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CURSO DE FORMAÇÃO MONÁSTICA sob o patrocínio do Pontifício Ateneo de Santo Anselmo de Roma |
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De Domingo, dia 24 de agosto, até o sábado, dia 27 de setembro do ano de 2008 Nota histórica O Papa Inocêncio IV, com uma bula pontifícia, de 05 de Janeiro de 1245, autorizava ao Abade de Claraval a abertura em Paris de um estudo de teologia “para a salvação e honra da Ordem Cisterciense e para a ornamentação e glória da Igreja Universal”. No curso dos anos sucessivos, o novo Colégio, chamado de São Bernardo, fez notáveis progressos. Alguns privilégios papais exaltavam seu funcionamento em relação a outros colégios análogos, situados em Paris. O mais precioso documento foi promulgado por Inocêncio IV em 28 de janeiro de 1254 e com ele era concedido ao Colégio São Bernardo gozar de todos os direitos e privilégios de que os Dominicanos e os Franciscanos já tinham posse, e esta condição foi obtida pelos Cistercienses antes de qualquer outra Ordem monástica, incluídos os Cluniacenses. Seguindo o costume já arraigado nos outros institutos de Paris, o Colégio São Bernardo era guiado por um Reitor, que gozava de plena autoridade sobre as questões relativas quer ao estudo, quer à disciplina. O Colégio foi iniciativa do Abade de Claraval, Estêvão Lexington, e continuou sendo de Claraval até que, por causa do peso econômico que recaiu sobre aquele mosteiro, no ano de 1320 a abadia se viu obrigada a ceder sua administração diretamente ao Capítulo Geral e em benefício de toda a Ordem. A bula Fulgens sicut stella de Bento XII (1335) foi o primeiro documento jurídico a propósito dos estudos acadêmicos dos Cistercienses e inspirou uma onda de Colégios como já houvera anteriormente, interrompida por ocasião da Guerra dos Cem Anos, e pelas guerras civis e religiosas do século XVI. As novas casas de estudos continuaram até que chegaram aos respectivos países, onde estavam situados, os efeitos da Revolução Francesa: secularização, desamortização, ou como fosse chamada segundo os diversos contextos. Ao final do século XIX, iniciou-se na Ordem Cisterciense um processo de restauração que podemos resumir do seguinte modo: nova série de Capítulos Gerais começada em 1880 e que já são 22 no total até o mais recente deles, em setembro do ano 2000; eleição, em 1880, de um Abade Geral, sucessor do Abade de Cister; criação de uma Cúria Geral em Roma e de um Colégio Internacional, situado na mesma Casa Geral e em ininterrupto serviço desde 1927, primeiro em Via Giacomo Medici 3, e, a partir de 1950, em Piazza Tempio di Diana 14 (veja-se L. LEKAI, I Cistercensi: Ideali e realtà, Pavia 1989, pp. 102-112; P. ZAKAR, História da Cúria Geral da Ordem Cisterciense, Roma 1985, 1990, 1994 e 2000). Por ocasião do cinqüentenário da inauguração desta segunda sede e da aprovação de um Estatuto para a Formação na Ordem Cisterciense, programou-se um curso principalmente para formadores, mas também para aqueles outros monges que a capacidade do Colégio permita acolher. O programa, como se pode ver, está pensado para que sirva de reflexão sobre a identidade monástica de nossa Ordem e que os formadores a transmitam aos candidatos de seus mosteiros durante o tempo de sua iniciação. |