humilha-se, prostrando-se de joelhos aos pés do Abade e de todos os Irmãos professos solenes, dizendo a cada um:
Reza por mim, meu Pai ( Irmão).
Todos o abraçam e respondem, com estas palavras ou outras semelhantes:
O Senhor esteja contigo.
Ou:
O Senhor guarde tua entrada e tua saída.
No final, volta para diante do Abade, e prostra-se inteiramente.
No intervalo canta-se o Salmo 50 Tende piedade, ó meu Deus, ou outro Salmo ou canto adequado.
Este rito é omitido aqui se for oportuno que o recém-professo, tendo recebido a cogula, seja admitido ao ósculo da paz ( infra, n. 33).
31. Terminado o canto, o Abade entrega o báculo (e a mitra) e de pé, com as mãos estendidas sobre o professo inteiramente prostrado, diz uma das seguintes orações. Se for oportuno, podem-se omitir as palavras entre parêntesis.
Ou:
Ó Deus, que além de tudo criar por vosso Filho,
rejuvenescestes, por sua Encarnação,
o mundo envelhecido pelo pecado,
olhai com bondade,
pela graça do mesmo Senhor nosso,
vosso servo N.,
que renuncia à vida secular.
Renovado, assim, em seu espírito,
ele se despoje do velho homem com seus atos,
e possa revestir-se do novo,
criado segundo Deus.
Por Cristo Senhor nosso.
Todos:
Amém.
Senhor Jesus Cristo,
caminho sem o qual ninguém vai ao Pai,
libertai de toda concupiscência
vosso servo N.
e guiai os seus passos na ciência da vida monástica.
Chamando os pecadores, dissestes:
"Vinde a mim todos os que estais cansados
sob o peso do vosso fardo
e eu vos darei alívio".
Fazei que o vosso convite
nele ressoe de tal modo
que, depondo o fardo dos pecados
e saboreando a vossa doçura,
seja sustentado por vós.
Como vos dignastes conhecer vossas ovelhas:
reconhecei-o também entre elas,
para que ele igualmente vos reconheça.
Somente a vós ele siga,
e não escute outras vozes,
senão a vossa, quando dizeis:
"Quem me serve, me siga".
Vós que viveis e reinais para sempre.
Todos:
Amém.
Ó Espírito Santo,
que Deus e Senhor vos revelastes aos mortais,
Vós que soprais onde quereis,
concedei a vosso servo N.
o amor da sua consagração.
Vossa sabedoria o criou
vossa providência o conduza.
Vossa graça o acompanhe,
vossa unção tudo lhe ensine.
E pela intercessão da santa Mãe de Deus,
a sempre Virgem Maria,
de nosso Pai São Bento,
que fizestes legislador da vida monástica,
(e de todos os outros Santos,
que ele toma como testemunhas de sua petição)
livrai-o da sedução do mundo.
Sois o perdão de todos os pecados,
nele rompei os vínculos do mal;
fazei que se empenhe com ardor
em cumprir o seu propósito
e possa assim, nas tribulações e angústias,
receber de vós alento e consolo.
Vivendo com justiça e piedade
e firmado no amor fraterno
pela humildade e obediência,
cumpra com perseverança
o que, pela vossa graça, hoje promete.
Concedei-lhe tudo isso,
vós que, com Deus Pai
e seu Filho unigênito,
nosso Senhor Jesus Cristo,
sois Deus vivo e glorioso
pelos séculos sem fim.
Todos:
Amém.
Ou:
Ó Deus, fonte de toda santidade
amastes de tal modo o homem que criastes,
que lhe destes participar da vossa natureza;
e este plano do vosso amor
nem a culpa de Adão destruiu,
nem o pecado do mundo alterou.
Pois já no princípio dos tempos
nos destes no justo Abel
um modelo de santidade.
Depois, fizestes surgir
no meio do povo eleito
homens e mulheres santos,
entre as quais fulgura a santíssima Virgem Maria,
Filha de Sião,
em cujo seio se fez homem
o vosso Filho e Salvador do mundo,
Jesus Cristo, Senhor nosso.
Modelo de toda a santidade,
ele se fez pobre para enriquecer-nos
e tornou-se escravo para libertar-nos.
Em seu inefável amor
redimiu o mundo
pelo mistério da Páscoa;
e enviou o Espírito Santo
para santificar sua Igreja.
Pelo mesmo Espírito,
atraístes inumeráveis filhos
para seguirem o Cristo.
Cativados pelo amor
eles tudo deixaram,
e unidos a vós de todo o coração,
puseram-se a serviço dos irmãos.
Olhai agora, ó Pai, este vosso servo
que na vossa providência chamastes
e infundi-lhe o Espírito de santidade.
Possa cumprir com fidelidade
o que com alegria prometeu.
Tenha ante os olhos o exemplo do Mestre
e o imite com perseverança.
(Seja íntegro na castidade,
feliz na pobreza,
generoso na obediência.
Agrade-vos pela humildade,
de coração aberto vos sirva
e se una a vós com ardente amor
Seja paciente nas provações,
firme na fé,
alegre a esperança,
ativo na caridade ).
Por sua vida edifique a Igreja,
promova a salvação do mundo
e seja um sinal transparente
dos bens da eternidade.
Pai santo, sede para este vosso servo
proteção e guia;
e, no tribunal do vosso Filho,
a esperada recompensa
pela fidelidade à vocação.
Assim confirmado no vosso amor,
goze do convívio dos santos
e com eles vos glorifique para sempre.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santog.
Todos:
Amém.
Ou:
Ó Deus, santificador da vossa Igreja,
toda criatura deve louvar-vos.
No início dos tempos,
criastes o universo cheio de beleza;
e ao mundo caído pelo pecado de Adão,
prometestes um novo céu e uma nova terra.
Confiastes o mundo aos homens
para que o fecundassem com o trabalho,
e percorrendo os seus caminhos
chegassem à cidade celeste.
Aos vossos filhos que abraçaram a fé
e reunistes na santa Igreja,
distribuís diferentes dons da vossa graça:
a uns chamais para vos servir em casto matrimônio;
a outros pedis que renunciem às núpcias
por causa do reino dos céus,
e partilhem todos os bens com os irmãos,
vivendo em tão grande caridade,
que se tornem um só coração,
imagem da comunidade eterna.
Agora, ó Pai, nós vos pedimos:
enviai o Espírito Santo
sobre este vosso servo
que respondeu com firme confiança
ao apelo do Cristo.
Dai-lhe firmeza de ânimo
e orientai pelo Evangelho sua vida.
Abrasado de fraterno amor,
dedique-se com zelo a todos os homens
para que seja um sinal eloqüente
de que sois o Deus verdadeiro
e quereis a todos com amor sem limite.
Fazei, ó Pai, que sustentando com coragem
as lutas desta vida,
receba desde agora
o cêntuplo prometido
e alcance por fim
a palma da glória eterna.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santoh.
Todos:
Amém.
Entrega da cogula
32. Terminada a bênção, levanta-se o novo monge e aproxima-se do Abade que, depois de retirar-lhe a capa, reveste-o da cogula, sem nada dizer, ou proferindo estas palavras ou outras semelhantes:
O Senhor te revista do homem novo,
que segundo Deus foi criado
na justiça e na santidade da verdade:
e o ministério que se manifesta em nós exteriormente
por esta veste realize-se interiormente
por dom do Espírito Santo.
Ou:
Eis que nosso Irmão N.,
agora recebe esta veste,
determinada por nossos santos Pais
para uso dos que renunciam ao mundo,
como sinal de inocência e humildade.
O Filho de Deus
que se dignou revestir-se de nossa mortalidade
revista de si mesmo nosso Irmão.
Ele que vive e reina para sempre.
Todos:
Amém.
33. Onde houver o costume e for oportuno (Cf. supra no 30), o Abade e os Irmãos da comunidade então admitem o recém-professo ao ósculo da paz, enquanto se canta a antífona:
Eis como é bom e alegre
habitarem juntos os irmãos.
com o salmo 132 ou outro canto adequadoi.
34. Em seguida, o recém-professo toma seu lugar no coro e o Abade volta ao trono e a Missa continua. Diz-se o Credo, conforme as rubricas. Omitem-se as Preces dos fiéis quando se cantaram as Ladainhas.
Na Prece eucarística, oportunamente se comemora a consagração do professo, segundo as fórmulas do Missal para a Missa no dia da profissão perpétua. Terminada a oração depois da comunhão, antes da despedida, o Abade pode conceder ao monge recém-professo uma bênção, das que o Missal propõe como facultativas para esta Missa.
35. Após a despedida, o Abade retira do altar a carta de profissão, que leva com reverência até a sacristia, onde a entrega para ser guardada no arquivo.
Depois, registra-se a profissão no livro especial no qual se anotam o dia, o mês e o ano com todo cuidado, e assinam em primeiro lugar o Abade, no segundo o monge que a emitiu, em terceiro, as testemunhas. O mesmo se faz depois da assinatura da carta que o Irmão leu na profissão. Em seguida, o Abade notifica a emissão da profissão solene ao pároco do lugar em que o recém-professo recebeu o batismo.
RITO DE UMA NOVA ESTABILIDADE
36. Quando um monge passa de um mosteiro "sui iuris" a outro mosteiro "sui iuris" da Família cisterciense, ou da Família beneditina, preenchidos os requisitos jurídicos, realiza-se o rito seguinte.
37. Onde for costume, primeiro faz-se a petição e a promessa de obediência no capítulo. O monge recebido vem ao meio e prostra-se ou ajoelha-se ou inclina-se profundamente. Em seguida, fica de pé diante do Abade, que o interroga:
O que pedes?
Responde:
A misericórdia de Deus e a vossa.
Tendo recebido a ordem e advertência de levantar-se, ajoelha-se diante do Abade e (colocando as mãos juntas nas mãos dele) diz:
Meu Pai,
prometo a vós e a vossos sucessores legítimos
obediência segundo a Regra de São Bento
até a morte.
E o Abade:
E Deus te conceda a vida eterna.
Todos os outros respondem:
Amém.
Então o Abade lhe dá o ósculo da paz.
38. Convém que o Abade celebre nesta ocasião. Depois do Evangelho e a homilia, estando todos de pé, o monge que foi recebido aproxima-se do altar e lê a carta da nova estabilidade da maneira seguinte:
Eu, Irmão N.N.,
monge ( ou converso)
(ou da Congregação N. ) da Ordem Cisterciense
(ou da Estrita Observância),
prometo estabilidade
segundo a Regra de São Bento, Abade,
diante de Deus e de todos os Santos
(cujas relíquias aqui se conservam),
neste lugar denominado N.,
da (mesma) Ordem (...),
na presença de Dom N.N.,
Abade (Prior) do mesmo mosteiro. k
Se monge recebido vem da Ordem monástica beneditina, diz:
Eu, Irmão N.N.,
monge da Ordem de São Bento
prometo estabilidade
segundo a Regra de São Bento, Abade,
diante de Deus e de todos os Santos
(cujas relíquias aqui se conservam),
neste lugar denominado N.,
(ou da Congregação N. ) da Ordem Cisterciense
(ou da Estrita Observância),
na presença de Dom N.N.,
Abade (Prior) do mesmo mosteiro.k
Lida a carta, ele a assina e entrega ao Abade.
39. Em seguida o Abade e os irmãos da comunidade admitem o monge novamente estabilizado ao ósculo da paz, enquanto o coro canta Onde o amor e a caridade, Deus aí está, ou o Salmo 132 Vinde e vede como é bom, ou outro canto apropriado. Terminado este, o monge volta a seu lugar e o Abade continua a Missa, que o mesmo monge recentemente estabilizado, se for sacerdote, pode concelebrar como os outros monges sacerdotes.
40. Depois registra-se o ato como de costume, e faz-se um instrumento que é assinado pelo Superior, o professo e as testemunhas. Um exemplar autêntico deste instrumento é enviado quanto antes ao mosteiro de onde saiu o monge novamente estabilizado.
RITO DA RECEPÇÃO DE NOVIÇAS
1. No dia em que começa o noviciado canônico convém realizar-se um rito para impetrar a graça de Deus, que ilustre a natureza da vida monástica e a índole de nossa Ordem; seja simples, sóbrio, reservado exclusivamente à comunidade das Irmãs e por conseguinte é melhor escolher para isso a sala capitular; não é permitido realizá-lo durante a Missa.
Embora sejam da competência de cada comunidade os particulares do rito, este aqui vai descrito com os elementos recebidos de nossa tradição ou propostos pela Igreja romana depois do concílio Vaticano II.
2. Deve-se evitar nos textos do rito tudo que pareça limitar a liberdade das noviços ou encobrir o verdadeiro sentido do noviciado como tempo de experiência.
Onde for costume, pode-se colocar o báculo junto da cadeira abacial.
3. Reunidas as Irmãs na sala capitular e dito o versículo: "O auxílio divino permaneça sempre conosco" ou um outro, todos se sentam. A postulante vai ao meio da sala e prostra-se, ou ajoelha-se, ou inclina-se profundamente. Em seguida, põe-se de pé diante da Abadessa que a interroga com estas palavras ou outras semelhantes:
O que pedes?
A postulante responde:
A misericórdia de Deus e da Ordem.
ou palavras semelhantes, por exemplo:
Desejo experimentar o modo de vida
da vossa comunidade monástica,
para que me ajudeis a ver se minha vocação é autêntica
e possa ser recebida nesta família cisterciense
a fim de seguir o Cristo mais de perto.
Ou, se aprouver, omitida a interrogação, a postulante volta-se para a Abadessa e a comunidade, e diz:
Impelida pela misericórdia de Deus
venho experimentar vosso estilo de vida monástica;
ensinai-me, peço-vos, o seguimento de Cristo,
guiada pelo Evangelho,
segundo a Regra de S. Bento e as tradições cistercienses.
Ou profere palavras semelhantes, espontaneamente.
A Abadessa responde com estas palavras ou outras equivalentes:
O Senhor te auxilie.
4. Lê-se então o texto escolhido da Regra de nosso Pai São Bento (do Prólogo ou um outro); a própria Abadessa expõe à postulante a natureza e índole de nossa vida e no fim a interroga sobre seu propósito, por exemplo:
Estás disposta a seguir mais perfeitamente a Cristo,
guiada pelo Evangelho,
e de acordo com o caminho que mostra a santa Regra?
Ou:
Estás disposta a militar no mosteiro com as Irmãs
sob a Regra e a Abadessa, a fim de que,
no seguimento de Cristo, possas alcançar a perfeição da fé,
da esperança e da caridade?
A postulante responde com estas palavras ou outras semelhantes:
Com o auxílio da graça de Deus, espero e desejo
militar nas fileiras de Cristo Senhor, verdadeiro Rei.
A Abadessa diz então, por exemplo:
Deus leve à perfeição que em ti começou.
Ou:
O Senhor Deus, cheio de misericórdia,
te favoreça com sua graça
e o Mestre divino te conceda sua luz.
Todas:
Amém.
A noviça então diante da Abadessa, ajoelha-se no meio e, onde houver o costume, a Abadessa pode dar-lhe o nome novo, explicando as razões de tal mudança.
As Irmãs se levantam e a Abadessa diz, por exemplo:
Irmãs, São Bento nos exorta em sua Regra
a que "ao se iniciar qualquer boa obra
se ore com instantíssima prece que ele a termine".
Todas juntas peçamos
que em sua bondade ele conceda a nossa irmã N.
o que à natureza parecer menos fácil.
Todos brevemente rezam em silêncio e a Abadessa acrescenta a coleta, na qual profere o nome recebido no batismo ou, onde for costume, o nome novo.
Assisti, Senhor, as nossas preces,
em favor de vossa serva N. , que recebemos em vosso nome:
a fim de que, por vosso dom,
mereça perseverar com devotamento em vossa Igreja
e alcançar a vida eterna.
Por Cristo nosso Senhor.
Ou:
Ó Deus, fonte de toda vocação,
fazei que, em união com esta nossa Irmã, N.,,
que deseja seguir o vosso Filho na vida monástica,
busquemos a vossa vontade,
e realizemos assim o que desejais para ela.
Por Cristo nosso Senhora.
Todas:
Amém.
6. A Abadessa entrega à noviça o hábito próprio, segundo as Constituições, como sinal da conversão, enquanto a comunidade canta um salmo ou cântico de louvor adequado ou um hino ou responso.
Finalmente a Abadessa conclui o rito, dizendo, por exemplo:
V/ O nosso auxílio está no nome do Senhor.
R/ Que fez o céu e a terra.
Ou:
V/ Bendigamos o Senhor.
R/ Graças a Deus.
Ou:
O Senhor conduza os nossos corações e nossos corpos
na caridade de Deus e na paciência de Cristo.
R/ Amém.
Ou:
Ao Rei dos séculos, único Deus, imortal e invisível,
honra e glória pelos séculos dos séculos.
R/ Amém.
RITO DA PROFISÃO TEMPORÁRIA
7. O rito da profissão temporária realiza-se habitualmente na sala capitular; por motivo razoável, pode ser na igreja, numa Hora do Ofício divino ou durante a Missa.
8. Reunidas as irmãs na sala capitular e dito o versículo O auxílio divino permaneça sempre conosco ou um outro, todas se sentam. A professanda vai ao meio, prostra-se ou ajoelha-se ou inclina-se profundamente diante da Abadessa que a interroga com estas palavras ou outras semelhantes:
O que pedes?
Responde:
A misericórdia de Deus e da Ordem.
ou com palavras semelhantes, por exemplo:
Eu, Irmã N., humildemente, ó Mãe, vos suplico
que possa consagrar-me a Deus e ao seu reino,
emitindo a santa profissão nesta família N.,
(ou da Congregação N. ) da Ordem Cisterciense
(ou da Estrita Observância).
A Abadessa e Irmãs respondem:
Graças a Deus
ou de outra forma adequada.
9. Após a leitura escolhida da santa Regra e da exortação, a Abadessa interroga a professanda sobre seu propósito. Para tal fim, pode interrogá-la mais estritamente com estas palavras ou outras semelhantes:
Caríssima Irmã,
já foste consagrada a Deus pela água e o Espírito Santo; queres agora unir-te mais intimamente a ele
pelo novo título da profissão religiosa?
A professanda responde:
Quero.
Irmã, queres para seguir perfeitamente a Cristo
prometer obediência, estabilidade na comunidade
e conversão dos costumes?
A professanda responde:
Quero.
Queres constante e firmemente tender,
pelo caminho estreito e apertado que a Regra mostra,
àquela caridade para com Deus e o próximo,
que, sendo perfeita, expulsa o temor,
e é derramada em nossos corações pelo Espírito?
A professanda responde:
Quero.
Nos mosteiros de vida inteiramente contemplativa é conveniente que a Abadessa acrescente:
Queres verdadeiramente procurar a Deus
na solidão e no silêncio, pelo caminho da oração,
em humilde trabalho e na "lectio divina",
em ardorosa penitência e comunhão fraterna?
A professanda responde:
Sim, minha Mãe,
com o auxílio da graça de Deus e de vossas orações.
E a Abadessa:
Deus leve à perfeição o que em ti começou.
Todas as outras respondem:
Amém.
Em seguida, a noviça emite a profissão, num dos seguintes modos:
Ou lê a carta que escreveu, conforme a fórmula das Constituições da Ordem ou da Congregação ou do Mosteiro, onde no devido lugar se diz até a morte ou por três anos ou por um ano, e depois a assina e entrega à Abadessa.
Ou ajoelha-se diante da Abadessa e (colocadas as mãos juntas nas mãos dela) diz:
Minha Mãe,
eu vos prometo obediência
segundo a Regra de São Bento
e as normas das Constituições
(ou por três anos ou por um ano).
Em ambos os casos, a Abadessa diz:
Deus te conceda a perseverança.
E todas:
Amém.
Por fim, a Abadessa dá o ósculo da paz à Irmã recém-professa.
11. A Abadessa de pé diz:
Oremos
A professa ajoelha-se no meio.
Após uma oração em silêncio por breve espaço de tempo, a Abadessa prossegue:
Ó Deus, que a vossa serva N.
que renunciou à vaidade do século
inflamais no desejo da recompensa do chamado do alto,
incuti e infundi em seu coração
a graça da perseverança,
para cumprir com o auxílio de vossa graça
o que prometeu por vosso dom,
e praticando os deveres de sua profissão,
alcance o que vos dignastes prometer
aos que apoiados por vós perseveram.
Por Cristo nosso Senhor.
Ou:
Nós vos suplicamos, Senhor, olhai propício
vossa serva N.
que hoje quer professar a vida monástica,
sob a Regra de São Bento,
fazendo-vos a doação de sua vida.
Concedei, em vossa misericórdia,
que o seu modo de viver
glorifique o vosso nome
e colabore para a salvação do povo.
Por Cristo nosso Senhor.
Ou:
Atendei, Senhor, às nossas preces,
e pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria,
Mãe da Igreja, derramai abundantemente
o Espírito divino sobre vossa serva N.
que chamastes benignamente
ao perfeito seguimento de Cristo,
e o que prometeu por tempo determinado
seja confirmado por uma perpétua consagração.
Por Cristo nosso Senhor.
Todas:
Amém.
12. Concluída a oração, todas se sentam. A professa ajoelha-se aos pés da Abadessa. Com a ajuda da mestra, a Abadessa reveste a Irmã recém-professa com o hábito próprio da Ordem, sem nada dizer. No intervalo, se oportuno, canta-se a antífona
Procurei aquele a quem ama a minha alma.
com o Salmo 44 ou outro canto adaptadob.
13. Terminado o canto, onde for costume, a Abadessa entrega à Irmã recém-professa o livro da santa Regra, com estas palavras ou outras semelhantes:
Recebe, Irmã, a Regra de nosso santo Pai São Bento
a fim de que observando-a fielmente
atinjas a caridade perfeita.
A professa responde Amém e, tendo recebido o livro, volta ao seu lugar, onde fica de pé entre as Irmãs.
14. Finalmente a Abadessa conclui o rito, dizendo, por exemplo:
V/ O nosso auxílio está no nome do Senhor
R/ Que fez o céu e a terra.
Ou:
R. Bendigamos o Senhor.
V. Graças a Deus.
Ou:
O Senhor conduza os nossos corações e nossos corpos
na caridade de Deus e na paciência de Cristo. R. Amém.
Ou:
Ao Rei dos séculos, único Deus, imortal e invisível
honra e glória nos séculos dos séculos. R. Amém.
15. Se a profissão temporária, cujo lugar próprio é o capítulo, alguma vez se realizar numa Hora do Ofício divino, ou durante a Missa, o rito assim se desenvolve.
Em Laudes ou Vésperas faz-se uma leitura mais longa da escritura, escolhida dentre as propostas para a Missa no dia da profissão temporária. Depois desta leitura ou na Missa depois do Evangelho, a Abadessa vai à cadeira preparada para si em lugar próprio no presbitério. A professanda faz a petição como acima, n. 8, e senta-se durante a alocução ou homilia. Terminado o sermão, a professanda levanta-se e inicia-se o diálogo entre ela e a Abadessa. Em seguida, lê a profissão e tudo se faz como supramencionado, nn. 9-13, ficando a bênção para o fim da celebração.
Todas as vezes em que a profissão se realizar na Missa, cabe ao Sacerdote celebrante a homilia assim como a oração do n. 11. o restante compete à Abadessa.
Tenha-se o maior cuidado para que nos ritos não haja confusão alguma com a profissão solene, que logo vai ser descrita.
16. Depois da celebração, seja qual for o modo empregado, registra-se a profissão num livro especial onde se anotam diligentemente o dia, o mês e o ano, e assinam em primeiro lugar a abadessa, depois a professa, e em terceiro lugar duas testemunhas.
RITO DA PROFISSÃO SOLENE
E BÊNÇÃO OU CONSAGRAÇÃO DE UMA MONJA
17. Para a realização do rito da profissão, pela qual a Irmã solenemente se entrega para sempre ao serviço de Deus, é aconselhável escolher um domingo ou uma festa do Senhor, de nossa Senhora ou dos santos que se distinguiram na vida monástica.
18. Celebra-se o rito da profissão solene separado dos outros ritos de profissão.
19. Onde for costume, feita da forma habitual a petição no capítulo, depois da alocução da Abadessa, a professanda, de joelhos diante dela, pronuncia a assim chamada profissão regular de obediência, da seguinte maneira:
A professanda, ou se prostra, ou ajoelha-se ou inclina-se profundamente. Em seguida, fica de pé diante da Abadessa, que a interroga:
O que pedes?
Responde:
A misericórdia de Deus e da Ordem.
Após a exortação, interroga-a novamente a Abadessa, sobre seu propósito. A professanda responde que quer observar tudo e logo ajoelha-se diante da Abadessa e (colocando as mãos juntas nas mãos dela) diz:
Minha Mãe,
prometo a vós e a vossas sucessoras legítimas
obediência segundo a Regra de São Bento
até a morte.
A Abadessa responde:
E Deus te dê a vida eterna.
E todos:
Amém.
No final, a Abadessa lhe dá o ósculo da paz.
20. A profissão solene com a bênção ou consagração da monja realiza-se durante a Missa, para mostrar que a profissão monástica tem caráter público na Igreja. O celebrante é o Padre Abade Imediatoc, ou, por sua delegação, o Bispo da diocese.
Como exige a natureza do rito, toda a ação litúrgica deve ser celebrada com a conveniente solenidade, conservada, porém, a bela sobriedade que convém à humildade e simplicidade de nossa Ordem.
21. É conveniente celebrar-se a Missa ritual no dia da profissão perpétua, com paramentos brancos. Na ocorrência de uma solenidade ou de um domingo do Advento, da Quaresma ou da Páscoa, celebra-se a Missa do dia, conservando, se for oportuno, as fórmulas próprias na oração eucarística e na bênção final.
22. Disponha-se tudo de tal sorte que toda a ação litúrgica possa ser seguida por todos. Conforme a disposição do lugar, prepara-se no presbitério em lugar oportuno uma cadeira para a Abadessad. O rito da profissão realiza-se junto da cadeira ou diante do altar ou nos degraus do presbitério.
Além do necessário para a Missa, preparem-se:
este Ritual de profissão,
a cogula a ser entregue à nova monja,
o véu preto a ser imposto à nova monja.
Petição
23. Lido o Evangelho, estando todos sentados, A professanda é conduzida para diante da Abadessa que está sentada com o báculo e ali, de pé, faz a petição.
A Abadessa a interroga com estas palavras ou outras semelhantes:
O que pedes?
Responde com estas palavras ou outras semelhantes:
A misericórdia de Deus e da Ordem.
Ou:
Pelo Espírito chamada a seguir o Cristo na vida monástica,
em vosso meio aprendi
como se procura verdadeiramente a Deus
tanto na comunidade fraterna quanto na oração.
Hoje, após longa deliberação,
desejando abraçar a vossa vida,
peço-vos humildemente, minha Mãe,
permitir-me emitir a profissão perpétua
para o louvor de Deus e o serviço à Igreja.
A Abadessa acrescenta:
Deus, que começou em ti a boa obra,
a complete até o dia de Cristo Jesus.
Todos:
Amém.
Então a professanda ocupa o seu lugar e na homilia o Sacerdote oportunamente expõe as leituras bíblicas, ou o dom e o ofício da profissão religiosa monástica.
Interrogações
24. Após a homilia, o Sacerdote pode interrogar a professanda de modo mais simples, dizendo:
Queres, Irmã, seguir a Cristo,
guiada pelo Evangelho,
pelo caminho estreito e apertado
que a tradição da Ordem mostra,
prometendo estabilidade e conversão dos costumes
e obediência segundo a Regra de nosso Pai São Bento?
A professanda responde:
Sim, meu Pai,
com a graça de Deus e o auxílio de vossas preces.
Ou também o Sacerdote pode interrogá-la deste modo mais longo:
Irmã caríssima,
pelo batismo morreste para o pecado
e foste consagrada ao Semhor,
queres agora, pela profissão perpétua,
ser consagrada mais intimamente a Deus?
A professanda responde:
Quero.
O Sacerdote:
Queres, Irmã, seguir a Cristo,
guiada pelo Evangelho,
pelo caminho estreito e apertado
que a tradição da Ordem mostra,
prometendo estabilidade e conversão dos costumes
e obediência segundo a Regra de nosso Pai São Bento?
A professanda responde:
Quero.
O Sacerdote:
Queres, com o socorro propiciado
pelo dom do Espírito Santo,
constante e firmemente tender
àquela caridade para com Deus e o próximo
que, sendo perfeita, expulsa o temor?
A professanda responde:
Quero.
Nos mosteiros de vida inteiramente contemplativa convém que o Sacerdote acrescente:
Queres viver somente para Deus
na solidão e no silêncio,
na constância da oração e em ardorosa penitência,
na humildade do trabalho
e na prática das boas obras?
A professanda responde:
Sim, meu Pai,
com a graça de Deus e o auxílio de vossas orações.
Preces dos fiéis
Em seguida o Sacerdote convida que se façam as preces:
Premos, queridos irmãos,
a Deus Pai,
de quem procedem todos os bens,
para que confirme o propósito
que na sua bondade
inspirou a esta sua serva, nossa Irmã N.e.
Dito isso, todos oram em silêncio ou cantam-se as Ladainhas subseqüentes.
26. Se forem cantadas as Ladainhas, à advertência do diácono Ajoelhemo-nos, imediatamente todos se ajoelham. No tempo pascal, porém, e nos domingos, omitida a advertência do diácono, a professanda se ajoelha, enquanto os demais ficam de pé.
As cantoras entoam as Ladainhas do rito de profissão religiosa, a que todos respondem. Nas Ladainhas, pode-se omitir uma das súplicas assinaladas com a mesma letra. No lugar conveniente podem-se inserir invocações de santos venerados pelo próprio mosteiro, bem como a patrona da professanda. Escolhem-se livremente as petições finais e é permitido acrescentar outras.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
Santos Anjos de Deus, rogai por nós.
São João Batista, rogai por nós.
São José rogai por nós.
São Pedro e São Paulo, rogai por nós.
São João, rogai por nós.
Santa Maria Madalena, rogai por nós.
Santo Estêvão e Lourenço, rogai por nós.
Santa Inês, rogai por nós.
São Basílio, rogai por nós.
Santo Agostinho, rogai por nós.
Santo Antão, rogai por nós.
São Pacômio, rogai por nós.
Nosso Pai São Bento, rogai por nós.
Santos Roberto, Alberico e Estêvão, rogai por nós.
São Bernardo, rogai por nós.
São Francisco e Domingos, rogai por nós.
Santo Inácio de Loyola, rogai por nós.
São Vicente de Paulo rogai por nós.
São João Bosco, rogai por nós.
Santa Escolástica, rogai por nós.
Santa Lutgarda, rogai por nós.
Santa Catarina de Sena, rogai por nós.
Santa Teresa de Jesus, rogai por nós.
Beata Maria Gabriela, rogai por nós.
Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós.
Sede-nos propício, ouvi-nos, Senhor.
Para que nos livreis de todo mal, ouvi-nos, Senhor.
Para que nos livreis de todo pecado, ouvi-nos, Senhor.
Para que nos livreis da morte eterna, ouvi-nos, Senhor.
Pela vossa encarnação, ouvi-nos, Senhor.
Pela vossa morte e ressurreição, ouvi-nos, Senhor.
Pela efusão do Espírito Santo, ouvi-nos, Senhor.
Apesar de nossos pecados, ouvi-nos, Senhor.
a. Para que vos digneis enriquecer
a vida da Igreja
com a oblação e o apostolado
dessa vossa serva, ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que vos digneis aumentar
os dons do Espírito Santo
em vosso servo o Papa N.
e nos outros Bispos, ouvi-nos, Senhor.
b. Para que vos digneis fazer que a vida
e a ação dos religiosos concorram
para o progresso da família humana, ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que vos digneis levar
todos os homens
à plenitude da vida cristã, ouvi-nos, Senhor.
c. Para que vos digneis conservar
e aumentar a caridade de Cristo
e o espírito dos fundadores
em todas as famílias religiosas, ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que vos digneis associar
mais plenamente à obra da Redenção
os que abraçaram os conselhos evangélicos,
ouvi-nos, Senhor.
d. Para que vos digneis visitar e consolar
nossas casas e todos os que nelas habitam,
ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que nos digneis instruir-nos
na disciplina regular, ouvi-nos, Senhor.
e. Para que vos digneis abençoar
os pais que vos oferecem
esta sua filha, vossa serva, ouvi-nos, Senhor.
f. Para que vos digneis fazer esta vossa serva
cada vez mais conforme ao Cristo,
primogênito de muitos irmãos, ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que vos digneis conceder a esta vossa serva
a virtude da perseverança, ouvi-nos, Senhor.
Ou:
Para que vos digneis abençoar e santificar
esta vossa serva, nossa Irmã,
nesta escola de vosso serviço, ouvi-nos, Senhor.
Jesus, Filho do Deus vivo, ouvi-nos, Senhor
Cristo, ouvi-nos.
Cristo ouvi-nos.
Cristo, atendei-nos.
Cristo, atendei-nos.
27. Após a oração silenciosa ou após as Ladainhas, o Sacerdote de pé, com as mãos estendidas, diz:
Atendei, ó Deus, as preces do vosso povo
e preparai pela vossa graça
o coração desta vossa serva, nossa Irmã N.,
que vos será consagrada.
Que o Espírito Santo a purifique
e acenda nela o vosso amor.
Por Nosso Senhor Jesus, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Todos:
Amém.
Exceto no domingo e no tempo pascal, o diácono diz Levantai-vos e todos se levantam.
Profissão
28. O Sacerdote senta-se. A professanda fica de pé no degrau diante da Abadessa, que segura o báculo, e lê a carta que escreveu segundo a fórmula das Constituições ou da Ordem, ou da Congregação, ou do Mosteirof.
Em seguida vai ao altar, onde depõe a carta de profissão e assina-a no próprio altar. Beija-o e volta ao meio. Então levanta-se o Sacerdote e todos igualmente se levantam.
29. A professa de pé, como antes, diante dos degraus, canta por três vezes o versículo:
Recebei-me, Senhor,
segundo a vossa palavra e terei a vida.
Não seja confundida a minha esperança.
A professa faz uma vênia, com as mãos e os joelhos no chão, cada vez que o terminar.
A comunidade repete por três vezes o versículo, acrescentando no fim da última repetição o Glória ao Pai.
Bênção solene ou consagraçção da Professa
30. Então a professa humilha-se, prostrando-se de joelhos aos pés da Abadessa e de todas as Irmãs professas solenes, dizendo a cada uma:
Reza por mim, minha Mãe (Irmã).
Todas a abraçam e respondem, com estas palavras ou outras semelhantes:
O Senhor esteja contigo.
Ou:
O Senhor guarde tua entrada e tua saída.
No final, volta para o meio diante do altar, e prostra-se inteiramente.
No intervalo canta-se o Salmo 50 Tende piedade, ó meu Deus, ou outro Salmo ou canto adequado.
Este rito é omitido aqui se for oportuno que a recém-professa, tendo recebido a cogula e o véu preto, seja admitida ao ósculo de paz (infra, n. 33).
31. Terminado o canto, o Sacerdote de pé, com as mãos estendidas sobre a professa inteiramente prostrada, diz uma das seguintes oraçõe. Se for oportuno, podem-se omitir as palavras entre parêntesis
Ou:
Ó Deus, que além de tudo criar por vosso Filho,
rejuvenescestes, por sua Encarnação,
o mundo envelhecido pelo pecado,
olhai com bondade,
pela graça do mesmo Senhor nosso,
esta vossa serva N.,
que renuncia à vida secular.
Renovada, assim, em seu espírito,
ela se despoje do velho homem com seus atos,
e possa revestir-se do novo,
criado segundo Deus.
Por Cristo Senhor nosso.
Todos: Amém.
Senhor Jesus Cristo,
caminho sem o qual ninguém vai ao Pai,
libertai de toda concupiscência
vossa serva N.
e guiai os seus passos
na ciência da vida monástica.
Chamando os pecadores, dissestes:
"Vinde a mim todos os que estais cansados
sob o peso do vosso fardo
e eu vos darei alívio".
Fazei que o vosso convite
nela ressoe de tal modo
que, depondo o fardo dos pecados
e saboreando a vossa doçura,
seja sustentada por vós.
Como vos dignastes conhecer vossas ovelhas:
reconhecei-a também entre elas,
para que ela igualmente vos reconheça.
Somente a vós ela siga,
e não escute outras vozes,
senão a vossa, quando dizeis:
"Quem me serve, me siga".
Vós que viveis e reinais para sempre.
Todos: Amém.
Ó Espírito Santo,
que Deus e Senhor vos revelastes aos mortais,
Vós que soprais como quereis,
concedei a vossa serva N.
o amor da sua consagração.
Vossa sabedoria a criou
vossa providência a conduza.
Vossa graça a acompanhe,
vossa unção tudo lhe ensine.
E pela intercessão da santa Mãe de Deus,
a sempre Virgem Maria
de nosso Pai São Bento,
que fizestes legislador da vida monástica,
(e de todos os outros Santos,
que ela toma como testemunhas de sua petição)
livrai-a da sedução do mundo.
Sois o perdão de todos os pecados,
nela rompei os vínculos do mal;
fazei que se empenhe com ardor
em cumprir o seu propósito
e possa assim, nas tribulações e angústias,
receber de vós alento e consolo.
Vivendo com justiça e piedade
e firmada no amor fraterno
pela humildade e obediência
cumpra com perseverança
o que, pela vossa graça, hoje promete.
Concedei-lhe tudo isso,
vós que, com Deus Pai
e seu Filho unigênito,
nosso Senhor Jesus Cristo,
sois Deus vivo e glorioso
pelos séculos sem fim.
Todos: Amém.
Ou:
Ó Deus, que inspirais e guardais os santos propósitos,
é nosso dever proclamar vosso louvor,
pois pelo vosso Filho e no Espírito Santo
com indizível amor criastes a família humana
e a chamastes ao vosso convívio,
ornando-a como esposa
com a vossa semelhança
e os dons da vida eterna.
Quando enganada pelo demônio,
foi infiel para convosco,
não a excluístes das núpcias,
mas em vosso amor eterno
restaurastes a primitiva aliança,
por meio de Noé, vosso servo.
(Depois, da descendência do fiel Abraão,
escolhestes um povo
mais numeroso que as estrelas do céu
e por meio de Moisés
destes os mandamentos da aliança.
Neste vosso povo eleito
floresceram santas mulheres,
louváveis pela piedade e a fortaleza,
exemplares pela justiça e a fé ).
E ao chegar a plenitude dos tempos,
fizestes brotar da raiz de Jessé
a Virgem santíssima,
que sob a ação do Espírito Santo
e a sombra do vosso poder
deu à luz, num parto virginal, o Redentor do mundo.
Ele, pobre, humilde e obediente,
tornou-se fonte e modelo de toda santidade.
Fundou a Igreja, sua esposa,
e tanto a amou
que se entregou por ela
e a santificou pelo seu sangue.
Na vossa providência, ó Pai,
quisestes que muitas das vossas filhas
se tornassem discípulas do Cristo,
e merecessem a dignidade de esposas.
(Com sua admirável variedade
floresce a santa Igreja,
como Esposa ornada de jóias,
Rainha coroada de esplendor,
Mãe cercada de filhos).
E agora, ó Pai, nós vos pedimos:
enviai o Espírito Santo,
sobre esta vossa filha
para que alimente o santo propósito
que fez nascer em seu coração.
Fulgure nela a graça do batismo
e a integridade de vida.
Una-se a vós em ardente caridade,
confortada pelos vínculos de sua profissão.
Seja fiel ao Cristo
seu único esposo;
com inabalável caridade
ame a Igreja, sua mãe,
e a todos os homens,
anunciando-lhes a esperança dos bens eternos.
Pai santo, guiai com bondade os passos de vossa serva
e guardai seu caminho.
Assim quando chegar ao tribunal do Rei supremo,
não tema as palavras do juiz, mas escute a voz do esposo,
convidando-a para as núpcias eternas.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santog.
Todos: Amém.
Senhor, Deus, criador do mundo e Pai dos homens,
nós vos louvamos e agradecemos,
pois da descendência de Abraão escolhestes um povo
ao qual destes o vosso nome.
Quando peregrinava pelo deserto,
vossa palavra o confortou, vossa direita o protegeu.
Embora pequeno e desprezado,
fizestes com ele uma aliança de amor;
e quando rejeitou vossa amizade
o reconduzistes com misericórdia aos caminhos da justiça.
E com carinho de pai guiastes os que vos buscavam
até à terra da liberdade.
Antes de tudo, ó Pai, nós vos bendizemos
porque nos deste o conhecimento da verdade,
por Jesus Cristo, vosso Filho e nosso Irmão.
Ele, nascido da Virgem Maria,
por sua morte, remiu vosso povo,
e por sua ressurreição manifestou a glória.
Elevado à vossa direita, enviou o Espírito Santo
que chamou inúmeros discípulos,
para seguir os conselhos do Evangelho,
dedicando sua vida à glória do vosso nome
e à salvação dos homens.
Hoje ressoe em vossa casa um cântico novo
porque essa nossa irmã, ouvindo o vosso chamado,
se ofereceu ao serviço divino.
Agora, ó Pai, enviai o dom do Espírito Santo
sobre esta vossa serva, que por vós tudo deixou.
Resplandeça nela a face do vosso Cristo, para que, ao vê-la,
todos O reconheçam na vossa Igreja.
Fazei que, de coração liberto,
assuma as preocupações dos irmãos; socorrendo os aflitos,
conforte o Cristo que sofre; e, nas coisas do mundo,
descubra a providência divina.
Assim, pela doação da sua vida, apresse a vinda do reino,
até ser associada aos vossos santos na pátria celeste.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho
Na unidade do Espírito Santoh.
Todos: Amém.
Entrega da cogula
32. Terminada a bênção, levanta-se a nova monja e aproxima-se da Abadessa que, depois de retirar-lhe a capa, reveste-a da cogula e impõe-lhe o véu pretoi , sem nada dizer, ou proferindo estas palavras ou outras semelhantes:
O Senhor te revista do homem novo,
que segundo Deus foi criado
na justiça e na santidade da verdade:
e o ministério que se manifesta
em nós exteriormente por esta veste
realize-se interiormente por dom do Espírito Santo.
Ou:
Eis que nossa Irmã N.,
agora recebe esta veste,
determinada por nossos santos Pais
para uso dos que renunciam ao mundo,
como sinal de inocência e humildade.
O Filho de Deus
que se dignou revestir-se de nossa mortalidade
revista de si mesmo nossa Irmã.
Ele que vive e reina para sempre.
Todos: Amém.
33. Onde houver o costume e for oportuno (Cf. supra no 30), a Abadessa e as Irmãs da comunidade então admitem a recém-professa ao ósculo da paz, enquanto se canta a antífona:
Eis como é bom e alegre
habitarem todos juntos os irmãos.
com o salmo 132 ou outro canto adequadok.
34. Em seguida, a recém-professa é colocada no coro na ordem de sua profissão e o Sacerdote volta à cadeira e a Missa continua. Diz-se o Credo, conforme as rubricas. Omitem-se as preces dos Fiéis quando se cantaram as Ladainhas.
Na Prece eucarística, oportunamente se comemora a consagração da professa, segundo as fórmulas do Missal para a Missa no dia da profissão perpétua. Terminada a oração depois da comunhão, antes da despedida, o Sacerdote celebrante pode conceder à monja recém-professa uma bênção, das que o Missal propõe como facultativas para esta Missa.
35. Após a despedida, antes que o Sacerdote se afaste, a Abadessa, de báculo, retira do altar a carta de profissão, que leva com reverência até o coro, onde a entrega para ser guardada no arquivo.
Depois, registra-se a profissão no livro especial no qual se anotam o dia, o mês e o ano com todo cuidado, e assinam em primeiro lugar a Abadessa, no segundo a Irmã que a emitiu, em terceiro, as testemunhas. O mesmo se faz depois da assinatura da carta que a Irmã leu na profissão. Em seguida, a Abadessa notifica a emissão da profissão solene ao pároco do lugar em que a recém-professa recebeu o batismo.
RITUAL DA NOVA ESTABILIDADE
36. Quando uma monja passa de um mosteiro sui iuris a outro mosteiro sui iuris da Família cisterciense, ou da Família beneditina, preenchidos os requisitos jurídicos, realiza-se o rito seguinte.
37. Onde for costume, primeiro faz-se a petição e a promessa de obediência no capítulo. A monja recebida vem ao meio e prostra-se ou ajoelha-se ou inclina-se profundamente. Em seguida, fica de pé diante da Abadessa, que a interroga:
O que pedes?
Responde:
A misericórdia de Deus e a vossa.
Tendo recebido a ordem e advertência de levantar-se, ajoelha-se diante da Abadessa e (colocando as mãos juntas nas mãos dela) diz:
Minha Mãe,
prometo a vós e a vossas sucessoras legítimas
obediência segundo a Regra de São Bento
até a morte.
E o Abade:
E Deus te conceda a vida eterna.
Todos os outros respondem:
Amém.
Então o Abade lhe dá o ósculo.
38. Convém que o Abade Imediato celebre nesta ocasião. Depois do Evangelho e a homilia, a Abadessa, com o báculo, aproxima-se do altar; estando todos de pé, a monja que foi recebida lê a carta da nova estabilidade da maneira seguinte:
Eu, Irmã N.N.,
monja ( ou conversa)
( ou da Congregação N. ) da Ordem Cisterciense
( ou da Estrita Observância),
prometo estabilidade
segundo a Regra de São Bento, Abade,
diante de Deus e de todos os Santos
(cujas relíquias aqui se conservam),
neste lugar denominado N., da (mesma) Ordem (...),
na presença de Dona N.N.,
Abadessa (Prioresa) do mesmo mosteirol .
(e de Dom N.N., Abade de N., Padre Imediato)m.
Se a monja recebida vem da Ordem monástica beneditina, diz:
Eu, Irmã N.N., monja da Ordem de São Bento,
prometo estabilidade,
segundo a Regra de São Bento, Abade,
diante de Deus e de todos os seus Santos
(cujas relíquias aqui se conservam),
neste lugar denominado N.,
( ou da Congregação N. ) da Ordem Cisterciense
( ou da Estrita Observância),
na presença de Dona N.N.,
Abadessa (Prioresa) do mesmo mosteiro.
Lida a carta, ele a assina e entrega a Abadessa.
39. Em seguida a Abadessa e as Irmãs da comunidade admitem a monja novamente estabilizada ao ósculo da paz, enquanto o coro canta Onde o amor e a caridade, Deus aí está, ou o Salmo 132 Vinde e vede como é bom, ou outro canto apropriado. Terminado este, a monja volta a seu lugar e o Celebrante continua a Missa.
40. Depois registra-se o ato como de costume, e faz-se um instrumento que é assinado pela Superiora, a professa e as testemunhas. Um exemplar autêntico deste instrumento é enviado quanto antes ao mosteiro de onde saiu a monja novamente estabilizada.
APÊNDICE
RITO FACULTATIVO NO 25o OU 50o ANIVERSÁRIO DA PROFISSÃO
1. Há séculos existe na Ordem Cisterciense o costume de celebrar no quinquagésimo aniversário de profissão monástica o "jubileu"; este costume em alguns mosteiros agora se estende ao vigésimo quinto aniversário.
Além das orações próprias do Missal, para tal celebração foram recebidas da tradição alguns costumes que vêm descritos abaixo.
MISSA
2. Em todos os dias, exceto nos domingos, solenidades, festas, bem como nas férias do Advento do dia 17 ao dia 24 de dezembro inclusive, IV feira de Cinzas, a Quaresma, e toda a Semana Santa, é permitido celebrar a Missa própria.
3. A Antífona da entrada e a Antífona da comunhão podem ser tiradas de uma das três Missas "no dia da profissão...".
4. O hino Glória a Deus pode ser cantado segundo a norma 53 da Instrução Geral do Missal Romano.
5. No Missal, tanto a Oração do dia quanto as orações sobre as oferendas e depois da comunhão são próprias para esta ocasião.
6. As Leituras podem ser tiradas da Missa do dia ou dos textos que no Lecionário se propõem para a profissão religiosa.
7. Na oração universal ou oração dos fiéis pode haver uma intenção relativa ao aniversário da profissão religiosa, segundo a norma 69 da Instrução Geral do Missal Romano.
8. Na Prece eucarística, pode-se usar o prefácio da Missa "no dia da profissão religiosa".
NO 25o ANIVERSÁRIO DA PROFISSÃO
9. Depois do Evangelho da Missa e da homilia, o Irmão pode aproximar-se dos degraus do presbitério e ali, estando todos de pé, dizer voltado para o altar:
Eu, Irmão N.N.,
prometi há vinte e cinco anos
estabilidade, conversão dos costumes
e obediência segundo a Regra de São Bento, Abade,
na presença de Dom N.N., então N. Abade (Prior).
Confirmo hoje esta santa profissão,
cheio de alegria e gratidão pelo passado,
confiante humildemente acerca do futuro,
apoiado na misericórdia de Deus e nas orações dos Irmãos.
O Abade diz ao jubilar:
E Deus te dê a perseverança.
Todos:
Amém.
E o Abade dá ao jubilar o ósculo da paz.
10. Logo o Abade pode acrescentar uma das seguintes orações:
Senhor Jesus Cristo,
que sois o verdadeiro caminho que conduz ao Pai,
e que a este vosso servo, nosso irmão N.,
por vinte e cinco anos
misericordiosamente fizestes servir
a vossa Majestade na vida monástica:
suplicamos à vossa clemência,
que vos digneis abençoá-lo e renová-lo espiritualmente,
para que, firmado na caridade,
por intercessão de nosso Pai São Bento,
corra no caminho de vossos mandamentos
com o coração dilatado,
até que alcance, guiado por vós,
o porto da perpétua salvação.
Vós que viveis e reinas para sempre.
Ou:
Olhai, Senhor, nós vos suplicamos,
este vosso servo, nosso irmão N.,
que pela vossa providência
chamastes à perfeição evangélica:
e concedei que, perseverando na caridade,
progrida no vosso amor
pelo caminho iniciado com ardor.
Por Cristo nosso Senhor.
Todos:
Amém.
11. Ou se parecer mais oportuno, na oração dos fiéis, no entanto nunca deixando totalmente as intenções universais, conceda-se maior amplidão à intenção votiva de tal celebração, no fim das quais pode se recitar a oração acima com as adaptações necessárias.
12. Para as monjas tudo se faz de modo semelhante. Entretanto, em vez da oração Olhai, no 10, diz-se:
Olhai, Senhor, nós vos suplicamos,
vossa serva, nossa Irmã N.,
que pela vossa providência
chamastes à seguir mais de perto as pegadas de vosso Filho
e concedei que, perseverando na caridade,
progrida no vosso amor
pelo caminho iniciado com ardor.
Por Cristo nosso Senhor.
NO 50o ANIVERSÁRIO DA PROFISSÃO OU JUBILEU
13. Enquanto, após o Evangelho, o Jubilar aproxima-se ou é conduzido por dois dos mais antigos da comunidade à presença do Abade, sentado, com (mitra e) báculo, o coro pode cantar alguma antífona como a seguintes:
Confirmai, ó Deus, o que operastes em nós,
do vosso templo santo, que está em Jerusalém.
14. O abade o interroga:
O que pedes?
Responde o jubilar:
A misericórdia de Deus e a graça do jubileu.
Após a homilia o Abade o exorta com algumas palavras, e o Jubilar responde com estas palavras ou outras semelhantes:
Confio no Senhor.
Em seguida, diz o Abade:
Se perseverares até o fim,
serás salvo.
15. O Jubilar, de pé voltado para o altar, renova a profissão, dizendo:
Eu, Irmão N.N.,
prometi há cinqüenta anos
estabilidade, conversão dos costumes
e obediência segundo a Regra de São Bento, Abade,
na presença de Dom N.N., então N. Abade (Prior).
Confirmo hoje esta santa profissão,
cheio de alegria e gratidão pelo passado,
humildemente confiante acerca do futuro,
apoiado na misericórdia de Deus e nas orações dos Irmãos.
O Abade diz:
E Deus te conceda a vida eterna.
Então o Jubilar pode cantar por três vezes o versículo:
Recebei-me, Senhor,
segundo a vossa palavra e viverei.
Não deixeis que eu seja confundido em minha esperança.
A comunidade repete por três vezes o mesmo versículo, acrescentando da última vez o Glória ao Pai.
16. O Abade sem o báculo (e a mitra), levanta-se e, com as mãos juntas, convida à oração, dizendo:
Supliquemos ao Senhor, Irmãos caríssimos,
por seu servo, nosso Irmão, N.,
a fim de que o conduza incólume
com misericórdia ao porto que deseja.
Depois da oração silenciosa de todos, com as mão estendidas, o Abade diz uma das seguintes preces:
Deus onipotente e misericordioso,
que de modo admirável,
relacionados ao número cinqüenta,
realizastes grandes mistérios da salvação
e, por um dom do Espírito Paráclito,
destes a vossos fiéis a perfeita liberdade dos filhos,
nós vos suplicamos que concedais a este vosso servo,
nosso Irmão N.,
cujo jubileu de profissão nós celebramos
a abundância de vossa graça,
e como completou, por vosso dom, o ano quinquagésimo,
consiga a indulgência
e, perseverando de modo louvável
neste santo propósito regular
prossiga dedicado ao vosso serviço.
Progredindo do bom ao melhor,
suba aos cumes das virtudes
e após a milícia da vida presente
com imenso júbilo de coração
mereça alcançar seguramente
a recompensa e a alegria
da eterna felicidade que prometestes.
Por Cristo nosso Senhor.
Ou:
Deus, longânime e misericordioso,
que ordenastes aos pais no deserto
que celebrassem o jubileu no tempo determinado
e fossem remitidas todas as dividas,
e que enviastes vosso Filho para evangelizar os pobres
e pregar um ano de graça do Senhor,
concedei a vosso servo, nosso Irmão N.,
a perseverança na observância da Regra
e de vosso mandamentos
e nas lutas de seu percurso
a fim de que, por meio de vosso abundante auxílio
mereça obter as alegrias da celeste Jerusalém
e o júbilo da glória sempiterna.
Por Cristo nosso Senhor.
Ou:
Deus clemente,
do qual procedem todos os bens,
que, por singular mistério da disposição dos tempos,
no qüinquagésimo dia após o êxodo da terra da servidão,
entregastes a lei ao povo eleito
e no qüinquagésimo dia após a ressurreição
de nosso Salvador, Jesus Cristo,
com a vinda do Espírito Santo,
infundistes a lei da graça no coração dos fiéis:
súplices vos rogamos
que olheis propício
para vosso servo, nosso Irmão N.,
que no mesmo número de anos
persiste em vosso santo serviço,
a fim de que, submisso à lei divina,
receba a graça do Espírito Santo
e nela persevere até a morte.
Por Cristo nosso Senhor.
Todos:
Amém.
17. Em seguida, o Abade apresenta (a não ser que pareça melhor realizá-lo antes da despedida) ao Jubilar Espírito o báculo da velhice, dizendo:
Recebe este báculo,
imagem da Cruz de Cristo,
sustentáculo de tua velhice,
que poderás doravante usar,
não tanto para sustentar as forças corporais
quanto para obter a fortaleza espiritual
da parte de nosso Salvador, Jesus Cristo,
que no Evangelho nos chamou a si, dizendo:
"Vinde a mim todos os que estais cansados
sob o peso do vosso fardo
e eu vos darei alívio".
Ele que é bendito nos séculos.
Responde o Jubilar:
Amém.
18. No final, se for oportuno e fácil, enquanto o coro canta com antífona o Salmo 99 Aclamai o Senhor, ó terra inteira, ou ainda o salmo 65 ou o 132, ou outro canto apropriado, o Abade e todos os que estão no coro dão o ósculo da paz ao Jubilar.
19. O Abade continua a celebração da Missa como de costume, com o Credo conforme as rubricas e se oportuno, a oração dos fiéis (a não ser que, pelo Jubilar, o Abade adote a forma litânica desta oração). No ofertório seria oportuno cantar a antífona:
Senhor Deus,
na simplicidade de meu coração tudo ofereci com alegria;
e vi com imenso gáudio
vosso povo aqui presente.
Deus de Israel, conservai este bom propósito. (Aleluia).
ou outra semelhante.
20. Antes do rito da despedida - a não ser que tenha sido feito antes - onde for costume, o Abade entrega ao Jubilar o báculo da velhice, como acima n. 16. Todos de pé, é facultativo cantar o hino A vós, ó Deus, louvamos (Te Deum) ou outro cântico apropriado para ação de graças.
Se aprouver, depois da bênção solene, o Jubilar volta à sacristia com o Abade.
21. Faz-se tudo de maneira semelhante para a monja Jubilar, e, além do báculo que lhe é entregue ou, em seu lugar, a Abadessa pode impor à cabeça da Jubilar uma coroa, dizendo:
Recebe a coroa, sinal da recompensa
que nosso Senhor, Jesus Cristo,
te haverá de conceder
pelo fiel combate, no serviço divino,
e por tuas boas ações,
após o trânsito desta vida.
A Jubilar responde:
Amém.
RITO DA OBLAÇÃO NA VIDA REGULAR DA COMUNIDADE
21. Não há um rito estabelecido para a livre e voluntária oblação de um cristão na vida regular de uma comunidade da Família Cisterciense; o rito aqui descrito não é obrigatório. Na disposição do rito evite-se qualquer coisa que possa cercear de algum modo no futuro a liberdade do oblato.
22. Após devida provação, no dia estabelecido, reunidos os Irmãos na sala capitular e dito o versículo O auxílio divino permaneça sempre conosco, ou outro, o Irmão recebido vai ao meio e prostrando-se ou ajoelhado, ou inclinado, é interrogado pelo Abade com estas palavras ou outras semelhantes:
O que pedes?
Responde:
A misericórdia de Deus e a vossa.
ou com palavras semelhantes.
23. Após a leitura escolhida da Regra e a alocução, o Abade interroga o Irmão recebido a respeito de seu propósito e se livremente quer, guiado pelo Evangelho, seguir os caminhos de Cristo na vida regular deste lugar.
Responde com estas palavras ou outras semelhantes:
Sim, meu Pai,
com a graça de Deus e o auxílio de vossas orações.
O Abade o convida a ler diante de todos a carta de promessa que ele escreveu, na qual exprime a própria intenção. E o Irmão assim oferecido assina a carta que leu e a entrega ao Abade que lhe dá o ósculo da paz.
24. Exceto o oblato de joelhos no meio, todos se levantam. O Abade convida à oração e, após pequeno intervalo de oração em silêncio, enuncia as intenções peculiares antes de dizer a coleta adequada, por exemplo:
Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, nosso Rei,
que nos vedes congregados em vosso amor
e dando graças porque nos chamastes a esse lugar
para vos servir sob a disciplina de nosso Pai São Bento,
suplicamos a vossa imensa bondade,
que vos digneis derramar o vosso Espírito Santo,
que é Senhor e vivificante,
sobre nosso Irmão N.,
cuja oblação na vida regular de nosso mosteiro
recebemos hoje em vosso nome.
Dai-lhe, nós vos suplicamos, com o auxílio de vossa graça,
que, sustentado pela caridade fraterna,
na adversidade como na prosperidade,
fielmente vos busque sustentado pela feliz perseverança
e seguro na esperança de vossa retribuição,
de coração dilatado e com inenarrável suavidade de amor,
possa vos servir todos os dias na alegria.
Vós que viveis e reinais para sempre.
Todos:
Amém.
Ou todos juntos dizem a oração dominical com uma doxologia.
E, cantado o Salmo 132 com a antífona Habitarem juntos os irmãos, ou outro cântico ou hino apropriado, o Abade dá a bênção:
V/ Bendigamos o Senhor.
R/ Graças a Deus.
Ou:
A bênção de Deus todo-poderoso,
Pai e Filho † e Espírito Santo
desça sobre vós e permaneça para sempre.
R/ Amém.
Se alguma circunstância exigir que o rito da oblação se realize na Missa, o novo Oblato não depõe a carta sobre o altar, como se faz no dia da profissão, mas a entrega ao Abade. É muito conveniente que, segundo a norma 73 da Instrução Geral do Missal Romano, leve ao altar as ofertas para a Eucaristia.
RITUAL DE EXÉQUIAS
FONTES PRINCIPAIS E SIGLAS
GeV. Sacramentarium Gelasianum, ed. L.C. MOHLBERG, Líber sacramentorum romanae ecclesiae ordinis anni circuli, Roma 1968.
Gre. Sacramentarium Gregorianum, ed. J. DESHUSSES, Le sacramentaire grégorien, ses principales formes d’après les plus anciens manuscrits, Fribourg, 1971-1982.
Coll. Collectaneum, Cistercii post annum 1175 exaratum: MS. DIJON 114, Bibliotèque Publique Municipale.
E.O. Ecclesiastica Officia, ed. D. CHOISSELET et P. VERNET.
O.E. Ordo Exequiarum, typis Vaticanis, 1969.
R.C. Rituale Cisterciense, 1689.
Na parte inferior há um duplo aparato: as notas comuns estão indicadas com números, enquanto que as notas particulares, que se referem ou aos monges ou às monjas, o leitor verá expressas por letras.
PRELIMINARES
1. A Igreja celebra com profunda esperança o mistério pascal de Cristo na exéquias de seus filhos, para que eles, incorporados pelo batismo a Cristo morto e ressuscitado, passem com ele da morte à vida. Suas almas devem ser purificadas para serem recebidas no céu entre os santos eleitos; seus corpos esperam a feliz vinda de Cristo e a ressurreição dos mortos.
Por isso, a santa Mãe Igreja oferece o sacrifício eucarístico da Páscoa de Cristo e eleva a Deus suas orações e sufrágios pela salvação de seus mortos, para que, pela comunhão existente entre os membros de Cristo, o que para um serve de sufrágio, a outros sirva de consolo e esperança.
2. Celebrando as exéquias de seus Irmãos, os monges cistercienses, como todos os demais cristãos, cuidem de afirmar a esperança na vida eterna; mas façam isso de tal forma que não pareçam ignorar ou desprezar a mentalidade e o modo de agir dos homens de seu tempo e região, no que se refere aos mortos. Aceite-se de bom grado o que houver de bom nas tradições familiares, nos costumes locais, etc.; o que, porém, estiver em contradição com o Evangelho, procure-se transformar, de modo que a celebração das exéquias cristãs manifeste a fé pascal e o espírito do Evangelho.
3. Convém cercar de honras os corpos dos fiéis, pois foram o templo do Espírito Santo, evitando porém, toda vã ostentação e pompa. Portanto, é conveniente expressar a fé na vida eterna e fazer orações e sufrágios pelos mortos pelo menos nos momentos principais, entre a morte e a sepultura.
Conforme a tradição cisterciense, podem-se enumerar os seguintes momentos como mais importantes:
A procissão na qual se leva o corpo do defunto até a igreja do mosteiro:
A vigília junto ao corpo do defunto;
O sacrifício eucarístico;
A última oração na igreja, ou despedida;
A procissão ao cemitério;
O sepultamento;
Os últimos sufrágios.
4. Depois de haver expirado, observadas as leis da própria nação, e dignamente preparado o corpo, se não interfere alguma outra razão peculiar, leva-se o corpo ao lugar onde será velado, a igreja do mosteiro, ou algum outro lugar apto, e em seguida começa-se a velar.
5. A vigília diante do corpo do Irmão defunto constituem uma espécie de oração contínua, formada por diversos elementos, a saber:
A Liturgia das Horas, seja a própria do dia, ou a do Ofício de Defuntos, se o dia litúrgico o permite, ou algumas partes selecionadas do mesmo.
A recitação do Saltério, intercalando algumas leituras e orações.
A celebração da Missa, seja a que se diz depois de receber o anúncio da morte, ou a de exéquias.
Quando não se pode celebrar o Ofício de Defuntos da Liturgia das Horas, enquanto está o corpo presente ou ausente, nem antes nem imediatamente depois do sepultamento, em lugar desses Ofícios tenha-se uma Vigília ou uma Celebração da Palavra.
6. Depois da Missa de exéquias na Igreja, tem lugar o rito da "última encomendação e despedida", para o qual pode estar presente toda a comunidade cristã.
Este rito não deve ser entendido como alguma "purificação" da alma do morto – obtida especialmente pelo sacrifício eucarístico – mas como despedida final, pela qual a comunidade cristã saúda um de seus membros antes de ser sepultado. Embora na morte haja sempre certa separação, contudo, os cristãos, que são um em Cristo, nem pela morte poderão sentir-se separados.
Seja o rito introduzido por uma palavra explicativa da celebração; sigam-se alguns momentos de silêncio, o gesto de aspersão e incensação e o canto de despedida. Esse canto de despedida deve ter melodia e texto apropriado e convém que não seja apenas cantado pelos presentes, mas que estes o sintam como o ponto culminante de todo o rito. Também a aspersão relembra o batismo pelo qual fomos inscritos no livro da vida, e a incensação que presta homenagem ao corpo do morto, templo do Espírito Santo, podem considerar-se como gestos de despedida.
O rito da última encomendação e despedida somente poderá ser celebrado nos funerais com a presença do corpo.
7. Ao rito da última encomendação e despedida do defunto, para o qual pode estar presente toda a comunidade cristã, segue-se a procissão ao cemitério, da qual podem participar os consangüíneos do defunto e os hóspedes, se há algum, junto com a comunidade monástica.
Essa procissão por si mesma é um símbolo da passagem pelo Mar Vermelho e da saída para o Egito, quando o povo hebreu empreendeu o caminho até a terra prometida. É também símbolo da Páscoa de Cristo quando, através da morte, passou ao Pai. Assim sendo, o cemitério é prefiguração daquele lugar de refrigério e de paz que é o Paraíso, em cujo centro está a árvore da vida.
8. Depois da bênção do sepulcro, o sepultamento é como a volta do defunto ao pó da terra da qual Deus formou o homem, agora, porém, com esperança de ressurreição. Essa esperança é posta em evidência pelo Abade mediante alguns sinais: a aspersão, a incensação e o jogar terra sobre o corpo.
9. A seguir, cumprem-se os últimos sufrágios em forma de uma oração comum e solene, com uma súplica litânica bastante longa, que encerra-se com a intercessão sacerdotal.
10. Ainda que neste Ritual se descrevam as exéquias segundo o tipo único recebido da tradição cisterciense, pode ocorrer que, em alguma nação ou região, o Capítulo de alguma Congregação, ou Conferência regional, levando em conta as necessidades particulares, preveja oportunamente que se possam ou devam acrescentar-se os costumes dos lugares reconhecidos pela Conferência Episcopal.
11. Em todas as celebrações pelos mortos, tanto nas exequiais como nas outras, dá-se muita importância à Liturgia da Palavra de Deus. Estas leituras proclamam o mistério pascal, despertam a esperança de um novo encontro no Reino de Deus, ensinam-nos uma atitude cristã para com os mortos e nos exortam a dar, por toda parte, o testemunho de uma vida cristã.
12. Na celebração dos ofícios pelos mortos, serve-se a Igreja, de modo especial, dos salmos para expressar a sua tristeza e fomentar eficazmente a confiança. Quanto aos outros cantos, que freqüentemente estão indicados no rito, por razões pastorais, cuide-se que possuam aquele "suave e vivo afeto pela Sagrada Escritura", como também uma verdadeira inspiração litúrgica.
13. A comunidade cristã professa sua fé também pelas orações, intercedendo com confiança pelos adultos falecidos, para que alcancem a bem-aventurança junto a Deus. Também elevam-se orações pelos parentes de todos os mortos, a fim de que, em sua tristeza, recebam o conforto da fé.
14. Ainda que a Igreja prefira o costume de enterrar os corpos, como o mesmo Senhor quis ser enterrado, se em alguma ocasião, obrigando a ela as circunstâncias, julga-se necessária a incineração do cadáver do defunto, organize-se o rito das exéquias conforme o que foi instituído pela Santa Sé.
Os ritos que se deveriam realizar na capela mortuária e junto ao sepulcro podem, neste caso, realizar-se no próprio prédio do crematório, estando presentes o Abade e também alguns Irmãos.
OFÍCIOS E SERVIÇOS RELATIVOS AOS MORTOS
15. Lembre-se o Abade (o sacerdote capelão) ao oficiar a liturgia das exéquias, de que lhes cabe, por obrigação, tanto o despertar a esperança dos participantes, quanto fortificar a fé no mistério pascal e na ressurreição dos mortos, de modo que, levando-lhes o carinho da santa Igreja e a consolação da fé, levantem o ânimo dos fiéis sem, porém, ofender a tristeza dos que sofrem. Especial atenção tenham para aqueles que, presentes às celebrações litúrgicas à leitura do Evangelho por ocasião das exéquias, não são católicos ou, se católicos, raramente ou jamais participam da Eucaristia, ou, simplesmente, parecem ter per perdido a fé: os sacerdotes são ministros do Evangelho de Cristo para todos.
16. Nos mosteiros de monjas, excetuando-se unicamente a Missa, se não há sacerdote, é à Abadessa a quem compete fazer todas as coisas.
COMO DEFINIR AS ADAPTAÇÕES
17. Corresponde ao Capítulo da Congregação, ou à Conferência regional organizar as adaptações necessárias, que devem ser confirmadas pela Santa Sé, a saber:
Preparar as traduções de modo que estejam realmente de acordo com a índole das diversas línguas e culturas, acrescentando, quando for oportuno, melodias que se prestem para o canto.
Sempre que este Ritual ofereça várias fórmulas para livre escolha, admite a possibilidade de outras fórmulas similares (segundo o exemplo da letra "d" seguinte).
Quando razões pastorais o exigirem, estabelece-se que a aspersão e a incensação possam omitir-se ou ser supridas por outro rito.
Nas edições dos livros litúrgicos a serem feitas sob a tutela do Capítulo da Congregação, ou da Conferência regional, dispor a matéria no modo que for julgado prático para o uso pastoral, sem nada omitir, porém, da matéria contida nesta edição típica. Se for oportuno, acrescentar rubricas ou textos, que sejam distintos dos textos e rubricas do Ritual Romano, através de algum sinal, ou diverso tipo gráfico.
18. O rito proposto vem descrito de modo a que possa ser executado em forma simples; todavia, é colocada à disposição do oficiante uma grande variedade de textos de acordo com as diversas situações. Assim, por exemplo:
Em geral todos os textos podem ser substituídos por outros, para se obter maior autenticidade nas diversas situações de cada celebração;
Alguns elementos do rito não são estabelecidos com obrigatoriedade, mas podem acrescentar-se, se for oportuno, como por exemplo, a oração "pelos presentes que sofrem";
Todas as vezes que um Salmo, indicado ou aconselhado por alguma razão litúrgica, possa provocar certa dificuldade pastoral, ele poderá ser substituído por outro indicado ad libitum. Além do mais, poderá mesmo ser omitido um ou outro versículo que, por razões pastorais, possa parecer menos apto às circunstâncias.
Nas orações, podem-se omitir as linhas que estiverem entre parêntesis.
VIGÍLIA JUNTO AO DEFUNTO
Traslado do corpo do defunto até a igreja
1. Depois de expirar, o enfermeiro e seus ajudantes preparam o corpo do defunto, o qual, vestido com o hábito regular e tendo a cabeça coberta com o capuz, é colocado sobre o féretro; se era sacerdote, pode ser colocado ao redor de seu pescoço uma estola que penda sobre o seu peito; e se era diácono, uma estola atravessada. E assim é levado à capela da enfermaria ou a outro lugar apropriado no qual os Irmãos possam reunir-se.
Se não podem reunir-se logo, estejam presentes alguns Irmãos que velem junto ao defunto, rezando Salmos, intercalando, se o desejam, leituras e orações tomadas das que se encontram no Apêndice.
2. Em um momento conveniente, dado o sinal como for o costume, trasladado o corpo e congregados os Irmãos ao seu redor, o Abade, levando sobre a cogula uma estola de cor exequial, coloca-se de pé junto ao defunto entre os Irmãos que lhe oferecem a água benta, o turíbulo e o livro; o Irmão que leva o círio pascal ou a cruz está de pé aos pés do defunto.
Se antes, no momento de entregar a alma, não se cantou, podem cantar, em primeiro lugar, R/ Subvenite, ou outro canto apropriado.
3. Então, saudados os Irmãos como é devido, se no início não se acendeu o círio pascal, pode acendê-lo o Abade, dizendo, por exemplo:
Cristo, que nos chamou da trevas à sua luz admirável,
conduza nosso Irmão àquela cidade
que não necessita da luz do sol ou da lua,
que é iluminada pela claridade de Deus
e cuja lâmpada é o Cordeiro.
E, em forma de cruz, asperge água sobre o corpo, em silêncio ou dizendo:
Os que fomos batizados em Cristo,
fomos batizados à semelhança de sua morte.
Se fomos vinculados à semelhança de sua morte,
o seremos também à de sua ressurreição.
E depois pode, dando a volta ao redor do féretro, não apenas aspergir água, mas também incensar o corpo do Irmão defunto.
4. O Abade convida à oração e, depois de um tempo de silêncio, diz:
Ó Deus, que sois o único que pode
dar consolo depois da morte,
concedei-nos, vos rogamos, que a alma de vosso servo,
livre das amarras da terra,
seja contada entre os que participam de vossa redenção.
Por Cristo, nosso Senhor.
Ou:
Acolhei, ó Pai, a alma do vosso filho N.,
que chamastes deste mundo.
Concedei-lhe, livre de todos os pecados,
a felicidade eterna, a luz e a paz.
Que ele mereça ser contado entre os escolhidos
na glória da ressurreição.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Ou outra oração, como se diz mais abaixo no no 6.
E todos respondem:
Amém.
5. Quando o cantor começar o Salmo 129 ou outro (como 114/115, 120, 121) com alguma antífona ou com R/ Libera me, Domine, de viis inferi, ou outro, organiza-se a procissão até o lugar para onde será a vigília, por exemplo, a igreja ou outro lugar mais oportuno.
Vai primeiro o Irmão que leva o círio; seguem-no os Irmãos por ordem: os mais jovens, e em seguida os mais velhos, depois o féretro e o Abade com o báculo, acompanhado dos ministros.
Na igreja, o corpo coloca-se na metade do coro, com o rosto voltado para o Oriente ou para o altar; se se crê conveniente, pode conservar-se o costume mais moderno de por o ministro ordenado com o rosto voltado para o povoa.
6. Terminado o canto e posto o círio sobre o candelabro, junto à cabeça do defunto, o Abade faz uma breve monição e se faz uma leitura breve ou outra mais longa, das que se encontram no apêndice ou outras leituras bíblicas. Guardado um breve silêncio, o Abade convida os assistentes a orar.
Nesse momento pode fazer-se, em primeiro lugar, uma breve oração litânica, por exemplo:
Acolhei, Senhor, o vosso servo em vossa feliz morada.
R/ Kyrie, eleison.
Dai-lhe o descanso e o Reino, ou seja, a Jerusalém celeste.
R/ Kyrie, eleison.
Dignai-vos colocá-lo no seio de vossos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó.
R/ Kyrie, eleison.
Fazei-lhe participar da primeira ressurreição e que ressuscite entre os santos.
R/ Kyrie, eleison.
Que no dia da ressurreição receba seu corpo, junto com os que também vão recebê-lo.
R/ Kyrie, eleison.
Que se una aos bem-aventurados, que estão à direita do Pai.
R/ Kyrie, eleison.
Que possua a vida eterna em companhia do grupo dos justos.
R/ Kyrie, eleison.
Depois, segue a coleta:
Vos encomendamos, Senhor Jesus, a alma do vosso servo,
pela qual, por vossa bondade, vos dignastes descer à Terra;
tende misericórdia do que em vosso nome emigra
desta vida instável e tão incerta
e concedei-lhe essa outra vida e a alegria do céu,
Salvador do mundo,
que viveis e reinais para sempre.
Ou:
Recebei, Senhor, a alma...
Se antes não se disse, veja-se o no 4.
Ou:
Ouvi, ó Pai, as nossas preces:
sede misericordioso
para com este vosso servo N.
que chamastes deste mundo.
Concedei-lhe a luz e a paz
no convívio dos vossos santos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Pode-se acrescentar, ou inclusive antepor, a seguinte oração pelos presentes que sofrem:
Pai de misericórdia e Deus de toda consolação,
vós nos acompanhais com amor eterno,
transformando as sombras da morte em aurora de vida.
Olhai agora compassivo as lágrimas dos vossos filhos.
(Dai-nos, Senhor, vossa força e proteção,
para que a noite da nossa tristeza se ilumine
com a luz da vossa paz).
O vosso Filho e Senhor nosso,
morrendo, destruiu nossa morte,
e ressurgindo, deu-nos novamente a vida.
Dai-nos a graça de ir ao seu encontro
para que, após a caminhada desta vida,
estejamos um dia reunidos com nossos irmãos e irmãs
onde todas as lágrimas serão enxugadas.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Ou outra oração do apêndice.
Todos respondem:
Amém.
7. Depois o Abade pode concluir a reunião dizendo estas ou outras palavras:
Vamos agora em paz,
lembrando também de nosso Irmão defunto.
Terminada a encomendação, o círio permanece aceso na cabeceira do defunto, e a água benta com o hissope é posta aos seus pés.
8. Se, imediatamente após a trasladação do corpo, vai-se celebrar na igreja alguma Hora do Ofício Divino, e se não é um dia incluído nos dias que se encontram nos números 1-9 da Tabela de precedência, então depois da procissão com seu canto, omitido o versículo Vinde ó Deus em meu auxílio, canta-se o hino e depois da salmodia faz-se a leitura e a oração como está dito mais acima no no 6.
Se, ao invés, imediatamente após o traslado do corpo, a igreja vai prosseguir com a Missa de exéquias, o canto da procissão serve como canto de entrada.
Se, por causa de alguma celebração, não se crê oportuna a presença no coro do corpo do defunto, pode-se trasladá-lo a outra parte da igreja, ao capítulo ou a outro lugar apropriado.
A vigília propriamente dita
ou oração contínua junto ao corpo
9. Segundo uma antiga tradição recebida, se for possível, os Irmãos rezam pelo defunto sem interrupção, e seu corpo não deve ficar só. Quando não se celebra no coro, essa vigília consistirá sobretudo na recitação do Saltério, intercalando leituras bíblicas selecionadas com orações devotas que movam o coração do que vela (ou dos que velam) na direção do Irmão defunto, ou então com uma oração silenciosa.
10. Com exceção dos Domingos, das solenidades, das festas do Senhor que estão no Calendário geral, as férias da Quaresma e da Semana Santa, os dias de oitavas de Páscoa e Natal, e também as férias a partir do dia 17 até 24 de dezembro inclusive, em vez do Ofício do dia, é conveniente celebrar pelo defunto o Ofício de Defuntos na íntegra; nos outros dias, diante da sepultura, celebra-se só em parte, ou seja, somente as Vigílias noturnas, as Laudes e as Vésperas, em cujas horas se reza as seguintes partes desse Ofício: a antífona do invitatório, e também a segunda leitura, tomada das obras dos Padres e dos Escritores eclesiásticos, assim como a leitura breve com seu responsório, as antífonas do Benedictus e do Magnificat, as preces e a oração conclusiva.
11. Se não é celebrado o Ofício dos Defuntos, nem total nem parcialmente, em uma hora apropriada tem-se uma celebração da Palavra Divina, sendo o Abade seu moderador, mas que não se celebre imediatamente antes da Missa de defuntos, para que o rito não se torne pesado nem a Liturgia da Palavra dê a impressão de ser uma duplicação. Nessas circunstâncias, essa celebração pode ser unida à Hora de Completas.
Então podem ser feitas leituras bíblicas e patrísticas, que expressem e ajudem a compreender o sentido da morte cristã, intercalando cantos, especialmente do Salmos, ou tomados do Ofício dos Defuntos.
12. A ordenação adequada desta celebração é a seguinte: dita uma monição introdutória, depois da salmodia tem-se uma leitura bíblica com responsório, se se crê oportuno. Depois de um tempo de silêncio, tem-se uma segunda leitura das obras dos Padres ou dos escritores eclesiásticos; em vez dessa leitura, o Abade ou outro sacerdote presente pode dizer algumas palavras. Também pode-se ter uma leitura depois de cada Salmo, de tal modo que depois do Antigo Testamento siga o Novo, e o Evangelho por último. Toda a celebração termina com a oração universal ou dos fiéis e com a oração dominical ou outra oração apropriada.
13. Quando essa celebração acontece depois da Hora de Completas, pode-se ordenar assim:
O versículo introdutório Vinde ó Deus em meu auxílio;
O hino selecionado para a circunstância;
A salmodia para a qual, em lugar dos Salmos que indica a Regra, pode-se selecionar outros;
A leitura bíblica mais longa com seu responsório, deixando um espaço de silêncio;
Outra leitura bíblica ou dos Padres, ou dos Escritores eclesiásticos, ou algumas palavras;
O cântico evangélico de Simeão Nunc Dimittis;
A súplica litânica,
A oração;
A bênção;
A antífona de Santa Maria Virgem Salve Regina.
Missa das Exéquias
14. A Missa das Exéquias pode ser celebrada todos os dias, exceto nas solenidades de preceito, na Quinta-feira Santa, no Tríduo pascal e nos Domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa.
Depois do Evangelho haja, normalmente, uma breve homilia, excluindo-se, no entanto, qualquer tipo de elogio fúnebre. Depois da homilia, tem-se a oração universal ou oração dos fiéis. Recomenda-se que os fiéis, especialmente os que são da família do defunto, participem do sacrifício eucarístico oferecido pelo defunto por meio da sagrada comunhão.
15. A Missa dos fiéis defuntos ao receber-se a notícia da morte pode ser celebrada também nos dias dentro da oitava de Natal, nos dias em que ocorrer uma memória obrigatória ou um dia da semana, exceto Quarta-feira de Cinzas e os dias de semana da Semana Santa.
16. Segundo o costume, estando presente o defunto, celebra-se por ele não apenas a Missa de exéquias, mas todas as demais Missas, a não ser que o impeça alguma obrigação particular.
RITO PARA LEVAR
O CORPO À SEPULTURA
Última encomendação na igreja ou desepedida
17. Assim como a comunidade começou a vigília junto ao corpo do defunto com uma celebração comunitária, assim também, enquanto é conduzido à sepultura, antes de retirá-lo dos lugares onde serviu fielmente ao Senhor no mosteiro, os Irmãos se reúnem para celebrar juntos esta vigília solene.
18. Dita a oração depois da comunhão da Missa de exéquias, ou se não se celebra o sacrifício eucarístico, uma vez terminada a Liturgia da Palavra, o Abade, revestido de estola sobre a alva, casula ou capa pluvial, (mitra e) báculo, se aproxima do féretro, tendo ao seu lado os ministros do livro, da água benta e do incenso, enquanto outro Irmão toma o círio pascal ou a cruz na cabeceira.
19. Quando não se celebrou antes a Missa nem alguma Hora do Ofício Divino, o Abade pode saudar os presentes, como se faz no princípio da Missa, ou dizendo:
O Deus da esperança faça transbordar vossa fé,
para que com a força do Espírito Santo
transbordeis em esperança,
e o Senhor esteja sempre convosco.
Todos respondem:
Amém.
20. O Abade, deixando o báculo, introduz o rito com estas ou outras palavras semelhantes:
Conforme o costume cristão
vamos sepultar o corpo do nosso Irmão N.
Peçamos com toda a confiança a Deus
- para quem tudo vive -
que ressuscite na glória dos santos
este pobre corpo que hoje sepultamos
e acolha sua alma entre os eleitos.
Que ele alcance misericórdia no julgamento,
para que, resgatado pela morte
e asolvido de seus pecados,
seja reconciliado com o Pai.
E, transportado nos ombros do bom Pastor,
mereça gozar alegria eterna
na companhia de Cristo Rei
com todos os seus santos.
E todos rezam por algum tempo em silêncio.
21. Em seguida, o Abade asperge e incensa o corpo do defunto enquanto se canta este responsório:
Creio que meu Redentor vive
e que ressuscitarei no ú